wwkpd 2016 em Cascais

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No passado sábado foi dia mundial de tricotar em público e a minha terra participou! Dezenas de pessoas apareceram para tricotar na rua, em frente à The Craft Company. As tricotadeiras de Oeiras, as Tricomania em Cascais, o Knitted by Macho Men e tantos outros apareceram de agulhas na mão! Foi uma festa, um exemplo de como podemos mudar tanto no mundo, de como a vida pode ser simples e descomplicada quando quebramos barreiras e fazemos aquilo de que gostamos. 
Ali, sentada à porta da loja, acompanhada por pessoas com um interesse em comum, mais que isso, com um amor comum, percebi o quanto a cidade foi retirando ao cidadão enquanto este se foi fechando em si e na sua correria diária. Porque é que já não nos sentamos à porta de casa ao fim do dia com os vizinhos? Será pelo mesmo motivo que os nossos filhos já não sabem o que é estar na rua com os amigos, mesmo sem nada para fazer? 
O que tenho aprendido é que basta dar o primeiro passo. No meu caso, descobri que Cascais tem gente muito interessante. E isso faz-me tão mais feliz que começo a tratá-la como sendo a minha terra!

Papoila

Papoila Papoila Papoila Papoila Papoila Papoila

Interpretar os sentimentos de quem quer dar algo único a alguém muito especial e dizê-lo assim, num silêncio puro, cheio de vida, cheio de sonho, cheio de Humanidade, eterno.

Esta é a primeira de muitas bonecas que espero vir a fazer. Estava desejosa de poder experimentar expressões faciais e penteados, um novo desafio, um novo universo! Aqui usei lã Dona Maria para o cabelo, uma mistura de merino e seda, muito macia e bonita. Não podia estar mais satisfeita.

Feita com toda a minha atenção e tempo, boa vontade e exigência por um trabalho de excelência resta-me esperar que seja bem recebida e acarinhada e que dure, se possível, uma vida inteira pois é com essa intenção que é feita.


milagres na varanda

na varanda na varanda na varanda na varanda na varanda na varanda na varanda

A varanda não é grande, consigo dar quatro passos largos de uma parede à outra. Mas o que lá acontece, neste momento, é tanto que quem a vê fica de boca aberta. Principalmente aqueles que não estão habituados a ver crescer o seu alimento (ou qualquer alimento!) ficam verdadeiramente confusos. Como pode ser tão fácil? Então a comida cresce assim, num vaso, em poucos dias? Sim! É das coisas mais fáceis e básicas que o ser humano pode e deve fazer! E mesmo não tendo varanda, há sempre um parapeito de uma janela ou uns vasos dentro de casa onde a luz solar, água e vontade de melhorar a vida chegam. 
Na verdade, é tão fácil e básico que uma criança consegue tomar conta de grande parte do processo. Na verdade, é tão fácil e básico que torna o facto de existir fome no nosso país ainda mais intolerável. 
Temos comido alface todos os dias há quase dois meses. E só tenho seis pés de alface. Seis pés de alface tem chegado para alimentar uma família de quatro pessoas (que adoram alface!). Como? Vamos retirando uma ou duas folhas de cada uma e elas continuam a crescer, sempre bonitas! A natureza é assim!
Chamem-me ingénua mas eu acredito em milagres. Faço questão de acreditar neles e de os proporcionar. Por vezes dão trabalho mas os frutos são uma maravilha.

work in progress

wip wip wip

Há muito que queria embarcar numa nova aventura. Sonhava com cabeleiras fartas e traços humanos e as suas infinitas possibilidades. Infinitas possibilidades. 
Contar a história que cá vai dentro, a minha história, real e sonhada - porque todos somos realidade e sonho, um conto íntimo que ganha asas e voa.
Ainda estou a trabalhar nela mas aos poucos vejo-a ganhar forma. E ela olha-me e diz-me o mesmo. 

Entretanto, a LeCool diz que sou uma dos 100 lisboetas a conhecer. A verdade é que quem segue este blogue há 8 anos já me conhece razoavelmente bem ;)

da camisa do irmão

reciclar reciclar reciclar

Reciclar roupa é das minhas coisas preferidas de fazer. Porque não gosto de deitar fora algo que ainda tem muito para dar, porque gosto de puxar pelas ideias, porque adoro transformar. Porque, verdade seja dita, a sociedade em que vivemos é obcecada por deitar fora e eu, mais uma vez, discordo. Sabe bem e é necessário mas muitas vezes o deitar fora é um acto mecânico de quem deixou de saber fazer e se habituou a chamar lixo às coisas. A mim custa-me deitar fora um frasco de vidro, quanto mais uma camisa em bom estado.
Olhando para ela aqui assim, acho que é capaz de ter ficado com ar de bata. Mas que importa? Que se encha de terra, tinta e plasticina, que é tudo o que uma mãe pode desejar à sua filha de quatro anos, artista de alma e coração. 

-" Os artistas podem sujar-se, mãe!" 
-" Podem e devem, filha."



Monster High, por senhorita Alecrim

Monster High,
por senhorita Alecrim

(Não é desenho animado que passe cá por casa nem é nome que se consiga dizer em língua estrangeira aos quatro anos de idade mas a sua persistência foi tal que acabei por descobrir quem era afinal a musa de que tanto falava. Ela gosta é de monstros, de bruxas e de lobos maus. )

kiss kiss



Rendi-me e juntei-me ao instagram. Enquanto aprendo como a vida funciona por aqueles lados, vou experimentando.
Alguém estava desejoso de vos mandar um beijinho (clicar na imagem)!

I make (some of) her clothes

I make her clothes
I make her clothes I make her clothes I make her clothes I make her clothes I make her clothes

Estamos a meio da Fashion Revolution Week e eu aproveito para mostrar algumas peças de roupa que fiz nas últimas semanas para a senhorita Alecrim. São todas adaptações do modelo Nina, da Modkid by Patty Young, que tenho usado muito desde que ela nasceu. O modelo é muito simples e versátil, ideal para quem quer dar os primeiros passos na costura.
A blusa lilás, na terceira e quarta fotografia, era na verdade um vestido meu guardado há mais de uma década! O tecido estava como novo e serviu perfeitamente para adaptar a este molde. 
Vê-la assim, vestida com algo feito num ambiente limpo, seguro, com tempo e respeito faz de mim uma mãe mais satisfeita. E agora, que venha o sol.


inspiração: séries e podcasts



Se, por um lado, a programação televisiva a que tenho acesso desperta em mim pouco ou nenhum interesse, por outro, tenho todo um novo mundo a descobrir através da internet. Tenho andado à procura de podcasts para assistir enquanto trabalho (e cozinho) e estes dois são, até agora, aqueles que me fazem esperar por novos episódios.

Kammebornia, o reino de um casal sueco que vive uma vida simples, rural, com cinco filhos, um gato e algumas galinhas e com muito tricot para mostrar (é possível obter legendas em inglês). A Queen of Kammerbornia tem também um blogue que, embora em sueco, vale a pena seguir (a tradução para inglês deve ser encarada com algum sentido de humor e paciência).

Bakery Bears, é um podcast de um casal inglês muito engraçado, onde se tricota (ambos), cozinha, passeia pela Inglaterra rural, etc.




Edwardian Farm, uma série documental que passou na BBC há uns anos, onde se tenta reviver a vida rural da era Eduardiana. Maravilhosa, tal como a Coal House que me prendeu à cadeira em 2013 que, infelizmente, parece já não estar disponível online. Parece-me que a BBC bloqueou alguns episódios por isso é correr ao youtube e aproveitar os episódios que ainda lá estão.

E são estas as séries que me fazem companhia, de momento. E vocês?


o casaco dela

casaco casaco casaco

Não, não fui eu que fiz. Mas se soubesse, seria exactamente assim que o faria. Este foi a Sónia quem o fez e não podíamos estar mais satisfeitas. É de lã, macia, quente mas não em demasia, leve mas com um certo peso que aconchega. Chegou mesmo a tempo do aniversário da M. (em Novembro!) e desde então que espera uma sessão fotográfica à sua medida. Tem sido o casaco mais usado nesta casa e continua impecável - e suspeito que ainda terá muito uso pela frente.

Em breve quero ter nas agulhas assim algo grande e bonito.

Enquanto isso, restam-me poucas horas para acabar umas meias!



e as vencedoras são...

e as vencedoras são e as vencedoras são e as vencedoras são

... a Ana C. e a Ana ( Faz bem aos olhos)! Parabéns e fico à espera das vossas moradas!

Obrigada a todas as que participaram! 



passo-a-passo na My Sweet Crafts

passo-a-passo passo-a-passo passo-a-passo

A My Sweet Crafts convidou-me a fazer um passo-a-passo para os seus leitores e eu assim fiz, com muito gosto. Procurei desenhar um boneco simples para que todos o possam fazer, mesmo que com pouca experiência na costura. Não deixa, no entanto, de ser engraçado de fazer, podendo ser feito à mão ou à máquina. Não é por acaso que aparece agora pela Páscoa e esperamos, eu e a editora, que nasçam por aí muitas coelhinhas, para oferecer (ou não!) nesta quase Primavera.

No entanto, por lapso, ao passar o molde, a revista diminuiu consideravelmente o seu tamanho original, o que torna o processo quase impossível de concretizar. A editora lamenta o sucedido e vai disponibilizar o molde com as medidas originais assim que possível na sua página do facebook  - e eu farei o mesmo, por aqui. 

E agora tenho duas revistas para oferecer! Quem quiser receber uma em sua casa basta ser seguidor do Amo-te Mil Milhões, gostar do Amo-te Mil Milhões no facebook e deixar aqui um comentário até o próximo post. 

Até lá!


The Craft Company

The Craft Company The Craft Company The Craft Company

The Craft Company  abriu há pouco mais de um ano e com ela Cascais tornou-se uma vila bem mais interessante. Ali tenho encontrado uma casa amiga que para além de muito bonita, é uma casa onde se ensina, onde se aprende, onde se partilha. Já lá fiz meias, um princípio de xaile e agora estou a tentar perder o medo de costurar para mim. As lãs, os livros, os tecidos, tudo escolhido com gosto e de perder a cabeça. E o mais importante, as pessoas: genuínas, simpáticas por natureza, disponíveis, que gostam do que fazem. Porque para mim, no fim, tudo se resume a quem nos atende e nos encaminha. 


perneiras para ela

perneiras perneiras perneiras

Entretanto, enquanto as meias esperam os calcanhares, fiz umas perneiras (ou caneleiras?) para a senhorita Alecrim. Como ainda não tinha trabalhado em magic loop sem ser em meias, achei que umas perneiras seriam o projecto ideal para uma estreante como eu. E não me enganei! Gostei muito de as fazer. O fio foi este , muito macio e bonito (percebi o entusiasmo da surpresa de uma nova cor sempre ao virar da esquina) mas para a próxima quero usar um mais natural (algodão ou lã) mas igualmente macio (admito que sou daquelas almas sensíveis à aspereza da lã - não me batam por favor!). Não segui modelo, montei 52 malhas e tricotei até chegar ao joelho ("mãe, doi-me o cotovelo do joelho!"). Podia tê-las feito mais compridas mas a cliente não quis, o que calhou bem visto que me custou exactamente um novelo e nada mais. 

Aceitei o desafio feito pela Rosário e vou fazer pelo menos um par de meias no mês de Março. A ver vamos. :)

Antes que me esqueça, a equipa da Cose+ convidou-me a responder a umas perguntas e eu respondi com muito gosto. Vão lá ver e não deixem de seguir esta nova revista sobre costura 100% portuguesa, que muito promete! Tenho a certeza de que vão gostar.

na cama

na cama na cama na cama

Nunca fui adepta do pequeno almoço na cama, não lhe acho graça nenhuma. Mas regressar à cama, depois da maioria das tarefas cumpridas, com o tricot nas mãos e deixar-me ali ficar, tic tic tic, é domingo, tic tic tic, posso dar-me este presente, tic tic tic, é do melhor que há. 

Quase a acabar o primeiro par de meias para a senhorita Alecrim, mal posso esperar por começar as próximas (tamanho 41, filho de 13 anos pede meias feitas à mão, mãe feliz, tic tic tic!)

tricotando

tricotando
tricotando

Em 2009 (há sete anos!), um grupo de amigas juntava-se à volta de uma mesa para aprender a tricotar meias. Quem ensinava era a Zélia e a aula estendeu-se de manhã à noite, no meio de boa conversa, boa comida, boas pessoas. Custa a crer que já se passaram sete anos! Sinto saudades de muitas daquelas mulheres.
A verdade é que não pratiquei o suficiente para perder o medo das cinco agulhas. Mais uma vez, não acredito que se passaram sete anos. Mas não me dei por rendida. Eu hei-de aprender a fazer meias. Por isso inscrevi-me num workshop na bonita The Craft Company, desta vez para aprender a tricotar as meias com a técnica do magic loop. 
Já em casa, a preparar o trabalho para a aula seguinte, atrapalhei-me um pouco e acabei por desmanchar. Esta técnica permite fazer as duas meias ao mesmo tempo, o que é perfeito, mas por agora, que ainda estou a dar os primeiros (segundos) passos, fico-me por uma de cada vez. Está cheia de imperfeições, coitada, mas já a vejo como a minha meia preferida para todo o sempre.

A Terapia do Tricot já chegou cá a casa e mal posso esperar por começar a trabalhar com ele! :)