da camisa do irmão

reciclar reciclar reciclar

Reciclar roupa é das minhas coisas preferidas de fazer. Porque não gosto de deitar fora algo que ainda tem muito para dar, porque gosto de puxar pelas ideias, porque adoro transformar. Porque, verdade seja dita, a sociedade em que vivemos é obcecada por deitar fora e eu, mais uma vez, discordo. Sabe bem e é necessário mas muitas vezes o deitar fora é um acto mecânico de quem deixou de saber fazer e se habituou a chamar lixo às coisas. A mim custa-me deitar fora um frasco de vidro, quanto mais uma camisa em bom estado.
Olhando para ela aqui assim, acho que é capaz de ter ficado com ar de bata. Mas que importa? Que se encha de terra, tinta e plasticina, que é tudo o que uma mãe pode desejar à sua filha de quatro anos, artista de alma e coração. 

-" Os artistas podem sujar-se, mãe!" 
-" Podem e devem, filha."



Monster High, por senhorita Alecrim

Monster High,
por senhorita Alecrim

(Não é desenho animado que passe cá por casa nem é nome que se consiga dizer em língua estrangeira aos quatro anos de idade mas a sua persistência foi tal que acabei por descobrir quem era afinal a musa de que tanto falava. Ela gosta é de monstros, de bruxas e de lobos maus. )

kiss kiss



Rendi-me e juntei-me ao instagram. Enquanto aprendo como a vida funciona por aqueles lados, vou experimentando.
Alguém estava desejoso de vos mandar um beijinho (clicar na imagem)!

I make (some of) her clothes

I make her clothes
I make her clothes I make her clothes I make her clothes I make her clothes I make her clothes

Estamos a meio da Fashion Revolution Week e eu aproveito para mostrar algumas peças de roupa que fiz nas últimas semanas para a senhorita Alecrim. São todas adaptações do modelo Nina, da Modkid by Patty Young, que tenho usado muito desde que ela nasceu. O modelo é muito simples e versátil, ideal para quem quer dar os primeiros passos na costura.
A blusa lilás, na terceira e quarta fotografia, era na verdade um vestido meu guardado há mais de uma década! O tecido estava como novo e serviu perfeitamente para adaptar a este molde. 
Vê-la assim, vestida com algo feito num ambiente limpo, seguro, com tempo e respeito faz de mim uma mãe mais satisfeita. E agora, que venha o sol.


inspiração: séries e podcasts



Se, por um lado, a programação televisiva a que tenho acesso desperta em mim pouco ou nenhum interesse, por outro, tenho todo um novo mundo a descobrir através da internet. Tenho andado à procura de podcasts para assistir enquanto trabalho (e cozinho) e estes dois são, até agora, aqueles que me fazem esperar por novos episódios.

Kammebornia, o reino de um casal sueco que vive uma vida simples, rural, com cinco filhos, um gato e algumas galinhas e com muito tricot para mostrar (é possível obter legendas em inglês). A Queen of Kammerbornia tem também um blogue que, embora em sueco, vale a pena seguir (a tradução para inglês deve ser encarada com algum sentido de humor e paciência).

Bakery Bears, é um podcast de um casal inglês muito engraçado, onde se tricota (ambos), cozinha, passeia pela Inglaterra rural, etc.




Edwardian Farm, uma série documental que passou na BBC há uns anos, onde se tenta reviver a vida rural da era Eduardiana. Maravilhosa, tal como a Coal House que me prendeu à cadeira em 2013 que, infelizmente, parece já não estar disponível online. Parece-me que a BBC bloqueou alguns episódios por isso é correr ao youtube e aproveitar os episódios que ainda lá estão.

E são estas as séries que me fazem companhia, de momento. E vocês?


o casaco dela

casaco casaco casaco

Não, não fui eu que fiz. Mas se soubesse, seria exactamente assim que o faria. Este foi a Sónia quem o fez e não podíamos estar mais satisfeitas. É de lã, macia, quente mas não em demasia, leve mas com um certo peso que aconchega. Chegou mesmo a tempo do aniversário da M. (em Novembro!) e desde então que espera uma sessão fotográfica à sua medida. Tem sido o casaco mais usado nesta casa e continua impecável - e suspeito que ainda terá muito uso pela frente.

Em breve quero ter nas agulhas assim algo grande e bonito.

Enquanto isso, restam-me poucas horas para acabar umas meias!



e as vencedoras são...

e as vencedoras são e as vencedoras são e as vencedoras são

... a Ana C. e a Ana ( Faz bem aos olhos)! Parabéns e fico à espera das vossas moradas!

Obrigada a todas as que participaram! 



passo-a-passo na My Sweet Crafts

passo-a-passo passo-a-passo passo-a-passo

A My Sweet Crafts convidou-me a fazer um passo-a-passo para os seus leitores e eu assim fiz, com muito gosto. Procurei desenhar um boneco simples para que todos o possam fazer, mesmo que com pouca experiência na costura. Não deixa, no entanto, de ser engraçado de fazer, podendo ser feito à mão ou à máquina. Não é por acaso que aparece agora pela Páscoa e esperamos, eu e a editora, que nasçam por aí muitas coelhinhas, para oferecer (ou não!) nesta quase Primavera.

No entanto, por lapso, ao passar o molde, a revista diminuiu consideravelmente o seu tamanho original, o que torna o processo quase impossível de concretizar. A editora lamenta o sucedido e vai disponibilizar o molde com as medidas originais assim que possível na sua página do facebook  - e eu farei o mesmo, por aqui. 

E agora tenho duas revistas para oferecer! Quem quiser receber uma em sua casa basta ser seguidor do Amo-te Mil Milhões, gostar do Amo-te Mil Milhões no facebook e deixar aqui um comentário até o próximo post. 

Até lá!


The Craft Company

The Craft Company The Craft Company The Craft Company

The Craft Company  abriu há pouco mais de um ano e com ela Cascais tornou-se uma vila bem mais interessante. Ali tenho encontrado uma casa amiga que para além de muito bonita, é uma casa onde se ensina, onde se aprende, onde se partilha. Já lá fiz meias, um princípio de xaile e agora estou a tentar perder o medo de costurar para mim. As lãs, os livros, os tecidos, tudo escolhido com gosto e de perder a cabeça. E o mais importante, as pessoas: genuínas, simpáticas por natureza, disponíveis, que gostam do que fazem. Porque para mim, no fim, tudo se resume a quem nos atende e nos encaminha. 


perneiras para ela

perneiras perneiras perneiras

Entretanto, enquanto as meias esperam os calcanhares, fiz umas perneiras (ou caneleiras?) para a senhorita Alecrim. Como ainda não tinha trabalhado em magic loop sem ser em meias, achei que umas perneiras seriam o projecto ideal para uma estreante como eu. E não me enganei! Gostei muito de as fazer. O fio foi este , muito macio e bonito (percebi o entusiasmo da surpresa de uma nova cor sempre ao virar da esquina) mas para a próxima quero usar um mais natural (algodão ou lã) mas igualmente macio (admito que sou daquelas almas sensíveis à aspereza da lã - não me batam por favor!). Não segui modelo, montei 52 malhas e tricotei até chegar ao joelho ("mãe, doi-me o cotovelo do joelho!"). Podia tê-las feito mais compridas mas a cliente não quis, o que calhou bem visto que me custou exactamente um novelo e nada mais. 

Aceitei o desafio feito pela Rosário e vou fazer pelo menos um par de meias no mês de Março. A ver vamos. :)

Antes que me esqueça, a equipa da Cose+ convidou-me a responder a umas perguntas e eu respondi com muito gosto. Vão lá ver e não deixem de seguir esta nova revista sobre costura 100% portuguesa, que muito promete! Tenho a certeza de que vão gostar.

na cama

na cama na cama na cama

Nunca fui adepta do pequeno almoço na cama, não lhe acho graça nenhuma. Mas regressar à cama, depois da maioria das tarefas cumpridas, com o tricot nas mãos e deixar-me ali ficar, tic tic tic, é domingo, tic tic tic, posso dar-me este presente, tic tic tic, é do melhor que há. 

Quase a acabar o primeiro par de meias para a senhorita Alecrim, mal posso esperar por começar as próximas (tamanho 41, filho de 13 anos pede meias feitas à mão, mãe feliz, tic tic tic!)

tricotando

tricotando
tricotando

Em 2009 (há sete anos!), um grupo de amigas juntava-se à volta de uma mesa para aprender a tricotar meias. Quem ensinava era a Zélia e a aula estendeu-se de manhã à noite, no meio de boa conversa, boa comida, boas pessoas. Custa a crer que já se passaram sete anos! Sinto saudades de muitas daquelas mulheres.
A verdade é que não pratiquei o suficiente para perder o medo das cinco agulhas. Mais uma vez, não acredito que se passaram sete anos. Mas não me dei por rendida. Eu hei-de aprender a fazer meias. Por isso inscrevi-me num workshop na bonita The Craft Company, desta vez para aprender a tricotar as meias com a técnica do magic loop. 
Já em casa, a preparar o trabalho para a aula seguinte, atrapalhei-me um pouco e acabei por desmanchar. Esta técnica permite fazer as duas meias ao mesmo tempo, o que é perfeito, mas por agora, que ainda estou a dar os primeiros (segundos) passos, fico-me por uma de cada vez. Está cheia de imperfeições, coitada, mas já a vejo como a minha meia preferida para todo o sempre.

A Terapia do Tricot já chegou cá a casa e mal posso esperar por começar a trabalhar com ele! :)



o homem que plantava árvores



Esta semana dei por mim a comprar uma mão cheia de livros. Tinha prometido a mim mesma que não compraria (nem sequer traria emprestado) mais livros antes de ler todos os que tenho. Pois. Mas a verdade é que os gostos mudam connosco, e ainda bem, e a vida é curta demais para nos impormos tantas regras, ainda que certíssimas. 
Noto que deixei de ter paciência para muita coisa - são os 40 a bater à porta - e no que toca a livros, também. Gosto de contos, que me cativem logo, que me levem em pouco tempo para um lugar só nosso, tão directos quanto profundos, inspiradores. Se me conquistarem, leio-os de uma ponta à outra, chego ao fim e volto ao início.  Foi o que aconteceu com " o Homem que Plantava Árvores". Comprei-o para o M., que lia muito até lhe chegar um telemóvel com acesso à internet às mãos - dilema dos nossos dias, creio não estar sozinha nisto - na esperança de, por ser um livro que se lê facilmente de uma só vez, ele não o pôr de lado, à espera. Eu já o tinha lido duas vezes, e ele, leu-o logo naquela noite. Não teve o mesmo impacto nele que teve em mim, claro, mas gostou e sei que um dia é capaz de o voltar a ler. 
Eu gostei muito. É uma história delicada, profunda, inspiradora. Curiosamente, tive que me certificar várias vezes de que o autor era francês e não japonês. Senti-me num velho conto oriental, como aqueles que lia em criança.
Encontrei este vídeo e achei que poderiam gostar. Bom fim de semana, com muitos livros por perto!



a meu lado

aqui a meu lado aqui a meu lado aqui a meu lado aqui a meu lado aqui a meu lado

Caminhar. Dar horizonte à alma. Deixar que o sol, tão longe, nos toque. Andar até nos esquecermos que andamos, deixando que as pernas pensem por si, tal como as mãos habituadas a um ofício. Olhar até perdermos o ser que olha, quase. 
Assim se recupera a saúde, um pouco cada dia. E eu estou grata por o ver melhorar, a meu lado.

olhar o mar

olhar o mar olhar o mar olhar o mar olhar o mar

Há quem não perceba esta mania do português parar em frente ao mar e deixar-se ali ficar, a olhar. Eu acho que olhar o mar lava a alma, limpa a mente, dá saúde. E eu vou obrigar-me a saudá-lo todos os dias, já que o tenho aqui tão perto. 
Em Janeiro já não são só as gaivotas que se ouvem, as árvores enchem-se de pássaros que nos acordam para um novo dia. Se eles soubessem o bem que me fazem!

Janeiro

Janeiro Janeiro Janeiro Janeiro Janeiro

Ainda a tentar apanhar a carruagem de 2016, eu que gosto tanto da ideia de começar um novo ano, um novo ciclo, um novo eu, um novo nós... desta vez não pedi grandes desejos, são cada vez menos de ano para ano. Saúde, amor, alegria de viver é tudo do que me lembro quando chega a altura de comer as passas. Desta vez terminámos o ano com uma perda grande, o avô holandês que tanta falta vai fazer... connosco fica o seu sorriso sempre presente, a sua alegria, o seu sentido de humor e de amor. 
Assim, o ano começa lentamente, passo a passo, mas a verdade é que ainda não o sinto. 
Lá fora, nasceu a rosa que graças a estas manias de registar estes momentos, percebi que nasce sempre em Janeiro, por volta do mesmo dia. Nestes dias cinzentos, esta pequena e solitária rosa nasce com o seu aroma doce e diz-me que a vida nunca acaba, que mantenha a esperança, que continue. Pensar que a salvei do lixo, dada como morta, porque acreditei nela - e agora ela agradece-me assim, todos os anos.
É bom voltar aqui. É bom continuar. 

Boas Festas!

boas festas! boas festas! boas festas! boas festas! boas festas! boas festas!

A todos os que por aqui costumam passar, os que aqui deixam palavras amigas, os que me escrevem cartas bonitas, os que pensam no meu trabalho quando procuram algo especial, os que coleccionam bonecos Amo-te Mil Milhões e voltam sempre, e elogiam sempre, e incentivam sempre a continuar... desejo um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo!

Esta é a última lebre do ano, acabou de nascer e está disponível.*
Agora vou fazer os presentes para a família - sim, porque há pessoas que deixam as prendas por fazer a poucos dias da véspera de natal!

Boas Festas!!

 * (a lebre já encontrou nova casa!)