mini mantas de mini retalhos


mini mantas
mini mantas

mini mantas mini mantas
mini mantas mini mantas

Por aqui tem estado muito frio. Lebre que é lebre aguenta qualquer intempérie mas estas, muito mimadas, pediram mantas novas para passar os dias mais bem dispostas. 
Feitas com pequenos retalhos de tecidos de algodão, medem 32x30 cm aproximadamente e estão prontas para quem quiser aquecer as lebres e outras bonecas lá de casa. 

dias

dias dias

Os dias passam, eu passo, a vida passa. E eu quero agarrá-la, mostrar-lhe que sou eu que mando, que uma pessoa não chega à idade adulta para isto mas sinto-me derrotada. A vida é quem manda. As carruagens passam por mim a correr, eu aceno com um sorriso esforçado e volto ao que estava a tentar fazer, seja lá o que isso era. Quando me lembro dou umas palmadinhas no ombro, digo a mim própria que o que faço não é para fracos, tomo um chá preto e volto ao que estava a fazer, seja lá o que isso era.
Na agenda, ainda a do ano que já passou, anoto projectos, listas de afazeres, encomendas que vão chegando. São os meus segundos de mulher empresária. Gosto. Mais uma palmadinha no ombro, o tempo é sábio, a altura vai chegar e volto ao que estava a fazer, seja lá o que isso era.

E é isto que vim cá fazer, desabafar um bocadinho e ver se retomo o ritmo, que tudo isto me faz falta e me faz feliz e já vou a sentir-me um bocadinho melhor.

miau

as primeiras do ano as primeiras do ano as primeiras do ano as primeiras do ano as primeiras do ano

São as primeiras do ano, ou últimas do ano que passou. Fizeram comigo a transição do velho para o novo. Óptimas ouvintes, pacientes, já deviam estar desejosas de sair das minhas mãos. Assim que as dei por terminadas, fizeram as malas e partiram para as suas novas casas.

Costumam perguntar-me quanto tempo levo a fazer um boneco, ao que eu respondo mais ou menos da mesma maneira: se tivesse um dia inteiro só para o meu trabalho, provavelmente demoraria dois ou três. Quando digo que um destes casacos leva umas quatro (para não dizer cinco ou seis) horas a fazer compreendo o espanto e até a dúvida no olhar de quem pergunta. A mim também me custa a crer, mas é a verdade. No outro dia passei por um blogue cujo nome não devia ter esquecido, onde a artesã, na descrição do seu trabalho, incluía também o tempo que o levava a concluir. Gostei da ideia e acho que a vou começar a praticar. 

o primeiro dia do resto das nossas vidas

primeiro dia primeiro dia

Não é o Natal que me comove. É o celebrar o fim e o início de um novo ciclo, ano após ano como se da primeira vez se tratasse, acreditando sempre que tudo correrá bem, de coração seguro e sereno que me deixa arrepiada. Talvez não tenha sido sempre assim, muitos anos houve em que não sentia acesso directo a essa janela. Sabia que a tinha, sabia onde estava, mas sentia-a fechada. E sabê-la fechada doía. Passei muitos anos de janela fechada e sempre que olhava para dentro e me procurava, o que sentia era dor. Lembro-me de um sonho que tive há muitos anos, onde ao andar por uma casa grande e bonita, encontrei uma janela fechada. Ao olhar para ela, abriu-se, e através dela entraram centenas de borboletas coloridas para dentro de casa. Guardei essa imagem com esperança de um dia me sentir assim, um cheque-prenda do meu inconsciente com validade vitalícia. Talvez a melhor prenda de sempre.
Hoje, ainda a caminho de me sentir bem na minha pele e de saber dirigir a minha vida, quanto mais a dos meus, posso felizmente contar com essa paz interior que sei onde mora e sei que me espera sempre que dela precisar. E sinto-me grata, muito grata, por ter chegado até aqui.
Agora há que cultivar e praticar, dia após dia, para que essa fonte de paz e criatividade me transforme e através de mim, o meu mundo se transforme também. 

Desejo-vos um ano bom, do fundo do coração.


primeiro dia


Feliz Natal!

Maria Alecrim by Estórias Maria Alecrim by Estórias Maria Alecrim by Estórias Maria Alecrim by Estórias Maria Alecrim by Estórias Maria Alecrim by Estórias
* fotos © Estórias

A senhorita Alecrim tem andado doentinha. Já há um mês que está em casa, só agora começa a recuperar. No dia em que o projecto Estórias  veio cá a casa notavam-se nela os primeiros sinais de que algo não estava bem. Mesmo assim, comportou-se como uma verdadeira estrela, tão natural e à vontade que, mais uma vez, me faz crer que nasceu para o palco. 

O Estórias fotografa famílias, grávidas, casais, eventos, casamentos, baptizados e muito mais. Vão lá espreitar. Se ainda não tiverem encontrado a prenda de Natal que procuram, talvez este voucher vos agrade. 





Aproveito para vos desejar um Feliz Natal, quente e acolhedor, com muita paz no coração!
Obrigada por todo o vosso apoio!


na árvore de natal

feito em casa feito em casa feito em casa feito em casa feito em casa feito em casa feito em casa

Ouvi rumores de que a nossa árvore de natal precisava de mais ornamentos. Numa tarde, eu e a senhorita Alecrim tratámos do problema. 

inspiração

quando a alma não é pequena quando a alma não é pequena quando a alma não é pequena quando a alma não é pequena

A minha mãe é uma guerreira. Desde que me conheço que a vejo desbravar caminhos que a maioria dos mortais considera demasiado arriscados. Eu, muitas vezes, sou a primeira a tentar chamá-la à razão, a mostrar-lhe um caminho mais fácil, menos penoso. Mas o caminho mais fácil muitas vezes não sabe a nada. Não se aprende nada, nada em nós se transforma, nada em nós cresce. 

Vivemos numa época obcecada por inspiração. Pergunto-me muitas vezes de onde terá surgido essa necessidade tão grande de nos mantermos naquele ponto alto em que pensamos tudo conseguir, tudo mudar, tudo ser - e nada alterar, nada acrescentar, nada fazer. Satisfazemo-nos com o sentir. Alimentamo-nos de imagens que acordam algo adormecido em nós, fazemos uma festa por o termos despertado e permanecemos sentados, à procura de mais uma fonte de inspiração. Eu própria gosto de viver nesse ponto estimulante de descoberta e euforia. Mas até quando conseguiremos alimentar o cérebro assim? E o resto? 

A maior herança que a minha mãe me pode deixar é esta: acreditar no sonho e torná-lo realidade. Tornar o impossível possível. Agir. Ousar. Tentar. Dar. Fazer. Nada temer.

E mesmo que o caminho pareça não nos levar a lado nenhum, olhando para trás, vemos um caminho cheio de pequenos milagres. Um caminho feito por um verdadeiro Ser Humano.


Se forem a Trás-os-Montes e o encontrarem azul não estranhem. É que a minha mãe não sabe estar quieta.

3

3

3 anos conta o calendário. Eu conto uma vida inteira, uma nova vida, tão grande quanto ela. 
Ela é o sol da nossa vida - um sol rosa, porque é assim que ela vê o mundo.


Amo-te Mil Milhões, senhorita Alecrim!

Índios e Cowboys

eu e o avô Zé


Hoje estou no Índios e Cowboys com muitas memórias do passado, que por alguma estranha razão continuam presentes no meu dia-a-dia, como se nada tivesse ficado para trás. 
Aqui estou eu, por volta dos 4 anos, com o meu querido (bis)avô Zé, aquele que levava os (bis)netos, dele e dos outros em verdadeiras expedições de aventura pelas redondezas.

mini mantas de retalhos

mini manta de retalhos I mini manta de retalhos Imini manta de retalhos I

mini manta de retalhos II
mini manta de retalhos II mini manta de retalhos II mini manta de retalhos III mini manta de retalhos III mini manta de retalhos III


O frio chegou e com ele a procura de calor e de conforto. Fiz lençóis de flanela para as camas dos filhos. Fiz cobertores polares para as camas dos filhos. Pijamas e camisas de dormir vão sendo feitos  no intervalo de tantas outras coisas escritas na lista dos afazeres. 

Achei que os meus bonecos poderiam precisar de se aquecer também. Mantas leves e quentes calham sempre bem, mesmo quando se é boneco. 

São três mini mantas de retalhos que podem também servir como mini individuais, se os bonecos não se importarem.

(a segunda e a terceira manta já não estão disponíveis)

pão por deus

pão por deus pão por deus pão por deus

De manhã foram pedir pão por Deus, como já vem sendo tradição. Juntou-se um grupo ainda maior que do ano passado.  A mascote era a mesma, a senhorita Alecrim. 
Onde moramos não vale a pena ir tocar à porta de ninguém. Ainda para mais num sábado de manhã. Uma ousadia, ser criança e querer brincar às tradições. Vamos às aldeias aqui ao lado, longe da vida gira da gente gira com cães giros e bicicletas giras. Onde nos abrem a porta com sorrisos, preparados ou não com mãos cheias de guloseimas, contentes pela visita, felizes pela vida que se espalha pela rua naquela manhã. Já há vários grupos de crianças, uns de cada lado da estrada, é melhor correr para ver quem lá chega primeiro. São muitos, pequenos, grandes, estão todos na rua e os sacos enchem-se e as crianças são crianças e a aldeia é aldeia.

Curiosidade nº 1:  aquela primeira porta que se abriu perguntar-lhes porque não vinham mascarados e porque não faziam partidas. 

Curiosidade nº 2: a maior parte das crianças que está a pedir pão por Deus não sabe o que é o pão por Deus.

Curiosidade nº 3: crianças que não sabem o que são pinhões, que vou felicíssima apanhando ao longo do caminho, deliciando-me mais tarde em casa com aquele sabor a pinheiro e a infância.


À tarde fomos visitar os nossos mortos, que para mim estão tão vivos quanto os vivos e fazem parte dos meus dias. Vivesse eu noutro tempo e espaço e os meus mortos viviam ali ao meu lado, no meu jardim, a ver os meus filhos crescer. Uma sociedade que não sabe lidar com a morte nunca saberá do que a vida se trata. 

o gato avô

Gato avô Gato avô Gato avô Gato avô

Era uma vez um gato que já era avô. Passava as tardes na rua com os seus netos, de um lado para o outro em mil e duas aventuras. Eram tantos os netos que muitas vezes se juntavam a estes outros netos de outros gatos, sem ele se aperceber. Há também a hipótese de ele se aperceber e não se importar, mas isso nunca vamos saber. Bom, bom era passar o dia ocupado em tão animada companhia. 
Ao fim do dia, chegada a hora, regressava a casa, vestia o pijama e procurava a sua manta. Era o descanso do guerreiro, do avô guerreiro, do avô gato.

Que todos os avós tenham netos e que todos os netos tenham avós - ou o mundo jamais será o mesmo.