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a vida é um carrossel

carrossel carrossel

Muita coisa tem acontecido nas últimas semanas. Perdi um tio, tenho uma mãe doente, tenho filhos  que precisam de uma mãe presente e feliz para que assim possam crescer em amor e segurança, tenho um marido que me atura as poucas horas dormidas, uma casa a pedir igualmente atenção e encomendas à espera a que não consigo deitar mão.
Venho aqui pedir a mim mesma - e a quem estiver desse lado - uns dias longe da internet. Quero ter o meu dia-a-dia organizado de modo a fazer tudo - tudo - de alma e coração. 

Até já.*

a vida são retalhos remendados

grinalda

bolas

grinaldas e bolas

E é com retalhos que vou fazendo a vida, pegando daqui e colocando ali, aproveitando o que de bom me possam dar, transformando-os em algo novo, a meu gosto, para que a vida me pareça mais minha e para que quando chegar a muito velha e olhar para o que fiz me possa dar por satisfeita porque fui teimosa e lutei por aquilo que me pareceu mais meu.
Tudo o resto, o que vai caindo no chão, hei-de deitar fora e esquecer.

Portugal está vivo


Este ano quero dedicar-me a paixões. Paixões antigas, que não morrem, mesmo que às vezes as deixe esquecidas.
O acaso é apenas a nossa falta de atenção. Nada vai e vem, tudo é.
E em mim existem fortes amores que me tiram o sono.
Vamos lá ver no que isto dá.
Esta fiadeira da Beira Baixa veio daqui e lembra-me o lindo sonho da Rosa, que tanto me tem ajudado a descobrir o caminho.
Descoberta de hoje: da terra, a visitar.

da Holanda




A vida é de facto engraçada, quando a olhamos na cara e lhe percebemos o olhar. Ao ver-me confrontada com um tipo de ensino que nem lembrava existir, começo a procurar alternativas sensatas e a tentar saber tudo sobre o assunto, no meu país e fora dele.


Por lá ter vivido vários anos e por me ser muito familiar, volto a olhar a Holanda com outros olhos, olhos de quem de lá já saiu e não precisa voltar, de quem com a experiência aprendeu muito, acima de tudo.


Lá há muitas escolas alternativas. Desde há muito tempo. Escolhi uma como local de estágio enquanto tirava o curso para professora de artes plásticas, pela faculdade de belas artes de Amesterdão. Impressionou-me a independência dos pequenos alunos, a sua autonomia, a imaginação e acima de tudo, o valor que se dava a tudo isso. As aulas que assisti eram de trabalhos manuais e deviam ser, por isso, das mais divertidas - mas no meio de toda aquela festa de liberdade da imaginação e técnica havia uma grande ordem, subtil, mas estava lá. O professor pertencia aos alunos, eram todos um. E as crianças, as mais independentes e satisfeitas que já vi.


Pouco tempo depois voltei para Portugal, não terminando o curso que tanto prazer me daria terminar e que tanta falta me faz hoje - nunca mais pensando no assunto, até agora.


Embora me pareça que foi tudo um sonho, não foi. Tenho andado à volta dos mesmos assuntos vezes sem conta sem me aperceber que a vida estava atenta, ao contrário de mim.


E se na vida não há caminhos divergentes, acho que tenho andado um pouco adormecida.

Talvez fosse preciso fazer as pazes primeiro.

Ainda do fim-de-semana






O Oceanário de Lisboa é para nós uma espécie de refúgio para os dias de grande calor. O M. não se cansa de lá ir e nós também não. Pensei que estaria quase vazio mas enganei-me redondamente. Mais uma vez me conseguiram surpreender pela negativa muitos portugueses pela sua falta de higiene, educação e interesse. Acontece-me todos os anos no verão - Portugal são muitos portugais...
Estou finalmente a dedicar-me ao De Mãe em Mãe. Vai levar muito mais tempo do que pensei, porque são tantas as roupas a escolher, fotografar, publicar... mas estará pronto antes de Agosto.
O que eu gostava mesmo é que este De Mãe em Mãe crescesse e se tornasse um círculo de mães que pretendem vender e comprar roupa em segunda mão entre si. Vamos ver o que acontece. Por enquanto está lá muito pouco, mas depressa estará mais completo.
Tenho vindo a dormir muito pouco, não consigo descansar, nem mesmo relaxar... e não serei nunca a pessoa que quero ser se assim continuar. Quero uma vida saudável e positiva, e tenho mesmo que começar por mim. Dormir, comer, um ritmo menos acelerado, sentir o ritual diário da natureza é um começo. Para não me perder a mim nem prejudicar ninguém.
A vida é sagrada.