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sombra





Adoro sombras. São reflexos do momento que jamais se repetirá, amostras de um mundo inatingível que nos acompanha mesmo quando não o vemos. Para mim, incurável sonhadora, são tão reais como o chão que vou pisando. Tornar-me sombra, de vez em quando, invisível e despercebida - e no entanto, estar lá sempre, vendo-os passar, do início ao fim. Porque não?


paixão
















Amar, amar, amar siempre y con todo
El ser y con la tierra y con el cielo,

Con lo claro del sol y lo obscuro del lodo.
Amar por toda a ciencia y amar por todo anhelo.

Y quando el montaña de la vida
No sea dura y larga, y alta, y llena de abismos,
Amar la immensidad, que es de amor encendida,

Y arder en la fusión de nuestros pechos mismos...


Rubén Darío

Lista # 1

O que eu mais queria:


* viver no campo com espaço só para mim e a minha família, sem ter que me preocupar com o que os vizinhos possam pensar, com animais para cuidar, horta para manter, coleccionar ervas aromáticas e fazer-lhes pequenos cartões com os seus nomes para o M. pregar a pequenos pauzinhos que ele próprio encontrava no nosso grande e frondoso jardim

* encontrar roupa que consiga acompanhar o meu estado de espírito e que me faça sentir viva dentro dela, melhor ainda conseguir fazê-la

* ser tão calma por dentro como pareço ser por fora

* viver em comunidade, pertencer realmente a um grupo com ideais e valores semelhantes e que juntos conseguissemos ter uma vida o mais natural possível

* ter mais vezes a casa cheia

* ter mais vezes a casa só para mim

* que o meu filho não se revolte contra os pais quando a idade chegar

* ser mais eu


... E vocês?

Conto de fadas moderno


Se Jean-Pierre Jeunet me pedisse (!) para fazer um filme sobre a minha vida (!) eu diria que sim mas só se Yann Tiersen fosse o responsável pela banda sonora. Quem não gosta do " Le Fabuleux Destin d' Amelie Poulain"? Pois eu não gosto. Adoro.

Não tinha a certeza se seria o melhor cd para ouvir no carro mas apetecia-me tanto que o levei comigo. A hipnose foi instantânea. A estrada era um carrossel e eu voltei aos meus 6 anos. Ai que vontade de abrir os braços e rodopiar num campo de mal-me-queres!



Por falar em campo, na casa da avó (dos trapos) as alfaces já estão a crescer e as nêsperas fazem as delícias dos pássaros que gentilmente deixam metade do fruto para provarmos.



Já de regresso a casa, com os cabelos ao vento em cima do meu corcel dou por mim a achar graça às traseiras de um camião, tão encantada que vou com aquela valsa de acordeões e pianos.