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da camisa do irmão

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Reciclar roupa é das minhas coisas preferidas de fazer. Porque não gosto de deitar fora algo que ainda tem muito para dar, porque gosto de puxar pelas ideias, porque adoro transformar. Porque, verdade seja dita, a sociedade em que vivemos é obcecada por deitar fora e eu, mais uma vez, discordo. Sabe bem e é necessário mas muitas vezes o deitar fora é um acto mecânico de quem deixou de saber fazer e se habituou a chamar lixo às coisas. A mim custa-me deitar fora um frasco de vidro, quanto mais uma camisa em bom estado.
Olhando para ela aqui assim, acho que é capaz de ter ficado com ar de bata. Mas que importa? Que se encha de terra, tinta e plasticina, que é tudo o que uma mãe pode desejar à sua filha de quatro anos, artista de alma e coração. 

-" Os artistas podem sujar-se, mãe!" 
-" Podem e devem, filha."



Monster High, por senhorita Alecrim

Monster High,
por senhorita Alecrim

(Não é desenho animado que passe cá por casa nem é nome que se consiga dizer em língua estrangeira aos quatro anos de idade mas a sua persistência foi tal que acabei por descobrir quem era afinal a musa de que tanto falava. Ela gosta é de monstros, de bruxas e de lobos maus. )

I make (some of) her clothes

I make her clothes
I make her clothes I make her clothes I make her clothes I make her clothes I make her clothes

Estamos a meio da Fashion Revolution Week e eu aproveito para mostrar algumas peças de roupa que fiz nas últimas semanas para a senhorita Alecrim. São todas adaptações do modelo Nina, da Modkid by Patty Young, que tenho usado muito desde que ela nasceu. O modelo é muito simples e versátil, ideal para quem quer dar os primeiros passos na costura.
A blusa lilás, na terceira e quarta fotografia, era na verdade um vestido meu guardado há mais de uma década! O tecido estava como novo e serviu perfeitamente para adaptar a este molde. 
Vê-la assim, vestida com algo feito num ambiente limpo, seguro, com tempo e respeito faz de mim uma mãe mais satisfeita. E agora, que venha o sol.


do irmão para a irmã

do irmão para a irmã do irmão para a irmã do irmão para a irmã

Nem todos os colarinhos podem ser transformados desta maneira - nada que uma fita de viés não resolva. Tão simples quanto isso.
Assim ficou o casaco que esperava por uma nova oportunidade, guardado há uma década (!) com a certeza de um dia vir a servir a uma segunda criança.

Eu digo não ao desperdício. Quem disse que roupa guardada não volta a ser usada?

(re)fazer lápis de cera

(re)fazer lápis de cera (re)fazer lápis de cera (re)fazer lápis de cera (re)fazer lápis de cera

A lata dos lápis de cera está mais que cheia. Com 11 anos de uso diário não sei como é possível ainda estar tão cheia, mas está. Temos aqueles lápis bonitos, cujo cheiro me leva imediatamente ao armário do material da sala de aula da professora Maria e temos muitos pedaços partidos que teimamos em não perder. Para quê tanta quantidade?
Para além disso, o formato dos lápis de cera cá de casa, apesar de ser perfeito para mãos que já estão acostumadas a desenhar, parece-me pouco apropriado para as mãos mais pequenas e inexperientes. 
A ideia amadureceu e decidi transformar a cozinha num laboratório por uns minutos. Separei os lápis por cores, começando pela cor que a senhorita Alecrim menos usa, não fosse a experiência dar para o torto. Derreti-os em banho-maria, o que levou muito mais tempo do que esperava, talvez devido às diferentes qualidades de lápis. Não satisfeita com a quantidade que estava a conseguir obter, lembrei-me de lhes juntar umas velas (cuja caixa também está cheia há anos, por mais que use velas no inverno), retirando-lhes o pavio. Fiz uns canudos de papel (aqueles filtros para café que não uso serviram perfeitamente) e verti a cera quente lá para dentro. Nesta altura percebi que toda esta experiência não se consegue em minutos nem com crianças pequenas por perto mas que tanto o processo como o resultado são muito gratificantes. 

gola Mao

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Esta é capaz de ser a minha camisa preferida. Tem 20 anos de uso (!) e continua como nova. Foi comprada na H&M, ainda esta não tinha chegado a Portugal, numa época em que nem esta nem outras marcas eram sinónimo de má qualidade.
Apesar de gostar de camisas de corte masculino, os colarinhos e eu deixaram de se entender. Acho-os desnecessários, pesam-me. 
Hoje peguei nela e em 10 minutos, mais coisa menos coisa, tinha uma gola Mao. O resultado é uma camisa muito mais bonita e, acima de tudo, que assenta melhor a minha personalidade, que é isso que procuro no meu guarda-roupa. 
aqui tinha feito o mesmo, e curiosamente, fi-lo por volta desta altura do ano, aquela em que a Primavera começa a querer acordar-me de um longo Inverno.

Há algo de espiritual numa gola Mao. 


nódoas difíceis

tratar nódoas difíceis tratar nódoas difíceis tratar nódoas difíceis

Caras nódoas,
deixem-me que vos diga o quanto admiro a vossa tenacidade. Tomara muita gente agarrar-se assim à vida. Gosto especialmente quando são mais fortes que eu, mais espertas que eu, mais persistentes que eu. São vocês, as quase caso perdido, que puxam pela minha criatividade e a deixam correr livremente, sem medo de estragar porque isso fizeram vocês o favor de tratar.
Já sabem, cá em casa são cuidadas com carinho -  mas quem ganha sou eu.

reciclar roupa

reciclar roupa de criança reciclar roupa de criança reciclar roupa de criança reciclar roupa de criança reciclar roupa de criança

A irmã mais nova herda muita roupa do irmão mais velho, inevitavelmente. Ela por enquanto não se queixa e a mim dá-me muita satisfação agarrar numa peça e transformá-la em algo novo. O irmão recorda tempos que também para ele já lá vão e sorri ao ver a irmã vestida com roupas suas - que pequeno era! 

Nesta casa as coisas são feitas para durar. A história de um é a história do outro. E o planeta é respeitado.


retirar nódoas

tirar nódoas : removing stains tirar nódoas : removing stains tirar nódoas : removing stains

Nem sempre a nódoa cai no melhor pano. Por vezes cai numa simples t-shirt. Muitas vezes à primeira vez que é usada.

O M. não estava muito interessado em desenhar. Nem sempre está. Por isso usei o truque de sempre: fui eu desenhar. E não há nada melhor para inspirar alguém a fazer seja o que for do que mostrar a esse alguém o gosto que é fazer esse seja o que for. Eu acho que o que nos inspira não é o produto final - é a alegria do fazer.
Assim, comecei eu e em poucos segundos lá estava ele, entusiasmado. O plano não costuma falhar.

Bastaram umas canetas para tecido e um stencil que andava cá por casa para conseguirmos retirar a nódoa. Se a nódoa não sai, fazemos dela uma obra de arte. Não é assim com tudo na vida?


reciclar roupa de criança


antes e depois
antes e depois
Um pequeno e simples "antes e depois".
De uma camisola de cavas do M. fiz um vestido para a m.
Depois de cortar pela altura desejada, franzi ligeiramente a parte inferior da camisola (ver aqui como franzir). Cosi a parte de cima à de baixo e aproveitei o pouco de tecido que sobrou para fazer um laço.

reciclar roupa

de mangas a calças de mangas a calças

 Mais um par de calças para ela. Desta vez cortei as mangas a uma camisola de pijama que nunca usei e cosi-as uma à outra, transformando-as em calças. Tão fácil que poderia ter levado meia hora. 


sentada

no poupar é que está o ganho

no poupar é que está o ganho

Não me lembro dos últimos dias. Não sei onde estive enquanto os dias se desenrolaram. Mas das noites lembro-me bem. Vi todas as horas passarem. To-das-as-ho-ras. Fui mãe solteira de duas crianças doentes por uma semana e sobrevivi. Sobrevivemos. As febres altas, os pijamas encharcados, os narizes entupidos, a água, a mama, a fralda, o vomitado, o colo, o cocó - parece-me que tudo está a passar, a voltar à maravilhosa normalidade. Ah, a maravilhosa normalidade dos dias perfeitos, aqueles que muitas vezes chamamos de aborrecidos. Quero dias aborrecidos. Tão aborrecidos que não vou saber o que fazer com eles.

no poupar é que está o ganho

Uns dias antes dessa tal virose entrar nesta casa, reciclei umas calças da Maria. Cortei-lhes os pés e fiz uma bainha com um resto de bordado inglês. É receita a repetir. 
Nunca o "no poupar é que está o ganho" fez tanto sentido para mim. Ao reciclar roupa, ganho duas vezes: ganho naquela que não deito fora e ganho naquela que não compro. E não tenho que sair de casa!

como reutilizar roupa de bebé

reciclar

Quando o pijama deixa de servir é fácil cortar-lhe as pernas e fazer uma baínha. Assim terá mais umas semanas de vida como camisola.


quando trabalhar é um prazer

quando trabalhar é um prazer

quando trabalhar é um prazer

quando trabalhar é um prazer

quando trabalhar é um prazer

De manhã ao fim da tarde, durante três dias. A única coisa que sabia era que me apetecia trabalhar com vermelho e que não podia comprar nada. Reciclei o contorno do berço do irmão mais velho (feito há 10 anos) e dei-lhe uma cara nova.
Acho a chita ainda mais bonita quando a trabalho e gosto bastante do ar antigo mas ainda assim fresco com que o berço vai ficar. Perfeito para a menina que aí vem.

dos dias

2 lençois a partir de 1 fronha

wip

O M. volta aos poucos à sua rotina, este será o último ano nesta escola. Uma escola familiar, com turmas tão pequenas e caras tão conhecidas... O que virá depois desta etapa? Tem andado tão bem-disposto, contente com os seus 9 anos que lhe permitem pequenas grandes liberdades como ir a casa do amigo sozinho ou passar umas noites fora de casa - pergunto-me como enfrentaremos a rotina escolar este ano, terei eu tempo de o acompanhar nos projectos e tpc's, de brincar com ele, de lhe ler mais um capítulo à hora de deitar? Uma coisa eu sei: mesmo que o tempo venha a ser repartido por dois, o amor já o sinto a dobrar.

Tentando aproveitar os dias ao máximo, tenho estado à máquina de costura enquanto a luz natural o permite (fiz uns lençois para a alcofa da bebé a partir de uma fronha grande e estou quase a acabar mais uns babetes) e quando a sala escurece, sento-me à luz do candeeiro e pego no crochet. Enquanto as mãos trabalham, os pensamentos voam. Penso em tanta coisa.
Penso em como gostaria de viver a minha vida, no que quero manter e no que quero modificar. Penso na quantidade de  pessoas que me escrevem sobre quererem mudar a sua vida, principalmente no seu receio de querer mudar, mais do que o receio de mudar em si. Curiosamente, muitas mulheres sentem-se culpadas por se sentirem descontentes e desconfiam dos seus próprios sentimentos, como se alguém as chamasse de caprichosas por quererem ser mais felizes. E é verdade, quem ousa querer ser mais feliz é muitas vezes chamado de caprichoso. Nesta sociedade em que vivemos, a felicidade está à venda todos os dias, a preço acessível, em embalagem sedutora. Quem começa a sentir-se enganado com essa felicidade imediata, experimenta um desconforto estranho, que desconhecia até à data, porque até à data tudo parecia estar certo e agora começa a parecer errado. A vida, como estava organizada, começa a não fazer sentido, há peças que não encaixam mais. Mas aos olhos dos outros - e os olhos dos outros exercem muito poder nas nossas vidas - o querer mudar de caminho quando tudo está tão encaminhado, organizado, manipulado não passa de um capricho de quem já tem tudo.
O que lhes vou respondendo (em mente, enquanto trabalho e agora por aqui) é que mesmo que seja verdade que tenhamos muito em comparação com outros que nada têm, falta-nos também muito e é nossa obrigação ouvirmo-nos e procurarmos desde já mudar o que podemos mudar e trazer para casa aquilo que nos faz falta. Não é errado sentir que algo nos faz falta. É errado pensar que não devemos sentir que algo nos faz falta, seja qual for a razão. É raro o sentimento que está errado. Se daqui a uns tempos ele ainda lá está, essa é outra história. Mas se ele for verdadeiro, ele não se vai embora.
Talvez para surpresa de muitos, eu não aconselho ninguém a largar o emprego, a ir viver para o campo, a dedicar-se ao artesanato. Há pessoas que me escrevem com a ideia de que isto de fazer trabalhos manuais e vender pela internet é vida fácil. Primeiro custou-me a perceber o porquê desta ideia falsa mas depois percebi: os blogs podem dar uma imagem distorcida da realidade, mesmo que inconscientemente. As imagens bonitas enganam. Ninguém tem a vida perfeita, mesmo que seja melhor que a nossa em alguns aspectos. Eu não aconselho ninguém a mudar de vida de um dia para o outro (será possível?) - aconselho, sim, a mudar o dia. Só assim a mudança será sólida e duradoura. A vida são os dias. Façamos deles algo maior.


Reciclar uma fronha:

Mesmo sem máquina de costura, é fácil desmanchar uma fronha e transformá-la em algo diferente.
Não cortando o tecido, mas sim descosendo os pontos para que se  aproveite o máximo da peça  podemos fazer lençóis pequenos para bebé, fraldas de pano, individuais para a mesa ou guardanapos de pano. Depois de descosida a fronha, corta-se o tecido no tamanho desejado (no caso dos lençóis basta cortar em dois) e fazem-se umas bainhas, à máquina ou à mão.
Se for o primeiro projecto de costura é normal que não fique perfeito, mas será um prazer utilizar peças feitas por nós no dia-a-dia da família. Acreditem.


ganga em (re)construção

ganga em construção

ganga em construção

ganga em construção


A casa está em obras. Tudo o que consegui resgatar foram os pedaços de ganga que tenho vindo a guardar para um dia fazer uma manta. E ainda bem. Estou a adorar a forma como os diferentes azuis se conjugam entre si, surpreendendo-me e aprendendo com cada retalho. O medo de entrar pela estrada errada, de não deixar fluir o trabalho, de dar demasiados ouvidos às dúvidas de quem faz um trabalho que nunca mais se irá repetir - esse ainda espreita. E vou dizendo a mim mesma: que bom seria poder fazer isto durante toda a minha vida e chegar aos dias em que a segurança vence a insegurança e os trabalhos reflectem a sabedoria da idade.

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Este avental era para estar pronto há mais ou menos um ano. Por pouco já não lhe servia.
Foi feito a partir de uma camisa do pai. Aproveitei as costas da camisa e acrescentei-lhe o bolso que pertencia à parte da frente. Se fosse mais organizada e o tivesse acabado o ano passado ainda podia aproveitar as mangas para fazer uns calções.