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rendida



Uns momentos de silêncio, que o sublime passou por todos nós este fim de semana.
O Salvador Sobral é daqueles seres especiais, veículos pelos quais a arte se faz expressar. 
Ele diz que não é espiritual mas eu não vejo outra coisa senão espírito quando canta. 

Que não nos faça passar por um desgosto de amor, que o queremos por muito tempo nas nossas vidas. 


passeio pela Quinta do Pisão

passeio de reconhecimento de plantas medicinais em Cascais passeio de reconhecimento de plantas medicinais em Cascais passeio de reconhecimento de plantas medicinais em Cascais passeio de reconhecimento de plantas medicinais em Cascais passeio de reconhecimento de plantas medicinais em Cascais passeio de reconhecimento de plantas medicinais em Cascais passeio de reconhecimento de plantas medicinais em Cascais

Fui, no passado sábado, à Quinta do Pisão, num passeio de reconhecimento de plantas medicinais com a Fernanda Botelho. Há muito que queria fazer isto.
Conhecer as plantas, saber dar-lhes uso, entrar neste mundo maravilhoso da mãe natureza tão sábia e generosa é algo que chama por mim desde pequena, ou mesmo antes disso. Ver a minha avó correr para a enciclopédia sempre que encontrava uma flor ou folha que ainda não conhecia aguçou-me o interesse, sem dúvida alguma. 
Foi uma manhã que me fez tão bem! E o melhor de tudo, no meio daquele grupo de pessoas interessantes, daquela natureza vibrante, do sol que voltou, da presença da Fernanda no dia em que a minha avó faria mais um ano de vida se ainda estivesse deste lado, o melhor foi o M. ter decidido ir comigo e ter gostado, de eu  o ver aprender com os pés na terra, a provar folhas de freixo e flores de borragem, a perseguir joaninhas e a absorver tanto, tanto! 
Enquanto caminhava senti-me em paz, com a vida e com a morte. Percebi que quero aprender muito e que não sei nada. Percebi que tudo o que quero está perto e tudo que preciso está comigo.

inspiração: Ana Thomaz



Decidi parar de trabalhar por uns tempos para conseguir me ouvir novamente. Quando escolhemos trabalhar em casa, a fazer o que mais gostamos e para estar mais próximo dos filhos não imaginamos que podemos repetir os mesmos passos que nos fizeram sofrer ao trabalhar fora de casa. Eu cheguei a um ponto em que trabalhar em casa era não ter tempo para mim, nem para a casa nem, mais importante ainda, para os filhos. Quase todos os dias me apanhava a dizer "agora não posso, tenho trabalho à espera". Mas desta vez, ao contrário daquele tempo em que tinha um salário que me reconfortava a vida ao fim do mês, nem era o dinheiro que ditava porque esse, sejamos honestos, é muito pouco para quem trabalha com as mãos. Era o meu senso de dever, de responsabilidade que me chamava e me dizia que aquilo era mais urgente que as necessidades dos meus filhos. 
A vida não estava a correr bem e eu sabia-o. Eu já não me sentia no caminho certo e estava consciente disso. Por isso decidi tirar um tempo, talvez um ano, para me reencontrar. A falta de paciência, o corpo sem energia, as horas a correr mais que eu - esses eram sinais suficientes de que eu tinha entrado num atalho errado e como mãe, chefe de família (a maioria das mães é chefe de família) estava a levar todos comigo para o mesmo lugar.
Custou-me admitir que se calhar era melhor parar. Como não podia parar de ser mãe, decidi parar a outra parte. Viver em frustração constante e ver os filhos a copiar hábitos de que não me orgulho nada não pode ser opção de vida - e responsabilizar a vida pelos meus dias também não.
Parei. E agora? Tinha parado mas não sabia por onde começar, a que me agarrar. Sabia que haviam respostas à minha espera, sabia que muitas pessoas poderiam me ajudar porque também elas tinham passado pelo mesmo mas não sabia como chegar a tudo. Estava em crise. Não conseguia dormir, sabendo que o caminho estava ali à minha frente e eu não o via, tudo ali tão perto e eu cega. Os dias foram passando. O meu ritmo foi acalmando. Consegui voltar a me ouvir melhor.
No outro dia, na cama, deitando-me tardíssimo quando toda a casa já ia no segundo sono e os primeiros pássaros começavam a cantar (e que lindo soa) agarrei no meu desespero e pedi que alguém me ajudasse, que me enviassem um sinal, que me enviassem alguém, que eu estava desesperada e não sabia o que mudar, como mudar, por onde começar, como começar. Adormeci. Das poucas vezes na vida que fiz isto, algo aconteceu, algo veio até mim, e eu tive a sorte de estar preparada para o receber. 
Hoje, passados poucos dias, já não me sinto desesperada. Sinto-me calma, confiante. Sei que tenho muito trabalho pessoal pela frente, sei que vou falhar todos os dias mas que todos os dias vou também conquistar mais um passo, mas o que mais me motiva é este sentimento de estar em crise comigo mesma ter passado. Percebi que somos dotados de um mapa interior que aprendemos a ignorar desde cedo e que se não ouvirmos os seus alertas a bem vamos ter que os ouvir a mal. A nossa intuição, tão desprezada e pouco aproveitada, vai se cansar de nos falar e vai passar a gritar. Ela vai ralhar. Ela vai nos sacudir se for preciso e é capaz que doa. Tudo seria mais fácil com menos ruído de fundo, a ela bastava-lhe sussurrar e nós estaríamos sempre bem acompanhados. Mas infelizmente vivemos rodeados de barulho e são poucos os que se conseguem ouvir. 

Conheci a Ana Thomaz através da Graça Paz e sinto que, mais uma vez as minhas toscas preces foram ouvidas. Não me alongo mais, apenas peço que vejam o vídeo (este e os outros que encontram no youtube) se vos interessar. A mensagem só terá o efeito que teve em mim se estiverem no lugar em que eu me encontro mas ainda assim, acho que é uma mulher digna de se conhecer e a sua experiência pode ajudar a de muitos de nós. Eu estou-lhe eternamente grata por me ter devolvido aquilo que julgava estar a perder. 

Afinal, a crise era apenas o sinal de eu estar a me distanciar demais de mim, nada mais que isso. A crise que sentia estar a viver era o viver dividida. E que alegria saber isso e poder voltar a caminhar, com mais optimismo, mais segurança, mais certeza, mais esperança.




Eckhart Tolle


Há dias escrevi aqui algo que não cheguei a publicar. Começava assim:  Aviso à tripulação: este blogue é capaz de estar a mudar de rumo. A mãe desta casa chegou ao fim de uma estrada sem fim. Está parada, a olhar o fim que não tem fim, sabendo apenas que tem que mudar. A mãe desta casa percebeu que precisa de menos peso nas costas para poder continuar a caminhar, como tanto gosta. Há que deitar fora bagagem desnecessária, limpar caminhos, abrir as portas e apenas ser. 
Guardei as palavras para mim. 
Mas a verdade é que sinto que este ano é um ano de mudança, vem aí um vento forte que me quer limpar. E eu tenho ido ter com ele ao Guincho e venho de lá limpinha, vazia de mim e de tudo o que isso traz consigo. E venho de lá cheia de universo, pelo menos até chegar a casa e ter que pensar no que vou fazer para o jantar.
E assim, venho aqui dizer-vos que ando a descobrir este senhor e tenho gostado muito do que diz até porque o que diz é aquilo que sinto desde sempre e a gente gosta é de gente que pense como nós.

inspiração: Mimi Kirchner



Mimi Kirchner é uma artista que admiro e o seu blog faz parte da lista de blogs que sigo quase diariamente já há uns anos. Gosto destas conversas assim, de pessoas assim, de mulheres assim. 

Sinto falta de conversas assim, de pessoas assim, de mulheres assim.

Quarto de Mudança


Dar uma arrumação ao blog era algo que estava na minha lista de afazeres há já muito tempo. Passei noites a tentar melhorar a aparência, a organizar as etiquetas... mas tudo o que eu sabia fazer era insuficiente para chegar onde queria chegar. Até que a Sílvia e o Pedro apareceram com uma brilhante ideia chamada Quarto de Mudança. As minhas preces tinham sido ouvidas.

Obrigada pela ajuda - o blog ganhou nova vida! 

palavras para aquecer


Ante o frio,
faz com o coração 
o contrário do que fazes com o corpo:
despe-o.
Quanto mais nu,
mais ele encontrará
o único agasalho possível
- um outro coração.

Conselho do avô



Mia Couto, A Chuva Pasmada



o milagre dos pães ou o pão que a Luísa amassou

a força

a espera

o fogo

as brasas

o forno

o pão

Uma semana que me soube a mês inteiro. Um horizonte a perder de vista, um silêncio que nos carrega as baterias e nos devolve a nós próprios: um lugar maravilhoso. Tudo isto aqui tão perto.
Mas o melhor de tudo são as pessoas que vou encontrando e que me trazem esperança e alegria num mundo onde teimam em nos dizer que tudo está perdido. A humanidade está viva e de boa saúde, é só querer ir ao seu encontro.

Já no último dia fomos convidados a entrar na casa dos vizinhos, onde todos os fins-de-semana a família regressa da cidade e se junta com prazer e alegria. Fui lá para vêr fazer o pão; saí de lá com o coração cheio.
O fazer o alimento para a família e amigos é muito mais que cozinhar. O alimento é a matéria; a união é a obra. Como ouvi dizer da minha anfitriã: " o trabalho em conjunto mantém a família unida". E eu já me tinha apercebido disso.

Foram várias as mãos envolvidas no processo de fazer o pão, foram ainda mais as bocas envolvidas no processo de o comer e eu, por estar grávida, tive a sorte de ser a primeira a provar o pão acabado de sair do forno a lenha.

Um dia ouvi dizer que a hospitalidade dos portugueses se deve em parte à sua falta de auto-estima. Tenho a certeza que não. Os portugueses sentem que recebem muito quando dão - eles sabem que a alegria maior é a de quem partilha.

as lãs da Rosário

cork

merino alentejano

roxo


As lãs da Rosário andam a tentar-me. Para além de serem lindas, numas cores que adoro, são fiadas por mãos dedicadas que conheço bem, apaixonadas por aquilo que fazem. Espreitem a sua nova loja Etsy.

Amanhã vou passar a tarde a aprender a fiar com ela. É algo que quero aprender desde miúda. Mal posso esperar.

Bom fim-de-semana!

Rosário's handspun yarn is tempting me. Not only it is gorgeous, in colors that I love, but also spun by dedicated hands that love their craft. Have a look at her new Etsy shop

Tomorrow I'll be spending my afternoon learning how to spin with her. It is something that I want to do since I'm a little girl. I hardly cant't wait.

Have a nice weekend!

pessoas admiráveis


Quero conhecer este casal.

pessoas admiráveis


" (...) é falso dizer que um ideal de perfeição absoluta não pode ser guia na vida e que devemos contemplando-o, ou renunciar a esse ideal, dizendo que nos não serve para nada porque não conseguimos atingi-lo, ou então baixá-lo até ao nível em que se mantém a nossa fraqueza. Raciocinar assim é agir como um navegador que dissesse: Como não posso seguir a direcção que me indica a bússola, vou deitá-la fora ou vou deixar de me guiar por ela, quer dizer abandonarei o meu ideal; ou melhor, ligarei a agulha da bússola ao lugar que corresponderá à marcha do navio, num movimento dado e assim baixarei o meu ideal ao nível da minha fraqueza."
Tolstoi, Sonata a Kreutzer
O indivíduo perdeu-se no mundo. Perdeu a capacidade de pensar por si, perdeu o seu instinto, perdeu a sua verdade mais íntima. Muitos não chegam a ter sonhos - nada me aflige mais que ver pessoas jovens, de vida ainda fresca, sem ideais.
Ter luz que meça o caminho a percorrer é mais importante que o caminho em si.

Dr. Fernando Nobre




aqui tinha falado dele. E há muito que sabia que este momento chegaria.

Pela primeira vez na vida saberei o que é votar de coração, com esperança e entusiasmo.


Obrigada.

Amadora BD




O passado fim-de-semana fomos à Amadora BD. Já há muitos anos que não passava por lá - fiz bem em voltar.
Por aqui, os personagens da Turma da Mónica são os mais lidos. O Miguel começou a ler sozinho graças a estes pequenos personagens, sílaba por sílaba, gargalhada a gargalhada. A curiosidade era muita e em pouco tempo leu a sua primeira história.
O senhor Maurício de Sousa não só atendeu mais pessoas do que era previsto como fez questão de desenhar um personagem a cada um dos que esperavam horas na fila. A sua simpatia será lembrada para sempre.

encantada com Mia Couto




Ainda não digeri o dia de ontem. Estive num espaço e tempo sem chão.

Estive com Mia Couto. Ouvi-lhe a voz, vi-lhe os passos, fugi do seu olhar profundo. Era tão grande o sonho de ver o homem, que quase desisti. Tive medo. E se não correspondesse à imagem criada? E se fosse só um escritor de livros?


Não me enganei. Eu já o conhecia. Mais que o escritor, eu conhecia o homem.

Fala tão livremente como escreve, as palavras antigas acabadas de encontrar. Reparei que reparou em mim. O olhar de biólogo. Não larga até estar satisfeito. Esquece-se que olha? Enfrentei-o por uns momentos, logo desisti. É mais forte que eu. Desviei-me.


Enquanto outros lhe faziam responder às mesmas questões de sempre eu absorvia o momento. Sabia que estava a acabar. Preparava-me para o encontro. Preparava-me para o reencontro.


Quando a minha vez chegou, tudo o que preparara caiu. O tempo acabou. Parou. Tudo desapareceu. Os olhos, outra vez. Pedi-lhe que assinasse no fim do livro. Porque tinha tido medo de chegar ao fim. Como sempre tenho, quando gosto de um livro. Que li letra por letra, para adiar o fim. "E não decepcionei?" Olhou-me, num silêncio de quem não espera nada. Esperava pelo meu nome. Dei-lho. Desta vez sem olhar, disse: "A Virgínia é muito bonita, se é que me permite dizê-lo". Desarmou-me logo à primeira. Acho que agradeci. Não tive forças para lhe dizer que bonito é ele, mais que bonito. As palavras foram tropeçando para fora, desajeitadas. As vozes cada vez mais só nossas, os outros cada vez mais pesados, mais presentes.

Disse-lhe que vinha de longe para o ver. O charme apurado disse-me para ficar para o fim, que depois falávamos mais. Concordei que sim. Decidi que não. O tal medo do fim.

"A Virgínia, o que faz?" Que fazia brinquedos ou bonecos, sei lá o que disse. Ele escrevia, eu já nem sabia a razão de ali estar. Sussurrou que gostava muito. "De brinquedos?", perguntei. "De fazer brinquedos?" Não consegui perceber, mas a resposta era de que sim, abanava a cabeça que sim. Sempre que os seus olhos apanhavam os meus demoravam-se anos, devoravam-me anos. Éramos da mesma idade. Sedutor mais que treinado? Alma que encontra alma?

O nosso tempo foi maior. Demorou-se. Ao lado, marido e filho lembravam-me da minha existência no planeta. Dentro de mim, um país só meu.

Quase me esquecia de ler a sua dedicatória:


À Virgínia,

como um encantamento

sem outro fim que não seja o de uma outra história.


E esta Virgínia, pequena Virgínia, nasceu mais um pouco. E hoje já me dói o parto, se pensar que se acabou ali.


E eu que não lhe disse como recebo tudo que tem escrito para mim. Só para mim.


P.S. - a única razão para vir aqui descrever um momento tão íntimo meu é a esperança que me resta deste meu amado me encontrar pelos caminhos da internet e montado no seu cavalo branco decidir me vir buscar e me levar com ele para um lugar encantado.




do meu fascínio pelas multidões


Todos juntos fazemos a terra tremer.

morreu mais um sonhador


Este senhor falava muito, muito - mas eu ouvia-o. Tinha uma voz calma, como quem contava histórias - de efeito hipnotizante, mesmo que não entendesse o que dizia.

Era sempre bem-vindo lá em casa, por mim e pelo meu bisavô que gostava tanto de desenhos animados quanto eu, de certo porque o entendia.

Tanto o meu bisavô como o Vasco Granja deixaram a sua marca na minha infância e naquilo que sou hoje.

Tenho a certeza que em cada boneco que faço fica um pouco deles também.


Até sempre e obrigada. Que falta fazes às crianças de hoje no nosso país!


lenços


Gosto de lenços ao pescoço. Gosto de sentir a alma cheia, de boas conversas e de grandes ideias.
Obrigada, Inês. Pela sessão fotográfica e por estares sempre por perto.

A caminho de Monsaraz V






Em plena vila de Monsaraz encontrei uma holandesa. Chegou a Monsaraz há 45 anos, onde mais tarde comprou a Fábrica Alentejana de Lanifícios, em Reguengos de Monsaraz e a ela se dedica de corpo e alma. A sua loja, a Loja da Mizette, é paragem obrigatória para quem se interessa pelo artesanato genuíno português.
O artesanato laneiro está na origem do actual concelho de Reguengos de Monsaraz e constitui uma referência fundamental na história da região. Desde o séc. XVI as passagens de grandes rebanhos da transumância ligada à Mesta Espanhola, juntamente com a fixação no local de couteiros da Casa de Bragança, criaram condições excepcionais para o desenvolvimento desta actividade.
A Fábrica Alentejana de Lanifícios encarna toda essa herança. Desde a sua formação, na década de 30, continuou o prestígio e a qualidade dos tecidos reguenguenses, criou a imagem de marca das Mantas de Reguengos e contribuiu significativamente para a sua internacionalização quando em 1958 lhe foi atribuída a Medalha de Ouro na Exposição Universal de Bruxelas.
É propriedade, desde 1978, de Mizette Nielsen que continuou a tradição, divulgando ainda mais a manta alentejana. Introduziu inovações e criatividade. Acrescentou valor e nova dimensão a uma arte tão significativa na identidade cultural do Alentejo.


Foi uma surpresa, mas uma surpresa boa. Esta mulher, vinda de tão longe, tem uma missão nas mãos. O seu receio, e meu também, é que não haja ninguém que continue esta tarefa quando ela se aposentar.
To be continued...

Nunca é meia-noite Dr. Nobre



Domingo à noite sentei-me no sofá com um corneto de morango na mão, recompensando-me com mais uns milímetros em cada anca, não quero saber de nada, agora sou só eu. O zapping ia começar mas durou pouco: na rtp2 passava a cara de um dos homens mais bonitos, a meu ver. Não era o Paulo Pires, nem o Mia Couto. Esses são os outros dois. Era o Dr. Fernando Nobre, fundador e presidente da AMI.


Ainda existem homens nobres, de palavra, humildes, infinitamente generosos e humanos, de uma serenidade e segurança que dá vontade de olhar, ouvir, admirar.



É chamado de politicamente incorrecto, mas não se incomoda, porque só assim pode ser humanamente correcto. Nunca recusa uma ida a uma escola porque acredita que poderá despertar aquele que um dia virá a mudar o mundo. E as suas filhas têm-lhe uma enorme admiração, porque para além de ter estado na linha da frente em mais de 150 países, fazia questão de conduzir Lisboa-Algarve para as poder levar à escola às 7 da manhã. E no fim confessa a razão da minha profunda admiração: é um místico, um religioso sem religião.



Abriu-me os olhos, chamou-me a mim, porque às vezes parece que vou adormecendo nesta vidinha estéril e me esqueço do que realmente vim cá fazer. É pena que eu leve tanto tempo a aprender...



pequenas parcelas do universo






Encontrei uma forma de sobreviver às multidões: ao observá-las, separo-me delas. O espectáculo do ser humano é muito mais interessante que qualquer outro.