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rendida



Uns momentos de silêncio, que o sublime passou por todos nós este fim de semana.
O Salvador Sobral é daqueles seres especiais, veículos pelos quais a arte se faz expressar. 
Ele diz que não é espiritual mas eu não vejo outra coisa senão espírito quando canta. 

Que não nos faça passar por um desgosto de amor, que o queremos por muito tempo nas nossas vidas. 


quando o sonho é uma extensão do que somos

a dream come true a dream come true a dream come true a dream come true

Imaginem dez anos. Agora imaginem quantos dias terão dez anos. 
Nesta última década, que passou num ápice, raros foram os dias em que não passei pelo blogue da Amanda. Deixei-me apaixonar, daqui de longe, acompanhando-a e muitas vezes procurando nela o alento e o conforto que me faltavam, sabendo que ela, se vivêssemos perto, seria uma amiga para a vida.
Quantas vezes imaginara uma tarde passada com ela, à conversa, depois de um dia de árduo trabalho na quinta. Era um sonho que eu alimentava (e que me alimentava a mim) mas que, aqui entre nós, nunca imaginei ser possível acontecer.
Pois bem. Esse sonho acordou. De um dia para o outro eu estava na estação de Cascais à espera da Amanda e da Stacy, sem flores e sem banda como a ocasião merecia, mas com o coração nas mãos, como se um verdadeiro amor viesse naquele comboio.
Fomos ao mercado, conversámos, almoçámos, visitámos a The Craft Company, passeámos, rimos muito, tentámos pôr dez anos em dia de uma só vez, provámos os gelados umas das outras e prometemos rever-nos do outro lado do Oceano, em breve.

O meu muitíssimo obrigada à Marta e à Sacha pelo apoio e companhia neste dia tão importante para mim!

E aqui estou. Ainda sem acreditar que tudo isto aconteceu de verdade. 


inspiração: séries e podcasts



Se, por um lado, a programação televisiva a que tenho acesso desperta em mim pouco ou nenhum interesse, por outro, tenho todo um novo mundo a descobrir através da internet. Tenho andado à procura de podcasts para assistir enquanto trabalho (e cozinho) e estes dois são, até agora, aqueles que me fazem esperar por novos episódios.

Kammebornia, o reino de um casal sueco que vive uma vida simples, rural, com cinco filhos, um gato e algumas galinhas e com muito tricot para mostrar (é possível obter legendas em inglês). A Queen of Kammerbornia tem também um blogue que, embora em sueco, vale a pena seguir (a tradução para inglês deve ser encarada com algum sentido de humor e paciência).

Bakery Bears, é um podcast de um casal inglês muito engraçado, onde se tricota (ambos), cozinha, passeia pela Inglaterra rural, etc.




Edwardian Farm, uma série documental que passou na BBC há uns anos, onde se tenta reviver a vida rural da era Eduardiana. Maravilhosa, tal como a Coal House que me prendeu à cadeira em 2013 que, infelizmente, parece já não estar disponível online. Parece-me que a BBC bloqueou alguns episódios por isso é correr ao youtube e aproveitar os episódios que ainda lá estão.

E são estas as séries que me fazem companhia, de momento. E vocês?


inspiração

quando a alma não é pequena quando a alma não é pequena quando a alma não é pequena quando a alma não é pequena

A minha mãe é uma guerreira. Desde que me conheço que a vejo desbravar caminhos que a maioria dos mortais considera demasiado arriscados. Eu, muitas vezes, sou a primeira a tentar chamá-la à razão, a mostrar-lhe um caminho mais fácil, menos penoso. Mas o caminho mais fácil muitas vezes não sabe a nada. Não se aprende nada, nada em nós se transforma, nada em nós cresce. 

Vivemos numa época obcecada por inspiração. Pergunto-me muitas vezes de onde terá surgido essa necessidade tão grande de nos mantermos naquele ponto alto em que pensamos tudo conseguir, tudo mudar, tudo ser - e nada alterar, nada acrescentar, nada fazer. Satisfazemo-nos com o sentir. Alimentamo-nos de imagens que acordam algo adormecido em nós, fazemos uma festa por o termos despertado e permanecemos sentados, à procura de mais uma fonte de inspiração. Eu própria gosto de viver nesse ponto estimulante de descoberta e euforia. Mas até quando conseguiremos alimentar o cérebro assim? E o resto? 

A maior herança que a minha mãe me pode deixar é esta: acreditar no sonho e torná-lo realidade. Tornar o impossível possível. Agir. Ousar. Tentar. Dar. Fazer. Nada temer.

E mesmo que o caminho pareça não nos levar a lado nenhum, olhando para trás, vemos um caminho cheio de pequenos milagres. Um caminho feito por um verdadeiro Ser Humano.


Se forem a Trás-os-Montes e o encontrarem azul não estranhem. É que a minha mãe não sabe estar quieta.

inspiração


Descobri a banda sonora para as minhas manhãs de trabalho: Celina da Piedade.


inspiração: Ana Thomaz



Decidi parar de trabalhar por uns tempos para conseguir me ouvir novamente. Quando escolhemos trabalhar em casa, a fazer o que mais gostamos e para estar mais próximo dos filhos não imaginamos que podemos repetir os mesmos passos que nos fizeram sofrer ao trabalhar fora de casa. Eu cheguei a um ponto em que trabalhar em casa era não ter tempo para mim, nem para a casa nem, mais importante ainda, para os filhos. Quase todos os dias me apanhava a dizer "agora não posso, tenho trabalho à espera". Mas desta vez, ao contrário daquele tempo em que tinha um salário que me reconfortava a vida ao fim do mês, nem era o dinheiro que ditava porque esse, sejamos honestos, é muito pouco para quem trabalha com as mãos. Era o meu senso de dever, de responsabilidade que me chamava e me dizia que aquilo era mais urgente que as necessidades dos meus filhos. 
A vida não estava a correr bem e eu sabia-o. Eu já não me sentia no caminho certo e estava consciente disso. Por isso decidi tirar um tempo, talvez um ano, para me reencontrar. A falta de paciência, o corpo sem energia, as horas a correr mais que eu - esses eram sinais suficientes de que eu tinha entrado num atalho errado e como mãe, chefe de família (a maioria das mães é chefe de família) estava a levar todos comigo para o mesmo lugar.
Custou-me admitir que se calhar era melhor parar. Como não podia parar de ser mãe, decidi parar a outra parte. Viver em frustração constante e ver os filhos a copiar hábitos de que não me orgulho nada não pode ser opção de vida - e responsabilizar a vida pelos meus dias também não.
Parei. E agora? Tinha parado mas não sabia por onde começar, a que me agarrar. Sabia que haviam respostas à minha espera, sabia que muitas pessoas poderiam me ajudar porque também elas tinham passado pelo mesmo mas não sabia como chegar a tudo. Estava em crise. Não conseguia dormir, sabendo que o caminho estava ali à minha frente e eu não o via, tudo ali tão perto e eu cega. Os dias foram passando. O meu ritmo foi acalmando. Consegui voltar a me ouvir melhor.
No outro dia, na cama, deitando-me tardíssimo quando toda a casa já ia no segundo sono e os primeiros pássaros começavam a cantar (e que lindo soa) agarrei no meu desespero e pedi que alguém me ajudasse, que me enviassem um sinal, que me enviassem alguém, que eu estava desesperada e não sabia o que mudar, como mudar, por onde começar, como começar. Adormeci. Das poucas vezes na vida que fiz isto, algo aconteceu, algo veio até mim, e eu tive a sorte de estar preparada para o receber. 
Hoje, passados poucos dias, já não me sinto desesperada. Sinto-me calma, confiante. Sei que tenho muito trabalho pessoal pela frente, sei que vou falhar todos os dias mas que todos os dias vou também conquistar mais um passo, mas o que mais me motiva é este sentimento de estar em crise comigo mesma ter passado. Percebi que somos dotados de um mapa interior que aprendemos a ignorar desde cedo e que se não ouvirmos os seus alertas a bem vamos ter que os ouvir a mal. A nossa intuição, tão desprezada e pouco aproveitada, vai se cansar de nos falar e vai passar a gritar. Ela vai ralhar. Ela vai nos sacudir se for preciso e é capaz que doa. Tudo seria mais fácil com menos ruído de fundo, a ela bastava-lhe sussurrar e nós estaríamos sempre bem acompanhados. Mas infelizmente vivemos rodeados de barulho e são poucos os que se conseguem ouvir. 

Conheci a Ana Thomaz através da Graça Paz e sinto que, mais uma vez as minhas toscas preces foram ouvidas. Não me alongo mais, apenas peço que vejam o vídeo (este e os outros que encontram no youtube) se vos interessar. A mensagem só terá o efeito que teve em mim se estiverem no lugar em que eu me encontro mas ainda assim, acho que é uma mulher digna de se conhecer e a sua experiência pode ajudar a de muitos de nós. Eu estou-lhe eternamente grata por me ter devolvido aquilo que julgava estar a perder. 

Afinal, a crise era apenas o sinal de eu estar a me distanciar demais de mim, nada mais que isso. A crise que sentia estar a viver era o viver dividida. E que alegria saber isso e poder voltar a caminhar, com mais optimismo, mais segurança, mais certeza, mais esperança.




inspiração: Coal House


Coal House é uma série da BBC que me colou à cadeira. Três famílias são convidadas a regressar a 1927, a uma vida sem electricidade, sem água canalizada, sem tecnologias, onde o dinheiro é escasso e é ganho à custa do trabalho árduo numa mina de carvão.
Seria interessante passar por uma experiência assim. Todos, incluindo as crianças, aprenderiam muito sobre História e sobre a vida.
E no entanto, ao assistirmos a estes episódios nem tudo nos parece estranho. Também encontramos muitas semelhanças com a vida de hoje em dia, o que é fascinante. Aquilo que se mantém através dos tempos e faz de nós a raça humana e que provavelmente também os nossos bisnetos reconhecerão daqui a uns anos, olhando para nós em 2013. As mulheres e a eterna luta da vida doméstica, a administração de toda uma vida familiar; os homens e a labuta diária, o peso da responsabilidade de ter bocas para alimentar... e o regresso a casa, à procura de calor humano, os filhos a correr à porta e a refeição em família. 
Passar um mês no passado parece-me a melhor visita de estudo de sempre.

de propósito: Maria Keil em Cascais

De propósito : Maria Keil De propósito : Maria Keil De propósito : Maria Keil
Vi esta exposição durante o verão e ainda a vou ter que visitar mais uma vez antes que se vá embora. Maria Keil, uma inspiração de mulher e de artista, vê aqui o seu mundo tão bem recriado, numa casa que a acolhe como a uma filha. O espaço em si é tão bonito que parece ter estado ali todo este tempo à espera de uma exposição assim. 
Está patente no Museu da Presidência da República, na Cidadela de Cascais, até ao dia 27 de Outubro. Ao domingo de manhã a entrada é gratuita.

De propósito : Maria Keil

inspiração: Mimi Kirchner



Mimi Kirchner é uma artista que admiro e o seu blog faz parte da lista de blogs que sigo quase diariamente já há uns anos. Gosto destas conversas assim, de pessoas assim, de mulheres assim. 

Sinto falta de conversas assim, de pessoas assim, de mulheres assim.

surpresa!

surpresa! surpresa! surpresa!

Há muito que queria fazer isto. Surpreender os de casa é fácil mas levar a surpresa além-portas requer um pouco de coragem para alguém tímido como eu. Mas a vontade de espalhar coisas boas pelo mundo é tanta que tive que dar o passo. Vestimos os aventais e levámos a mão à massa. Hoje foi um bom dia.

E vocês? Quando foi a última vez que surpreenderam alguém assim?

Mis Uszatek



Como muita gente da minha geração, eu via o Mis Uszatek ( Ursinho Teddy em português) à noite, antes de deitar. Na altura eu não sabia mas tudo neste desenho animado me inspirava - e ainda inspira. 
Às vezes, nas noites em que trabalho até (muito) tarde, passo pelo youtube antes de ir para a cama e vejo um episódio. Só para relaxar.

taproot

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A Taproot demorou a chegar mas valeu a pena a espera. São trabalhos como este que me fazem querer fazer mais na vida e me lembram o caminho que quero seguir.

When I miss her, I go barefoot. I understand now that a bit of her remains with me. (...) It's then that I'm able to see how far I've come from where she once stood.

Look deep to find your roots.
Look deeper to find the mud from where you grow.

Homemaking

Homemaking é uma expressão de que gosto muito e ainda não encontrei equivalente em português. Alguém me ajuda? Ficaria muito contente em poder dizer que sou uma homemaker, quando me perguntam a profissão.
Down to Earth é dos meus blogues preferidos do momento. Tirem uns minutos para ler este post e percebam porquê. Se quiserem investir mais que uns minutos, leiam o blogue, anotem receitas, façam de conta que estão em casa de uma mãe que tem muito para ensinar.

The Complete Book of Self-Sufficiency

The Complete Book of Self-Sufficiency

The Complete Book of Self-Sufficiency

The Complete Book of Self-Sufficiency

The Complete Book of Self-Sufficiency

The Complete Book of Self-Sufficiency

The Complete Book of Self-Sufficiency


Este livro, comprado em segunda mão na Holanda - onde os livros em segunda mão são baratos e fáceis de encontrar -  tem sido uma grande companhia nos últimos tempos. É um livro maravilhoso escrito por John Seymour, uma figura influente do movimento da auto-suficiência.
Acabei por perceber que aquilo que sempre mais me interessou cabe dentro deste tema. O saber cultivar os alimentos, saber cozinhá-los, saber fazer a minha própria roupa, saber fazer brinquedos, o não desperdiçar, o reaproveitar, o reutilizar, o reciclar, o reinventar; o artesanato, a sabedoria popular, o viver uma vida simples porque a vida é isso mesmo.
Olhando para trás percebo que mesmo em criança era isto que mais me interessava: a vida em si e todo o conhecimento adquirido ao longo dos tempos para a saber viver. Ter sido adoptada pelos avós foi, com toda a certeza, decisivo para que tenha chegado até hoje como sou.
E como sou hoje? Hoje sou alguém que vive a sua vida com um propósito firme, com um horizonte em vista e que tenta não desperdiçar nem um momento dos seus dias. Estou a construir uma família cheia de amor e cumplicidade, onde espero que os verdadeiros valores da vida sejam ensinados e compartilhados, num lar caloroso e harmonioso onde todos têm o seu lugar e podem sentir-se verdadeiramente em casa. Sou alguém que tem algo a dizer, que tem muito a aprender e muito para fazer -  e é esse entusiasmo que me faz saltar da cama, sabendo e acolhendo a minha vida como uma pequena mas grande missão:  a minha missão.
Mesmo continuando a ser alvo de crítica daqueles que era suposto acarinhar qualquer decisão minha, eu sacudo a poeira e continuo em frente : aqui em casa somos felizes, a decisão de um de nós trabalhar em casa continua a ser a mais acertada, a nossa vida corre muito melhor assim e é isso e só isso que interessa.

Muitas vezes sinto necessidade de escrever mais sobre o trabalhar em casa mas acabo por não o fazer porque ao que parece é um tema muito delicado, pelo menos no nosso país. Mas isso vai mudar. Vou escrever mais e vou partilhar mais porque há necessidade de mudar mentalidades e ajudar quem quer mudar de vida e não sabe como. Há mudança no ar, os blogues vieram dar voz a muitas pessoas que têm algo a dizer. Há milhares de pessoas à procura de um caminho novo, procurando nesses blogues inspiração e alento enquanto os governos, as escolas e os meios de comunicação continuam a nada fazer para alimentar essa necessidade de mudança. A vida está desequilibrada, só não vê quem não quer. Mas a vida somos nós que a fazemos e a mudança começa com pequenos passos. Os nossos passos.


we all stand together




win or lose, sink or swim,
one thing is certain, we'll never give in
side by side, hand in hand
we all stand together
play the game, fight the fight
but what's the point on a beautiful night?
arm in arm, hand in hand
we all stand together
keeping us warm in the night
walk in the light
you'll get it right
keeping us warm in the night
walk in the light
you'll get it right
win or lose, sink or swim
one thing is certain, we'll never give in
side by side, hand in hand
we all stand together
we all stand together

mesa de trabalho

favourite places

sand + blue

working table today

working table today

Céu, areia, praia. Céu, areia, praia. Céu, areia, praia. Deserta. Deserta. Deserta.
Pediram-me para fazer uma manta que acompanhasse a vida de um menino até à idade adulta.
Céu, areia, praia.







Pura inspiração.

out of africa





"In the days and hours that Denys was at home we spoke of nothing ordinary. Not of my troubles with the farm, my notes due and my failing crop. Or of his with his work and what he knew was happening with Africa. Or of anything at all that was small and real. We lived disconnected and apart from things. I had been making up stories while he was away. In the evenings he made himself comfortable, spreading cushions like a couch in front of the fire and with me sitting cross legged like Shaharazaud herself, he would listen, clear-eyed, to a long tale from when it began until it ended."







Faltam-me adjectivos para este filme. Felizmente, encontrámo-nos pela primeira vez há dois dias - que desperdício seria vê-lo sem ter passado por 34 anos de vida como mulher.

hoje


percebi que gosto mesmo destes tecidos,
e que quero mesmo pintar a casa de branco.
Mesmo.