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milagres na varanda

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A varanda não é grande, consigo dar quatro passos largos de uma parede à outra. Mas o que lá acontece, neste momento, é tanto que quem a vê fica de boca aberta. Principalmente aqueles que não estão habituados a ver crescer o seu alimento (ou qualquer alimento!) ficam verdadeiramente confusos. Como pode ser tão fácil? Então a comida cresce assim, num vaso, em poucos dias? Sim! É das coisas mais fáceis e básicas que o ser humano pode e deve fazer! E mesmo não tendo varanda, há sempre um parapeito de uma janela ou uns vasos dentro de casa onde a luz solar, água e vontade de melhorar a vida chegam. 
Na verdade, é tão fácil e básico que uma criança consegue tomar conta de grande parte do processo. Na verdade, é tão fácil e básico que torna o facto de existir fome no nosso país ainda mais intolerável. 
Temos comido alface todos os dias há quase dois meses. E só tenho seis pés de alface. Seis pés de alface tem chegado para alimentar uma família de quatro pessoas (que adoram alface!). Como? Vamos retirando uma ou duas folhas de cada uma e elas continuam a crescer, sempre bonitas! A natureza é assim!
Chamem-me ingénua mas eu acredito em milagres. Faço questão de acreditar neles e de os proporcionar. Por vezes dão trabalho mas os frutos são uma maravilha.

a horta na varanda

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A varanda deve ter medo de mim. Sabe que ralho com a despensa por ser tão pequena e com a cave e a arrecadação por não existirem.
A verdade é que esta pobre coitada é uma valente varanda. Porque as varandas não se medem aos palmos. E esta tem um coração grande, só pode. 
Se queremos sentar e brincar, ela alarga e sentamos e brincamos. Se queremos deitar no chão e observar as estrelas, ela aquece e vemos as estrelas. Se queremos sentar os convidados ao fresco, ela organiza-se e recebe uns poucos de cada vez. Se queremos brincar às hortas, ela diz-nos que à direita é o sítio ideal e comprova-o com o cheiro maravilhoso do tomateiro que cresce muito mais do que era previsto, das hortelãs, do manjericão, dos oregãos. Se queremos pôr os miúdos de molho numa piscina, ela diz que é só encher que ainda cabe. Quem diria que ali ainda conseguiria estender roupa?
Não sei se me convences a ficar num apartamento, cara varanda, mas se o fizer será por ti.

amêndoas

amêndoas amêndoas

Descobrimos umas amendoeiras perto de casa. Perto delas existe uma horta. A horta é lugar sagrado. É lugar passado. Toda a horta me faz sonhar. Toda a horta me faz chorar.

Um dia voltaremos a ter uma horta e tudo nela se multiplicará até ao céu. E do fruto do nosso trabalho lembraremos a nossa avó como quem continua uma história que nunca poderá acabar. 

Há histórias que não conhecem princípio nem fim. O tempo baralha-se pela memória adentro e nós fazemos dele o que queremos. A realidade não é nada - a nossa memória é tudo.

da horta

na horta

na horta

na horta

Fomos tomar um café à cozinha e quando voltei à horta ele já lá estava, a plantar as novas cebolas. Como rapaz de 9 anos que é, nem sempre lhe apetece ir ajudar a trabalhar na terra, mas a verdade é que quando lá está, ele gosta. E eu adoro vê-lo, cada vez mais independente, mais senhor de si. Quando lhe digo que muitos adultos não sabem fazer aquilo que ele já sabe, não acredita. Quem não sabe semear e plantar e regar? Muita gente, filho, muita gente.
Quanto a mim, grávida de 30 semanas, com mais 10 Kg do que o habitual, sento-me nos degraus da escada e inspiro a felicidade que o campo me transmite, sonhando com o dia em que terei a minha horta, mesmo em frente a casa, e não a uns quilómetros de distância. Até lá, vamos fazendo assim, que já é muito bom.

Na terra temos agora novas cebolas, beterrabas, alho-francês, alfaces, couves, favas e nabos. Os tomates cherry continuam a nascer, lindos e doces e nós continuamos a agradecer.

notícias da horta

notícias da horta

notícias da horta

notícias da horta

notícias da horta

notícias da horta

As meloas crescem bem, devem estar prontas a comer daqui a poucos dias.
As couves são deliciosas, tão deliciosas que as temos que repartir com uns coelhos que ali vão à noite buscar a sua parte, nunca voltando à mesma couve mas sim procurando uma nova, por estrear.
A pereira promete e a grávida olha para ela com água na boca, bem como para o pessegueiro e as figueiras.
O tomate, doce, de casca mais grossa dos que se encontram nas lojas e que se come bem à mão como fruta que é, estragou-se de um dia para o outro sem percebermos a causa.
As cebolas, grandes, brancas e deliciosas vão sendo apanhadas aos poucos, conforme a necessidade.
Feijão-verde há muito, tanto que teve que ser fervido e congelado.

Para amadores que somos acho que não estamos mal. Ou será a terra, que em troca de pouco dá tanto?

terra

a ser

a tecer

a viver

a crescer


O Blogger esteve grande parte do dia com problemas e decidiu eliminar o meu último post, sem mais nem menos. As fotos, reponho-as; o texto, já não o sei.
Espero que não se volte a repetir.

"É quando tiro os pés do apartamento que sinto a (minha) vida a pulsar.
Tenho a certeza de uma coisa: se todos trabalhassem a terra para garantir o seu alimento, o mundo estaria muito melhor. E se, no lugar de casas construídas umas em cima de outras, as habitações permitissem o contacto directo com a terra, por poucos metros que fossem, a sociedade não andava tão deprimida, confusa, irrequieta, obesa, solitária, perversa.
Querem tirar as famílias da frente da televisão? Ensinem o pai, a mãe e os filhos a pegar numa enxada, a semear a terra, a regar e a cuidar, a esperar, a ver crescer - a comer com prazer, com respeito, com humanidade"

O meu obrigada do fundo do coração à Ana e à Luísa, que me enviaram o texto. Assim já me sinto mais recomposta :)
Um bom fim-de-semana a todas(os)!

Primavera, finalmente!

terra

terra

terra

terra


Temos cebola, tomate, pimento, meloa, alface, feijão-verde e couve portuguesa. Agora é esperar que as redes colocadas por cima da terra mantenham os coelhos do lado de fora, regar e desfrutar.

É altura para a famosa limpeza de primavera - interior e exterior: deitar fora o velho para dar lugar ao novo. Estes ciclos trazem consigo tanta sabedoria.

We have onion, tomato, pepper, melon, lettuce, grean bean and portuguese cole. Now, we've got to hope that the nets we've placed on the ground will keep rabbits on the outside, to water and to enjoy.

It's time for the famous spring cleaning - inner and outer: to get rid of the old and make way for the new. These cicles bring so much wisdom with them.


terra

terra

terra

IMG_0663

terra

céu


Se acredito em milagres? Claro que sim.

Eu cavo a terra seca
que se transforma em alimento
que se transforma em corpo
que se transforma em terra seca.

Tratemos da nossa terra que ela de nós tratará.


If I believe in miracles? Of course I do.

I dig the dry ground
that becomes food
that becomes body
that becomes dry ground.

Let's take care of our earth so it will take care of us.

uma aventura na horta - Janeiro

preparar a terra

preparar a terra

preparar a terra


Lavoura das terras e preparação das culturas de Inverno, como a da batata, iniciando-se onde for possível, a plantação precoce. A poda no Minguante é recomendável, mas nas figueiras, laranjeiras e macieiras os grandes cortes são prejudiciais. Enxertos no Crescente. Semear fava, ervilha, alface e rabanete. No Norte e no Centro, semear centeio, couve galega, nabo, nabiça, rabanete, salsa e tomate. No Sul, cenoura, couves, ervilha, feijão, nabiça e tomate. Em estufa ou cama quente, plantar pepino, meloa e pimento. Semear canteiros de cenoura, alho, cebola, alface, ervilha, alho-porro e salsa. Na Horta semear (em canteiros ou em alfobres bem abrigados e defendidos das geadas) alface romana, couve repolho e sabóia, rabanete. Colher couves, espinafre, etc.(...)
O Verdadeiro Almanaque, Borda D' Água, para 2011
A não esquecer: comprar galochas, ler tudo o que tenho em casa sobre o assunto e parar de gritar sempre que encontro uma minhoca no meio da terra.

da árvore para a mesa

apanhar laranjas

apanhar laranjas

apanhar laranjas

Este ano quero voltar a trabalhar no nosso campo. Um pouco de terra, saúde e boa vontade dão frutos deliciosos.

uma horta na varanda

hortelã

feijão-verde da varanda

Uma horta seria ideal mas por enquanto o que temos é uma varanda. A vontade era tanta que decidimos tentar: uns vasos, umas caixas de madeira, terra, água, sol e claro, amor.
Temos tomate, feijão-verde, alfaces, brócolos, morangos, alho, salsa, hortelã, oregãos e cebolinho.
Ver a comida crescer antes de ir parar ao prato é uma experiência fascinante - para miúdos e para graúdos.

da nossa pequena varanda


aventuras agrícolas


O nosso à-vontade na agricultura é tal que ainda este fim-de-semana comi melancia e morangos. Como o conseguimos, não sei. As melancias, desta vez mais pequenas que uma bola de ténis, são sempre deliciosas. Acho até que é um achado. Quem não gostaria de levar pequenas melancias para a praia, para comer à colher?
E mais à esquerda, a laranjeira já cheira. Muitas laranjas já caídas no chão, outras a apodrecer nos ramos e outras, muitas e muitas à nossa espera para serem colhidas. Ainda não estão maduras mas sente-se já o doce que serão daqui a pouco tempo.


E num instante o fim-de-semana acabou e agora é lutar para que a semana não pareça ter só dois dias, pois que ultimamente poderia jurar que de segunda-feira passamos logo a sexta-feira.



Amanhã, novidades. Até lá!

a canção do verão

Primeiro comemos alfaces, agora vamos comendo tomates. Apanhando da terra, escolhendo os mais maduros, respeitando os que ainda não estão prontos.



As pêras já se podem comer não tarda nada e as melancias... diria que descobrimos um novo tipo: a mini-melancia. Talvez para comer à dentada!
Também temos figos, ginjas, pêssegos... as ameixas são deliciosas! E tudo isto completamente biológico, com muito respeito pela terra e por tudo o que a ela pertence. Sinto-me verdadeiramente feliz, caminhando pela pequena horta que criei, sentindo o cheiro das figueiras e ouvindo as cigarras.
Para mim, não há verão sem o canto da cigarra.

E tudo isto, toda esta paz natural juntamente com a vida de pessoas e animais é ameaçada quando menos se espera. Mal saio do portão deparo-me com um pequeno fogo. Vou a correr buscar água e quando lá chego já a água que levo não chega para nada. Vou a correr pedir ajuda e nestes momentos de aflição pedimos ajuda a quem quer que seja. Nestes momentos somos todos iguais. Estamos todos a ser ameaçados por um perigo e todos, sem excepção, pensam nas suas famílias e nas suas casas e vêm tudo que construiram durante a sua vida desaparecer em poucos segundos. Se não tivesse saído naquele preciso momento não teria visto a pequena chama. Se não tivesse dado importância, quando se apercebessem do fogo seria tarde demais. Tarde demais.
Por favor, não deixem de dar importância. Uma pequena chama e vento podem acabar com tudo em muito pouco tempo. Um grito na rua pode ser um pedido de ajuda. Todos os dias ignoramos. Preferimos ignorar. Porquê?

Como sempre, não se sabe como começou. Mas do que vi, deu para perceber que tinha acabado de ser posto. Ou deixado cair.