Mostrar mensagens com a etiqueta em casa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta em casa. Mostrar todas as mensagens

ao fim da espera

ao fim da espera ao fim da espera ao fim da espera

Quando esperamos por nós próprios, sabendo que lá chegaremos, mais cedo ou mais tarde, como quem confia num ciclo que já conhece.

Há muito que tinha prometido um blogue ao Dress a Girl. Aqui está ele, muito simples e prático, onde o que se pretende é arquivar a história do projecto no nosso país, da qual tenho muito gosto em fazer parte.

Agora posso voltar a fazer bonecos, que tanto me tem feito falta. E observar a natureza no seu melhor. E contar-vos um pouco mais sobre a viagem a Moçambique, que ficou por contar.

Até já!

terra casa filha mãe

terra

terra

Como é que se escreve a um amigo a quem não dizemos nada há muito? Assim, de coração nas mãos (como sempre faço), na esperança de recuperar aquilo que tínhamos e de continuar a caminhar perto um do outro.

Venho aqui dizer que não me fui embora e que pretendo ficar. Sou de ficar. Mas os dias, embora a meu ritmo, chamam-me para todo o lado e à noite, quando gosto de escrever, caio no sofá e as palavras adormecem junto comigo.

Há muito para fazer, para partilhar, para sentir e eu não sou de desistir! Até breve!

milagres na varanda

na varanda na varanda na varanda na varanda na varanda na varanda na varanda

A varanda não é grande, consigo dar quatro passos largos de uma parede à outra. Mas o que lá acontece, neste momento, é tanto que quem a vê fica de boca aberta. Principalmente aqueles que não estão habituados a ver crescer o seu alimento (ou qualquer alimento!) ficam verdadeiramente confusos. Como pode ser tão fácil? Então a comida cresce assim, num vaso, em poucos dias? Sim! É das coisas mais fáceis e básicas que o ser humano pode e deve fazer! E mesmo não tendo varanda, há sempre um parapeito de uma janela ou uns vasos dentro de casa onde a luz solar, água e vontade de melhorar a vida chegam. 
Na verdade, é tão fácil e básico que uma criança consegue tomar conta de grande parte do processo. Na verdade, é tão fácil e básico que torna o facto de existir fome no nosso país ainda mais intolerável. 
Temos comido alface todos os dias há quase dois meses. E só tenho seis pés de alface. Seis pés de alface tem chegado para alimentar uma família de quatro pessoas (que adoram alface!). Como? Vamos retirando uma ou duas folhas de cada uma e elas continuam a crescer, sempre bonitas! A natureza é assim!
Chamem-me ingénua mas eu acredito em milagres. Faço questão de acreditar neles e de os proporcionar. Por vezes dão trabalho mas os frutos são uma maravilha.

olhar o mar

olhar o mar olhar o mar olhar o mar olhar o mar

Há quem não perceba esta mania do português parar em frente ao mar e deixar-se ali ficar, a olhar. Eu acho que olhar o mar lava a alma, limpa a mente, dá saúde. E eu vou obrigar-me a saudá-lo todos os dias, já que o tenho aqui tão perto. 
Em Janeiro já não são só as gaivotas que se ouvem, as árvores enchem-se de pássaros que nos acordam para um novo dia. Se eles soubessem o bem que me fazem!

Janeiro

Janeiro Janeiro Janeiro Janeiro Janeiro

Ainda a tentar apanhar a carruagem de 2016, eu que gosto tanto da ideia de começar um novo ano, um novo ciclo, um novo eu, um novo nós... desta vez não pedi grandes desejos, são cada vez menos de ano para ano. Saúde, amor, alegria de viver é tudo do que me lembro quando chega a altura de comer as passas. Desta vez terminámos o ano com uma perda grande, o avô holandês que tanta falta vai fazer... connosco fica o seu sorriso sempre presente, a sua alegria, o seu sentido de humor e de amor. 
Assim, o ano começa lentamente, passo a passo, mas a verdade é que ainda não o sinto. 
Lá fora, nasceu a rosa que graças a estas manias de registar estes momentos, percebi que nasce sempre em Janeiro, por volta do mesmo dia. Nestes dias cinzentos, esta pequena e solitária rosa nasce com o seu aroma doce e diz-me que a vida nunca acaba, que mantenha a esperança, que continue. Pensar que a salvei do lixo, dada como morta, porque acreditei nela - e agora ela agradece-me assim, todos os anos.
É bom voltar aqui. É bom continuar. 

comigo

comigo

Vivo ao contrário. Transformo-me lentamente numa espécie de eremita da cidade. 
Cada vez com menos, o que não tenho, não gasto. O que sei fazer, faço. 
Quanto mais dou, mais leve me sinto e percebo que a vida, pelo menos a minha, é para ser vivida com frugalidade. 

(re)organizar(-me)

casa casa

Um dia voltarei a ter mais tempo para este meu espaço que criei. Em breve, espero, organizarei o meu dia de forma a conseguir chegar a uma rotina de trabalho metódica, sã, frutífera. Já não sou a pessoa que começou este blogue há oito anos atrás por isso não desejo voltar aos meus dias de então (insistir no impossível é sempre luta perdida). Quero, sim, ser a pessoa que hoje sou, com a família que hoje tenho, arcando com todas as responsabilidades que escolhi para mim, com tempo e espaço para aprender e fazer mais e mais no meu campo de trabalho. 
Campo de trabalho é, descobri-o agora mesmo, uma expressão bonita e reflecte muito bem aquilo que encontrei naquilo que faço. Transformar matéria prima em algo novo, tridimensional, prático e útil, "humanizar" matéria prima é um campo tão vasto quanto a vida e dá-me espaço para ser quem sou, para alargar os meus horizontes, para crescer e me descobrir. É isso que gosto tanto no meu trabalho. É um campo infinito, para toda a vida, maravilhoso. Não deixa, que fique claro, de ser trabalho. Só eu sei (e quem faz o mesmo que eu também o sabe) o trabalho que isto dá, as horas que isto leva, os olhos que isto gasta (e as costas!). Mas a verdade é que quem corre por gosto não cansa e nunca, desde que deixei de trabalhar para outros e de ser só mais um número, nunca mais acordei de manhã a pensar na chatice que era ter que trabalhar. Em oito anos, o trabalho faz-me levantar da cama entusiasmada e cheia de vontade de pôr as mãos na massa. E eu sei a sorte que tenho.

Tenho umas encomendas por terminar que serão as últimas por algum tempo. O vosso apoio tem sido como que as asas que me ensinam a voar mas eu vou ter que abrandar. Vou tirar um tempo para me organizar (quem lê este blogue há algum tempo já está familiarizado com esta frase), a mim, à casa, à família e ao meu campo de trabalho. Quero pôr em prática umas ideias que tenho e para tal vou precisar de tempo, de espaço e de rotina de trabalho. 

Nessa rotina, quero incluir também a minha dedicação a este espaço virtual, que embora não seja a vida real eu gosto de ver como um grande espelho da realidade actual. Este espaço tem sido sempre um lugar honesto, onde a vida se mostra como eu a vejo e assim quero que continue. Enviar mensagens em garrafas e lançá-las ao mar, à sorte, é um acto de amor, de esperança, de confiança. E é assim que eu sou.


morangos da varanda

morangos na varanda morangos na varanda morangos na varanda

Os morangos que vamos conseguindo retirar da horta na varanda são tão escassos e pequenos que estes, grandes e vistosos, merecem fotografia.
Para além das ervas aromáticas da praxe temos tomate, feijão-verde e pimento a crescer a olhos vistos. É a natureza a mostrar quem manda, que mesmo confinada a uma varanda ela não deixa de fazer o melhor que sabe fazer - dar vida.
E eu, muito grata por tudo isto, ouço-me suspirar por isto.

à minha espera

à minha espera à minha espera à minha espera à minha espera

à minha espera à minha espera

. uma poltrona despida para o novo quarto da senhorita Alecrim 
. o casaco do M. quando este tinha a idade da irmã a merecer uma reciclagem 
. o pobre do pato que ainda não sabe se vai ter asas ou braços
. roupa que quer ser manta
. tecido que quer ser roupa
. recortes, ideias, inspiração, estudos que gritam por um arquivo

E todos os dias esta sala me diz que sim, que posso conseguir, que é só querer e fazer. E eu acredito. E à noite, olho em redor e vejo tudo no mesmo lugar, à minha espera.

Enquanto tudo esperar por mim, tudo está bem.

o que a minha casa diz de mim

a minha casa diza minha casa diza minha casa diza minha casa diza minha casa diza minha casa diz

A minha casa diz quem sou.
Diz ela que gosto de liberdade, de expressão, de criatividade. Que me contenho muito porque a vontade era deixar escrever pelas paredes fora, pela casa fora (pelo prédio fora, pela rua fora). 
Diz ela que não é apartamento, porque sabe que os apartamentos me aborrecem. Com um pouco de magia e de persistência ela cresce comigo e cada vez estamos mais casa e menos prédio. 
Diz que não sei planear mas que tudo cai no sítio certo, com tempo, orgânico, como se ali fosse o único lugar. Porque sei esperar. Diz que sei esperar mas que não tenho paciência. E eu respondo-lhe que só espero porque tenho certezas dentro de mim.
A minha casa diz que o passado faz parte do meu presente. Que aquela coisa de viver o agora resulta porque o passado está sempre comigo. Que preciso dos meus antepassados por perto, que ainda não cresci, que nunca vou crescer. 
Esta casa diz que pela primeira vez estou a criar raízes. 

de volta

de volta de volta de volta de volta

Foi uma pausa necessária. Nada como uns dias longe da rotina para voltar a ela com mais gosto. 
Agora que parei e me consegui ouvir, sei o que tenho que fazer e por onde ir. Para começar, uns ajustes em casa para melhorar e simplificar o dia-a-dia: um guarda-fatos pintado por nós que guardava não fatos mas casacos e malas no hall está agora na sala, que bem precisava de arrumação com portas. Estou contente com a decisão (minha) e com o trabalho (dele). Há também muito mais pendurado pelas paredes mas esse é um trabalho sem fim - fotografias, quadros, objectos queridos - quero uma casa inspiradora, que conte a história de quem cá mora com espaço para sonhar e crescer. Tirei (tirámos) umas prateleiras que me feriam os olhos sempre que me sentava no sofá e olhava para elas. Todas as noites olhava-as e achava-as horríveis. Todas as noites dizia a mim mesma que não aguentava mais. E no entanto ficaram lá 7 anos. Tanto tempo a ignorar uma certeza. 

Próximo passo: tirar aquele amarelo da parede. Trocá-lo por branco ou talvez cinzento. Não levar muito tempo a decidir.

no quarto da Maria

no quarto da Maria no quarto da Maria no quarto da Maria no quarto da Maria no quarto da Maria no quarto da Maria

É o quarto mais pequeno da casa. Já foi quarto de costura e escritório, hoje é o quarto da Maria. Quase uma tela em branco para que ela o possa ir decorando a seu gosto, aos poucos vai descobrindo rumo. Há dias recebemos na caixa do correio duas lindas prendas da parte da Zélia: uma casinha para os pássaros imaginários que poderão vir a fazer ninho neste quarto (da Mãos de Tesoura) e um pequeno anjo bebé (da More Than Cookies) para proteger o sono da senhorita Alecrim. Adorámos!

Obrigada, Zélia. Sabes distribuir amor como ninguém.

segunda-feira

casa casa

Para mim, a segunda-feira é como o primeiro dia do ano. Acredito que vou conseguir acabar o que me espera, que vou começar as ideias novas antes que as esqueça, que esta semana é que é. 

casa

Uma semana inspirada a todos os que por aqui passam. Obrigada pela vossa companhia.