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gelatina de pêra

gelatina de pêra gelatina de pêra

Ainda são poucas as pêras maduras. Procurei e encontrei umas quantas, levei-as a ferver com umas colheres de açúcar amarelo e um pau de canela, fiz delas puré com a ajuda da varinha mágica ao qual adicionei uma duas ou três colheres de sopa de agar-agar. Depois de arrefecidas foram para o frigorífico ou geladeira (olá Brasil!) e saíram de lá há pouco, em modo gelatina. Uma delícia.

tarte queijada de sintra

tarte queijada de sintra apanhadas na falésia tarte queijada de sintra

Com uma colher de pau, misturam-se 4 gemas, 300 g de açúcar, 60 g de farinha com fermento, 4 queijos frescos pequenos, 2 colheres (de sobremesa) de canela. Deita-se o preparado numa forma já com a massa quebrada (disponível em qualquer supermercado) depois de picada com um garfo. Levar ao forno a 180ºc até ficar bem corada.

Uma delícia.

pequeno almoço

pequeno almoço

O dia tem que começar em silêncio para começar bem. Tenho que ter espaço para não ouvir, não pensar, não falar. Enquanto a água ferve, o pão torra. Para mim. 
Se conseguir chegar à mesa ainda neste acordar só meu, então o dia vai ser bom. 
Naqueles minutos em frente à janela, os sonhos da noite vão-se despedindo, deixando a casa arrumada, com a certeza de voltar sempre enquanto eu cá estiver.
É este o meu alimento preferido - o silêncio da manhã com cheiro a pão torrado e chá preto a fumegar.

pequeno almoço

lentilhas

lentilhas

lentilhas

Provavelmente o meu prato preferido. Faço-o na maior parte das vezes para mim, quando estou sozinha porque ainda não consegui fazer com que os rapazes da casa gostem delas tanto quanto eu. E faço-as sempre na noite de ano novo, costume que aprendi com uns amigos italianos que não passam sem este símbolo de prosperidade nessa data festiva.
Porque as acho bonitas em toda a sua simplicidade e - mais uma vez - as acho deliciosas (e porque, modéstia à parte, as faço bem), aqui deixo a receita.


lentilhas


Lave as lentilhas e deixe-as num recipiente com água por uns 30 a 60 minutos. Ao contrário do que muitos possam pensar, as lentilhas não precisam ficar muito tempo de molho. A medida é mais ou menos a do arroz, ou seja, uma mão cheia por pessoa.
Faça um refogado com azeite, louro e cebola (o louro vai dar todo um novo sabor ao prato). Deixe refogar devagar sem que a cebola queime, mexendo de vez em quando. 
Escorra as lentilhas, reservando a água onde estiveram de molho. Junte as lentilhas ao refogado, mexendo devagar, em lume brando. Envolva para que absorvam todo o sabor do refogado. Junte sal a gosto. Enquanto isso, aqueça a água que reservou. Esta água vai sendo deitada na panela aos poucos, apenas para cobrir o preparado e nunca enchendo a panela. .
Por esta altura, pode acrescentar legumes como cenoura, nabo, etc. cortados em pequenos pedaços.
É importante ficar por perto, mexendo com uma colher de pau, provando, cheirando e juntando água somente se necessário. Se as lentilhas levarem água a mais separam-se da casca, o que não é muito agradável.

Entre 30 a 40 minutos o prato estará pronto - e delicioso. Para acompanhar, um arroz de bróculos e terá uma refeição completa e muito saciante.

lentilhas

o milagre dos pães ou o pão que a Luísa amassou

a força

a espera

o fogo

as brasas

o forno

o pão

Uma semana que me soube a mês inteiro. Um horizonte a perder de vista, um silêncio que nos carrega as baterias e nos devolve a nós próprios: um lugar maravilhoso. Tudo isto aqui tão perto.
Mas o melhor de tudo são as pessoas que vou encontrando e que me trazem esperança e alegria num mundo onde teimam em nos dizer que tudo está perdido. A humanidade está viva e de boa saúde, é só querer ir ao seu encontro.

Já no último dia fomos convidados a entrar na casa dos vizinhos, onde todos os fins-de-semana a família regressa da cidade e se junta com prazer e alegria. Fui lá para vêr fazer o pão; saí de lá com o coração cheio.
O fazer o alimento para a família e amigos é muito mais que cozinhar. O alimento é a matéria; a união é a obra. Como ouvi dizer da minha anfitriã: " o trabalho em conjunto mantém a família unida". E eu já me tinha apercebido disso.

Foram várias as mãos envolvidas no processo de fazer o pão, foram ainda mais as bocas envolvidas no processo de o comer e eu, por estar grávida, tive a sorte de ser a primeira a provar o pão acabado de sair do forno a lenha.

Um dia ouvi dizer que a hospitalidade dos portugueses se deve em parte à sua falta de auto-estima. Tenho a certeza que não. Os portugueses sentem que recebem muito quando dão - eles sabem que a alegria maior é a de quem partilha.

Queques de manteiga

hoje fiz queques

Há muito que queria tentar fazer queques. Aproveitei esta receita que encontrei num pacote de açúcar e acrescentei-lhe a canela. São fáceis de fazer, deliciosos e cada um mais bonito que o outro.


250 g de farinha de trigo
1 colher (chá) de fermento em pó
250 g de açúcar
4 ovos inteiros
100 g de manteiga
1 chávena de leite
canela a gosto


Ligar o forno a 200ºC. Bater os ovos, juntar o açúcar, mexer bem. Juntar a manteiga amolecida, bater e acrescentar a farinha com o fermento em pó. Juntar o leite. Mexer. Juntar a canela.
Untar as formas com manteiga e polvilhar com farinha.
Deitar a massa nas formas até pouco mais de metade da sua capacidade e levar ao forno quente cerca de 20 minutos ou até cozerem.
Retirar, desenformar e fotografar para a posteridade.

Broas de Milho


de Trás-os-Montes

300g de farinha de trigo; 150 g de farinha de milho (fina); 200 g de açúcar; 3 ovos; 1 c. de chá de canela em pó; 1c. de chá de erva-doce em pó; 1 1/2 de azeite fino; 1 cálice de vinho do Porto; farinha para tender


Num alguidar de barro misturar bem os dois tipos de farinha e o açúcar. Juntar os ovos, a erva-doce e a canela. Misturar tudo. Adicionar, aos poucos, o azeite e o vinho do Porto.
Amassar tudo muito bem, até a massa ficar homogénea. Deixar em repouso durante cerca de 30 minutos, coberta com um pano.

Com as mãos enfarinhadas, tender pequenas broas. Colocá-las em tabuleiros de folha polvilhados com farinha. Levar ao forno, até as broas ficarem firmes e douradas.



O prometido é devido. O pai chegou mais cedo e levou o filho ao parque. A mãe ficou a costurar e como que se sentisse culpada por não ir brincar também ao parque, prometeu que ao chegar, fariam bolinhos de partir os dentes, como carinhosamente lhes chamamos. Porque estas broas são muito fáceis de fazer e deliciosas mas assim que arrefecem tornam-se verdadeiras rochas. Mesmo assim, são das preferidas cá de casa.

Esta semana passámos bons momentos com a prima M. Com 4 anos de diferença, ela persegue-o por todo o lado, achando a maior graça a tudo o que ele faz, enquanto ele foge dela a sete pés quando ela insiste em se despedir com um beijinho. Imagino-os daqui a uma pequena década, a darem os primeiros passos nas grandes descobertas da vida mas logo sacudo a cabeça e afasto os pensamentos porque daqui a uma pequena década... eu terei aquela idade que assusta muito. Mas quando essa idade chegar, quero olhar para trás e ver que fiz muito, andei muito, cresci muito e celebrei a minha vida. E depois, quando essa idade chegar, vou perceber que ainda sou a mesma menina que acredita nos seus sonhos, mais que na própria realidade.
Contagem descrescente para o primeiro dia de aulas. O meu filho já vai entrar para a primária. Uma nova vida ganha forma.

das maçãs







Deve ser do tempo que está para mudar. Parece que parte de mim anseia pelo Outono, secretamente, para que não ordenem decapitação pública, que isto de não ter o Verão como estação preferida é uma aberração.
Gosto muito do calor, nasci no calor e adoro sentir o sol na pele. Mas a minha natureza é muito mais primaveril e outonal. E gosto muito dos primeiros dias em que sentimos que a estação vai mudar.
Decidi surpreender os rapazes cá de casa com uma tarte de maçã (com maçãs da casa da avó, claro) sem saber bem como fazer porque quando vou para a cozinha só me apetece inventar! Tenho uma ligeira deficiência a seguir regras, receitas, instruções o que pode resultar bem mas também pode, muitas vezes, resultar mal.
Mas resultou bem (!!!) e por isso quero mostrar-vos a minha Tarte Rústica de Maçã, como decidi chamar-lhe:
Para a massa: 240 g farinha; 120 g manteiga (eu decidi derreter); 30 g de açúcar (usei menos); 2 colheres de sopa de água (que me esqueci!)
Para o recheio: 500 g de maçã; 100 g de açúcar; raspa de limão (ignorei); canela (abusei)
Coloca-se a farinha sobre a bancada e faz-se uma cova no centro ( fiz tudo dentro de uma tigela, embora não seja tão giro). Junta-se o açúcar (dado que o recheio já levava açúcar suficiente, usei muito pouco) e a manteiga. Acrescenta-se a água (não sei como não vi esta parte!), amassando rapidamente e formando uma bola. Deixa-se descansar um pouco (não lhe dei essa oportunidade).
Entretanto prepara-se o recheio (que eu já tinha feito um dia antes e foi a razão da tarte): descascar as maçãs, cozê-las e reduzi-las a puré, juntando o açúcar, a raspa da casca do limão e uma colher (de chá) de canela.
Estende-se a massa com o rolo e coloca-se na forma para tarte. Enche-se com o puré. Com o resto da massa cortam-se tiras de 1,5 cm de largura, dispondo-as sobre a tarte, formando um quadriculado (aqui é que tive que puxar pela criatividade porque não me tinha sobrado massa nenhuma. Olhei para o lado e vi a massa para a pizza que ia fazer para o jantar e roubei-lhe um nico, como diz a minha mãe).
Leva-se a cozer em forno moderado (eu achei que devia ser bem quente) durante 30 a 40 minutos.
E como quase sempre acontece, foi a parte improvisada que lhe deu toda a graça, porque a massa da pizza, não sendo doce e ficando bem estaladiça deu-lhe um toque final delicioso. Foi um sucesso!
Mais tarde, foi a vez do M. fazer a sua pizza, que adorou (fazer e comer). E o cheirinho que ficou cá por casa...!!!

Biscoitos de Laranja

Batem-se 3 ovos, 100 g de açúcar, acrescentando em seguida com 50 g de manteiga derretida, a raspa da casca de um limão e o sumo de uma laranja. Depois de tudo bem amassado e engrossado com a farinha de trigo que for precisa, deita-se num tabuleiro bem untado de manteiga e leva-se ao forno a cozer. Depois de cozido corta-se em fatias delgadas, levando novamente ao lume para ficarem louros onde ainda o não estavam.