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mamã

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Estava sozinha no quarto há já algum tempo, em silêncio. Fui espreitar, temendo o pior, mais uma parede pintada talvez.

Encontrei um anjo a cantar para os seus bebés que dormiam em paz num mundo de amor.

vitaminas

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Jurei a mim mesma que quando acabasse a manta tirava uns dias de descanso. É o que tenho tentado fazer. Com um sangue como o meu é fácil cair em exaustão e por mais que tente, há dias em que sinto que o corpo não consegue dar mais. Hoje não me senti a tremer, não caí no sofá rendida, não desesperei ao fim do dia. Foi um dia bom, um dia em que brinquei, em que tomei chá de bonecas e não me preocupei com (quase) nada. E depois comecei a tirar fotografias à nossa brincadeira e percebi que isso já não era brincar. Parei e fomos dançar.

apanhar ar no Museu do Brinquedo

Museu do Brinquedo de Sintra

Museu do Brinquedo de Sintra

Museu do Brinquedo de Sintra

Uma visita ao Museu do Brinquedo traz sempre um pouco de ar fresco, sobretudo quando já nos sentimos desiludidos com esta moda do "feito à mão", moda essa que, quanto a mim, acabará mais cedo do que se pensa exactamente por se ter tornado moda.
Fico triste com todo o desrespeito que vejo por aí e só espero que os verdadeiros artesãos não venham a sofrer demasiado com tudo isto. Espero que seja apenas mais um ciclo que se fecha e que no fim, só quem ama o seu trabalho de verdade fique de pé, a trabalhar, a aprender, a aperfeiçoar a sua arte. E se um dia achava que eram os ditos artesãos que apenas copiam (ou pior ainda, que compram e depois vendem como sendo seu, como tenho visto tantas vezes em feiras de artesanato - ai, as feiras de artesanato deste país!) que acabariam com esta moda, hoje percebo que são as grandes lojas os piores inimigos do artesanato, que parecem ter descoberto a galinha dos ovos de ouro e mandam fazer peças "inspiradas" no feito à mão em fábricas em todo o mundo, a preços incrivelmente baixos, como só elas o conseguem fazer.


Recomedo passagem por aqui:

Uma boneca portuguesa enigmática - no blogue da Mary.
Obsolescência programada - queria partilhar isto aqui já há algum tempo - através do blogue da Alice.

do brinquedo


Desde criança que para mim cada brinquedo é uma nova descoberta e uma opurtunidade para sonhar.
Na minha infância, a família e em particular o meu avô materno, ofereceram-me inúmeros sonhos: automóveis, bicicletas, soldadinhos de chumbo, jogos... brinquedos que povoavam a minha realidade e que eu nunca estraguei.
Guardava-os, arrumava-os, brincava com eles, e eles foram ganhando maior importância e espaço na minha vida.
Aos onze anos comecei a coleccioná-los.
O desejo de completar séries e de obter algumas peças mais raras levou-me a procurá-los assiduamente, e a sua aquisição tornou-se determinante e lúdica, um jogo.
Comparar colecções com as de outros rapazes da minha idade, fazer trocas e ter a grande sorte de poder comprar o que quisesse nas duas melhores lojas de brinquedos de Lisboa, tudo isto fez com que os brinquedos estruturassem a minha personalidade e se acumulassem numa determinada ordem que se foi impondo.
(...) Uma procura e aquisição de peças mais antigas e o interesse pela história da humanidade que os brinquedos tão bem documentam.
A colecção passou naturalmente de privada a pública, grupos de pessoas começaram a interessar-se e a visitá-la em minha casa.
Com muito prazer partilhei os meus brinquedos com o olhar de muitas outras pessoas. Tornou-se então essencial encontrar um espaço público para expor toda a colecção.
Assim, foi criada em 1987 a Fundação Arbués Moreira, à qual doei todo o meu espólio.

É com muito gosto que de vez em quando visitamos o Museu do Brinquedo, em Sintra. Por mim ficava por lá o dia todo, sinceramente. O brinquedo e tudo o que gira à sua volta está a tornar-se uma grande paixão.
E foi um enorme prazer conversar com o grande coleccionador sobre como tudo começou, sobre o estado da infância em Portugal, sobre feiras e lojas especiais por esse mundo fora. Um homem que traz em si a infância, um estado de espírito atento e observador, que tanto partilha como ouve, de alma aberta. Um homem (ou criança crescida) que, como todos aqueles que vivem através de grandes paixões, lhe pesa não poder fazer mais e mais.