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quando o sonho é uma extensão do que somos

a dream come true a dream come true a dream come true a dream come true

Imaginem dez anos. Agora imaginem quantos dias terão dez anos. 
Nesta última década, que passou num ápice, raros foram os dias em que não passei pelo blogue da Amanda. Deixei-me apaixonar, daqui de longe, acompanhando-a e muitas vezes procurando nela o alento e o conforto que me faltavam, sabendo que ela, se vivêssemos perto, seria uma amiga para a vida.
Quantas vezes imaginara uma tarde passada com ela, à conversa, depois de um dia de árduo trabalho na quinta. Era um sonho que eu alimentava (e que me alimentava a mim) mas que, aqui entre nós, nunca imaginei ser possível acontecer.
Pois bem. Esse sonho acordou. De um dia para o outro eu estava na estação de Cascais à espera da Amanda e da Stacy, sem flores e sem banda como a ocasião merecia, mas com o coração nas mãos, como se um verdadeiro amor viesse naquele comboio.
Fomos ao mercado, conversámos, almoçámos, visitámos a The Craft Company, passeámos, rimos muito, tentámos pôr dez anos em dia de uma só vez, provámos os gelados umas das outras e prometemos rever-nos do outro lado do Oceano, em breve.

O meu muitíssimo obrigada à Marta e à Sacha pelo apoio e companhia neste dia tão importante para mim!

E aqui estou. Ainda sem acreditar que tudo isto aconteceu de verdade. 


wwkpd 2016 em Cascais

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No passado sábado foi dia mundial de tricotar em público e a minha terra participou! Dezenas de pessoas apareceram para tricotar na rua, em frente à The Craft Company. As tricotadeiras de Oeiras, as Tricomania em Cascais, o Knitted by Macho Men e tantos outros apareceram de agulhas na mão! Foi uma festa, um exemplo de como podemos mudar tanto no mundo, de como a vida pode ser simples e descomplicada quando quebramos barreiras e fazemos aquilo de que gostamos. 
Ali, sentada à porta da loja, acompanhada por pessoas com um interesse em comum, mais que isso, com um amor comum, percebi o quanto a cidade foi retirando ao cidadão enquanto este se foi fechando em si e na sua correria diária. Porque é que já não nos sentamos à porta de casa ao fim do dia com os vizinhos? Será pelo mesmo motivo que os nossos filhos já não sabem o que é estar na rua com os amigos, mesmo sem nada para fazer? 
O que tenho aprendido é que basta dar o primeiro passo. No meu caso, descobri que Cascais tem gente muito interessante. E isso faz-me tão mais feliz que começo a tratá-la como sendo a minha terra!

The Craft Company

The Craft Company The Craft Company The Craft Company

The Craft Company  abriu há pouco mais de um ano e com ela Cascais tornou-se uma vila bem mais interessante. Ali tenho encontrado uma casa amiga que para além de muito bonita, é uma casa onde se ensina, onde se aprende, onde se partilha. Já lá fiz meias, um princípio de xaile e agora estou a tentar perder o medo de costurar para mim. As lãs, os livros, os tecidos, tudo escolhido com gosto e de perder a cabeça. E o mais importante, as pessoas: genuínas, simpáticas por natureza, disponíveis, que gostam do que fazem. Porque para mim, no fim, tudo se resume a quem nos atende e nos encaminha. 


a meu lado

aqui a meu lado aqui a meu lado aqui a meu lado aqui a meu lado aqui a meu lado

Caminhar. Dar horizonte à alma. Deixar que o sol, tão longe, nos toque. Andar até nos esquecermos que andamos, deixando que as pernas pensem por si, tal como as mãos habituadas a um ofício. Olhar até perdermos o ser que olha, quase. 
Assim se recupera a saúde, um pouco cada dia. E eu estou grata por o ver melhorar, a meu lado.

passeio pela Quinta do Pisão

passeio de reconhecimento de plantas medicinais em Cascais passeio de reconhecimento de plantas medicinais em Cascais passeio de reconhecimento de plantas medicinais em Cascais passeio de reconhecimento de plantas medicinais em Cascais passeio de reconhecimento de plantas medicinais em Cascais passeio de reconhecimento de plantas medicinais em Cascais passeio de reconhecimento de plantas medicinais em Cascais

Fui, no passado sábado, à Quinta do Pisão, num passeio de reconhecimento de plantas medicinais com a Fernanda Botelho. Há muito que queria fazer isto.
Conhecer as plantas, saber dar-lhes uso, entrar neste mundo maravilhoso da mãe natureza tão sábia e generosa é algo que chama por mim desde pequena, ou mesmo antes disso. Ver a minha avó correr para a enciclopédia sempre que encontrava uma flor ou folha que ainda não conhecia aguçou-me o interesse, sem dúvida alguma. 
Foi uma manhã que me fez tão bem! E o melhor de tudo, no meio daquele grupo de pessoas interessantes, daquela natureza vibrante, do sol que voltou, da presença da Fernanda no dia em que a minha avó faria mais um ano de vida se ainda estivesse deste lado, o melhor foi o M. ter decidido ir comigo e ter gostado, de eu  o ver aprender com os pés na terra, a provar folhas de freixo e flores de borragem, a perseguir joaninhas e a absorver tanto, tanto! 
Enquanto caminhava senti-me em paz, com a vida e com a morte. Percebi que quero aprender muito e que não sei nada. Percebi que tudo o que quero está perto e tudo que preciso está comigo.

de propósito: Maria Keil em Cascais

De propósito : Maria Keil De propósito : Maria Keil De propósito : Maria Keil
Vi esta exposição durante o verão e ainda a vou ter que visitar mais uma vez antes que se vá embora. Maria Keil, uma inspiração de mulher e de artista, vê aqui o seu mundo tão bem recriado, numa casa que a acolhe como a uma filha. O espaço em si é tão bonito que parece ter estado ali todo este tempo à espera de uma exposição assim. 
Está patente no Museu da Presidência da República, na Cidadela de Cascais, até ao dia 27 de Outubro. Ao domingo de manhã a entrada é gratuita.

De propósito : Maria Keil

visitar Cascais (sem gastar dinheiro)

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Cascais é mais que praia e gelados. A quem estiver a pensar em viajar cá dentro, o Museu Biblioteca Condes de Castro Guimarães  costuma promover exposições de grande qualidade - sempre com entrada gratuita. 
Neste momento podemos visitar o Gabinete Fernando Pessoa, exposição pequena (mas sempre interessante) sobre a relação de Fernando Pessoa e Cascais, dentro de um museu cuja colecção de pintura, escultura, ourivesaria, arqueologia e livros, entre muitos outros, vale bem uma visita demorada. Inserido no pulmão verde de Cascais, o Parque Marechal Carmona (também de entrada livre), com parque infantil, relvados, biblioteca infantil e juvenil e muitos bicharocos à solta, esta visita promete agradar a toda a família.

Espero que gostem!

pôr-do-sol pôr-da-terra

o pôr-do-sol o pôr-do-sol o pôr-do-sol

O olhar fixa o infinito. A alma escapa-se e voa para longe, livre. Sai-me do peito sem pedir licença, que a janela estava aberta. Deixo-a ir. 
O Ser Humano tem asas do tamanho do horizonte.

mercado local

mercado mercado mercado

Sábado é dia de mercado. Aqui fazem-se as compras para a semana enquanto se come um pão com chouriço e se cumprimentam feirantes de sorriso aberto que nos perguntam sempre pela família e pela vida. E a chuva miudinha não me incomoda nada no meio de tanta coisa bonita. 

o caminho faz-se caminhando

mercado

mercado

mercado

mercado

mercado

Tenho andado muito a pé nos últimos dias. O mundo fica mais pequeno quando andamos a pé. E o tempo, esse, parece que estica.
O Amo-te Mil Milhões também tem passeado ultimamente: primeiro passou por aqui, depois por aqui, e hoje está aqui.

caminhar

vista do almoço

casa das histórias

dragão e borboleta

fachada

feira de velharias


Deixo o carro à porta sempre que posso. Os pés também são meios de transporte. Só assim me posso relacionar com a terra onde vivo, conhecer-lhe os rostos e os cantos e sentir que faço parte dela.
Viver numa terra que não se conhece assim não é viver, é apenas morar.
Passados 5 anos de aqui estar, eu hoje sinto que estou em casa. E é uma linda casa.

da vila








Soube-me bem ver os sobreviventes dos bairros mais antigos e tive esperança que um dia voltassem a ver as suas ruas cheias de gente. Fiz uso da máquina fotográfica tal qual uma turista. Soube mesmo bem.
Pouco depois encontrei na esplanada a razão pela qual saio cada vez menos. Gente que olha com as narinas e não com os olhos (são as narinas que se levantam por baixo dos óculos que tapam a cara inteira), que me diz que ali é fantástico e socialmente muito bem aceite e baboseiras tais que passado uns minutos lembro-me que já sou crescidinha e posso levantar-me e ir embora.
Soube-me bem ir. Soube-me bem voltar.