Descobri a banda sonora para as minhas manhãs de trabalho: Celina da Piedade.
lebre menino
Das dez ao meio-dia tenho a casa para mim. Vou às compras, arrumo o mais visível da desarrumação do(s) dia(s) anterior(es), preparo o almoço e por vezes o jantar também, bebo um chá, espreito uns blogues e sento-me à máquina de costura. Sobra-me uma hora. Uma hora cheia, perfeita, em silêncio. E é dessas horas dos últimos dias que esta lebre nasceu, ou foi nascendo.
Sinto-me um pouco enferrujada, a mente irrequieta, os pensamentos atropelam-se enquanto coso. Mas as mãos, essas, não esqueceram nada e estão muito contentes por voltar ao trabalho.
quase

O Outono traz consigo um outro ritmo à vida, mais real, mais natural (quanto a mim). A família levanta-se mais cedo, prepara-se para o novo dia, cada um com a sua missão em mãos. A distância faz-nos sentir ainda mais o quanto somos uns dos outros e a casa, o porto de abrigo, está sempre quente e seca, à nossa espera, sempre fiel e segura.
Tenho três lebres à minha espera. A sala, mal me sento à máquina, transforma-se em atelier de costura. E eu, devagar, volto a sentir-me livre e completa, no silêncio, na criatividade, em mim.
Estou quase a apanhar o ritmo.
a vida quase a andar para a frente
A vontade de voltar ao trabalho é muita mas o tempo que me resta depois de todas as outras tarefas diárias não é nenhum.
À procura de uma escolinha simpática para a senhorita Alecrim, porque é esse o seu desejo. As públicas não têm vagas, as privadas são muito caras.
Tentei mudar um pouco a cara da lebre. Depois de muitos rabiscos, fiz esta à direita. Gostava de saber a vossa opinião.
Uma fotografia tirada pelo telemóvel e dez minutos corridos para escrever. É isto que tenho por hoje!
Uma boa semana a todos!
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