inspiração: Coal House


Coal House é uma série da BBC que me colou à cadeira. Três famílias são convidadas a regressar a 1927, a uma vida sem electricidade, sem água canalizada, sem tecnologias, onde o dinheiro é escasso e é ganho à custa do trabalho árduo numa mina de carvão.
Seria interessante passar por uma experiência assim. Todos, incluindo as crianças, aprenderiam muito sobre História e sobre a vida.
E no entanto, ao assistirmos a estes episódios nem tudo nos parece estranho. Também encontramos muitas semelhanças com a vida de hoje em dia, o que é fascinante. Aquilo que se mantém através dos tempos e faz de nós a raça humana e que provavelmente também os nossos bisnetos reconhecerão daqui a uns anos, olhando para nós em 2013. As mulheres e a eterna luta da vida doméstica, a administração de toda uma vida familiar; os homens e a labuta diária, o peso da responsabilidade de ter bocas para alimentar... e o regresso a casa, à procura de calor humano, os filhos a correr à porta e a refeição em família. 
Passar um mês no passado parece-me a melhor visita de estudo de sempre.

o que a minha casa diz de mim

a minha casa diza minha casa diza minha casa diza minha casa diza minha casa diza minha casa diz

A minha casa diz quem sou.
Diz ela que gosto de liberdade, de expressão, de criatividade. Que me contenho muito porque a vontade era deixar escrever pelas paredes fora, pela casa fora (pelo prédio fora, pela rua fora). 
Diz ela que não é apartamento, porque sabe que os apartamentos me aborrecem. Com um pouco de magia e de persistência ela cresce comigo e cada vez estamos mais casa e menos prédio. 
Diz que não sei planear mas que tudo cai no sítio certo, com tempo, orgânico, como se ali fosse o único lugar. Porque sei esperar. Diz que sei esperar mas que não tenho paciência. E eu respondo-lhe que só espero porque tenho certezas dentro de mim.
A minha casa diz que o passado faz parte do meu presente. Que aquela coisa de viver o agora resulta porque o passado está sempre comigo. Que preciso dos meus antepassados por perto, que ainda não cresci, que nunca vou crescer. 
Esta casa diz que pela primeira vez estou a criar raízes. 

de propósito: Maria Keil em Cascais

De propósito : Maria Keil De propósito : Maria Keil De propósito : Maria Keil
Vi esta exposição durante o verão e ainda a vou ter que visitar mais uma vez antes que se vá embora. Maria Keil, uma inspiração de mulher e de artista, vê aqui o seu mundo tão bem recriado, numa casa que a acolhe como a uma filha. O espaço em si é tão bonito que parece ter estado ali todo este tempo à espera de uma exposição assim. 
Está patente no Museu da Presidência da República, na Cidadela de Cascais, até ao dia 27 de Outubro. Ao domingo de manhã a entrada é gratuita.

De propósito : Maria Keil

...

Venho aqui agradecer todos os comentários ao último post. A vossa resposta foi tal que me senti envergonhada por parecer exigir comentários aqui no blogue! A ideia foi chamar à atenção para aquilo que tem vindo a acontecer gradualmente desde que o facebook se intrometeu nas nossas vidas (e eu não sou contra o facebook, vejo-o como uma ferramenta dos nossos dias e com a qual podemos chegar mais longe, em menos tempo) e na vida dos nossos queridos blogues (sim, eu gosto de blogues).
Sendo assim, por favor não se sintam obrigada(o)s a nada, eu gosto de aqui escrever e vou fazê-lo durante muito tempo, tenho a certeza. Mas se vos apetecer dizer um olá ficarei duplamente feliz :)
Quanto a mim, voltei a comentar nas casas-mães, ou seja, nos blogues, que é lá que quero deixar algo meu. Uma pequena mudança de hábito.

blog x facebook

for the ♥ of blog


Manter um blog é mais ou menos como deitar ao mar mensagens dentro de garrafas de vidro e esperar que a resposta chegue do outro lado, mais cedo ou mais tarde. É um investimento de tempo e alma. A sua maior recompensa, para além de tudo de bom que pode trazer para a vida de quem o mantém (anos e anos de garrafas ao mar), são os comentários que os seus leitores vão deixando ao passar. Esses comentários vão incentivando o blogger a continuar (ou não), mostrando-lhe quem o lê e porque o lê, muitas vezes ensinando-lhe o caminho a seguir, sem contar com as amizades que vão nascendo, quer pelo mundo virtual, quer real.
Ler um blog pode ser tão bom quanto escrever um. Eu própria sou seguidora de muitos e não passo muito tempo sem fazer uma visita aos meus preferidos. Entramos num mundo à parte, podendo escolher um mundo feito à nossa imagem. 
Mas os blogs andam a queixar-se. O facebook roubou-lhes os leitores e os comentários. Ali tudo é mais fácil e rápido, como se quer hoje em dia e o blog passou a ser lido muitas vezes na diagonal, para que haja tempo para tudo (tempo para tudo?). Aparentemente, deixar um comentário num blog consome tempo demais do nosso dia. Será mesmo assim? 

Eu tento sempre comentar, dizer um olá, um passei por aqui e gostei. Tanto nos blogs que sigo desde sempre como naqueles que aqui vão deixando comentários (amor com amor se paga). Mas posso fazer melhor. E por saber que posso e devo fazer melhor, comprometo-me a partir de hoje a comentar os blogs nos blogs e o facebook no facebook. Cada macaco no seu galho, dizia o meu bisavô.

E vocês?

(Este emblema foi feito para quem quiser partilhar no seu blog. É só levar e partilhar!)