Olhar o espelho. Demorar ali algum tempo, olhos nos olhos. Não nas ancas, não nas rugas, não nos cabelos brancos - nos olhos. Olhar tão fixamente que nos sentimos a entrar num outro estado.
O que vejo quando olho nos meus olhos? Reconheço-me? Sou a mesma, por dentro e por fora? Sou quem era? Sou quem nasci para ser?
Dentro dos meus olhos não tenho nome, não tenho idade, não sou nem mulher nem homem. Dentro dos meus olhos sou, sobretudo, livre.
Passados uns minutos sinto-me mais eu, sinto-me em paz. E só assim me quero ver. E só eu me consigo ver como vejo.
Quem quer fazer este exercício?