lentilhas

lentilhas

lentilhas

Provavelmente o meu prato preferido. Faço-o na maior parte das vezes para mim, quando estou sozinha porque ainda não consegui fazer com que os rapazes da casa gostem delas tanto quanto eu. E faço-as sempre na noite de ano novo, costume que aprendi com uns amigos italianos que não passam sem este símbolo de prosperidade nessa data festiva.
Porque as acho bonitas em toda a sua simplicidade e - mais uma vez - as acho deliciosas (e porque, modéstia à parte, as faço bem), aqui deixo a receita.


lentilhas


Lave as lentilhas e deixe-as num recipiente com água por uns 30 a 60 minutos. Ao contrário do que muitos possam pensar, as lentilhas não precisam ficar muito tempo de molho. A medida é mais ou menos a do arroz, ou seja, uma mão cheia por pessoa.
Faça um refogado com azeite, louro e cebola (o louro vai dar todo um novo sabor ao prato). Deixe refogar devagar sem que a cebola queime, mexendo de vez em quando. 
Escorra as lentilhas, reservando a água onde estiveram de molho. Junte as lentilhas ao refogado, mexendo devagar, em lume brando. Envolva para que absorvam todo o sabor do refogado. Junte sal a gosto. Enquanto isso, aqueça a água que reservou. Esta água vai sendo deitada na panela aos poucos, apenas para cobrir o preparado e nunca enchendo a panela. .
Por esta altura, pode acrescentar legumes como cenoura, nabo, etc. cortados em pequenos pedaços.
É importante ficar por perto, mexendo com uma colher de pau, provando, cheirando e juntando água somente se necessário. Se as lentilhas levarem água a mais separam-se da casca, o que não é muito agradável.

Entre 30 a 40 minutos o prato estará pronto - e delicioso. Para acompanhar, um arroz de bróculos e terá uma refeição completa e muito saciante.

lentilhas

tricot para bebé

baby knits

baby knits

Com o primeiro filho aprendi a fazer sopa e com o segundo hei-de aprender a fazer tricot. O colete Pebble pareceu-me perfeito para principiantes como eu - para além de bonito é realmente simples. Vi-o pela primeira vez aqui e desde então que o queria testar. Entre a receita original e a tradução em português, fui seguindo passo a passo munida de muita teimosia e persistência porque seguir receitas não é o meu forte. Estou contente, é um passo em frente, mas não estou satisfeita porque sei que há ali um ou dois erros que não consegui decifrar.
Os gorros e as botas foram feitos à minha maneira, ou seja, depois de ler algumas receitas e de entender o pretendido, fechados os livros, deixo as mãos, a cabeça e o coração seguir o seu caminho tentando não interferir muito.
A lã é a maravilhosa Capuccino da Rosários4, comprada aqui.

Nas agulhas tenho agora uma surpresa para o irmão mais velho. Graças aos vossos comentários ao post anterior lembrei-me que não podia deixar de fazer algo de especial também para ele nesta etapa tão importante da sua vida.

a mala para a maternidade

mala para a maternidade

muda fraldas

muda fraldas

muda fraldas

Muito havia para dizer sobre esta mala. Primeiro, que é a reciclagem da mala do M., que usei há quase 10 anos - a mala antiga está lá, dentro da mala nova, que na verdade é apenas uma capa nova. Com o muda-fraldas aconteceu o mesmo, o antigo ficou dentro do novo.
Segundo, que foi a minha avó que a começou a reciclar, para me ajudar. Mas como o bom tempo lá fora a chamava para a horta, a mala foi esperando, esperando - porque todos nós temos tempo, porque o tempo é infinito, porque a vida é uma estrada sem fim mesmo que racionalmente saibamos que isso não é verdade. Mesmo assim, porque gostava de ver as coisas feitas e não por fazer, ela passou o último dia da sua vida a tentar acabar a mala. E eu só espero que nunca lhe tenha passado pela cabeça que não a iria poder acabar.
Terceiro, que me custou muito acabar este trabalho mas que estou contente por ter tido a coragem de o fazer. É o nosso último trabalho a 4 mãos. E ficará comigo para sempre.

Agora, ajudem-me: do que é que um recém-nascido precisa mesmo para os seus primeiros dias na maternidade?

flanela

flanela

flanela

flanela

flanela

A flanela está presente nas boas recordações de infância de quase todos nós. Dos invernos chuvosos, frios e escuros recordo apenas o chegar a casa, a lareira acesa, a sala quente e as camisas de dormir de flanela feitas com muito carinho. Muitas vezes pergunto-me se o M. guardará recordações assim, se farei o suficiente para lhe aquecer a vida. E logo me surge a certeza que sim.
Os dias passam-se entre a máquina de costura, tentando acabar o enxoval daquela que está quase a chegar (sinto-me numa corrida contra o tempo) e análises e ecografias e consultas de rotina, com um internamento surpresa pelo meio - já são 36 semanas e eu, mãe de segunda volta sinto-me mais ansiosa que da primeira vez.
Não podia deixar de fazer também algo para o filho mais velho, aquele que vejo entrar já numa pré-puberdade mas que ainda gosta de adormecer na segurança que só a cama dos pais sabe oferecer, e fiz-lhe umas calças de pijama de flanela muito macia na esperança que, pelo menos, não as achasse algo muito infantil, como ele próprio diz muitas vezes. Qual não foi a minha surpresa quando as agarrou e abraçou e disse que as adorava e as vestiu logo de seguida!...
A flanela resulta sempre.