praia

praia no outono

praia no outono

praia no outono

Para mim, a praia é no Outono. Ontem, a Praia das Maçãs estava sem vento, com um sol maravilhoso e como sempre, com espaço para todos e mais alguns.
Foi bom e as baterias vieram carregadas.

quando trabalhar é um prazer

quando trabalhar é um prazer

quando trabalhar é um prazer

quando trabalhar é um prazer

quando trabalhar é um prazer

De manhã ao fim da tarde, durante três dias. A única coisa que sabia era que me apetecia trabalhar com vermelho e que não podia comprar nada. Reciclei o contorno do berço do irmão mais velho (feito há 10 anos) e dei-lhe uma cara nova.
Acho a chita ainda mais bonita quando a trabalho e gosto bastante do ar antigo mas ainda assim fresco com que o berço vai ficar. Perfeito para a menina que aí vem.

do sangue

Não há futuro ou mesmo presente sem ele. Sem sangue que nos aqueça o corpo, tudo o resto é vida paralela, é memória, é apenas ideia - enquanto estamos ali deitados pensamos naquilo que ainda não fizemos, naquilo que não podemos deixar de fazer, no mais importante da nossa vida que é sempre quem nos está próximo e nada mais porque só as pessoas que amamos são realmente importantes numa vida.
E é quando o sangue começa a entrar na veia, vermelho escuro e vivo, o calor a regressar à pele pálida que depressa se sente corada que nos sentimos gratos pela vida, pelos outros, por sermos uns para os outros, por sermos todos um.
Não sei de quem é o sangue que me trouxe hoje um pouco mais de vida ao corpo mas vou trazê-lo comigo para sempre no coração.

Obrigada aos dadores de sangue.

babetes : bibs

babete # 7


Novos babetes aqui e aqui.

Um bom domingo a todos!

Dia Mundial de Fiar em Público

Aqui fica uma boa sugestão para um dia diferente, quem sabe, o início de uma vida mais cheia. Está agendado para amanhã, a partir das 14:30 no Parque Tejo, na Expo, em Lisboa, o encontro nacional de fiandeiras (e tricotadeiras). Curiosas, praticantes, profissionais - todas são bem-vindas!

Mais informações no blogue da Rosário.


dos dias

2 lençois a partir de 1 fronha

wip

O M. volta aos poucos à sua rotina, este será o último ano nesta escola. Uma escola familiar, com turmas tão pequenas e caras tão conhecidas... O que virá depois desta etapa? Tem andado tão bem-disposto, contente com os seus 9 anos que lhe permitem pequenas grandes liberdades como ir a casa do amigo sozinho ou passar umas noites fora de casa - pergunto-me como enfrentaremos a rotina escolar este ano, terei eu tempo de o acompanhar nos projectos e tpc's, de brincar com ele, de lhe ler mais um capítulo à hora de deitar? Uma coisa eu sei: mesmo que o tempo venha a ser repartido por dois, o amor já o sinto a dobrar.

Tentando aproveitar os dias ao máximo, tenho estado à máquina de costura enquanto a luz natural o permite (fiz uns lençois para a alcofa da bebé a partir de uma fronha grande e estou quase a acabar mais uns babetes) e quando a sala escurece, sento-me à luz do candeeiro e pego no crochet. Enquanto as mãos trabalham, os pensamentos voam. Penso em tanta coisa.
Penso em como gostaria de viver a minha vida, no que quero manter e no que quero modificar. Penso na quantidade de  pessoas que me escrevem sobre quererem mudar a sua vida, principalmente no seu receio de querer mudar, mais do que o receio de mudar em si. Curiosamente, muitas mulheres sentem-se culpadas por se sentirem descontentes e desconfiam dos seus próprios sentimentos, como se alguém as chamasse de caprichosas por quererem ser mais felizes. E é verdade, quem ousa querer ser mais feliz é muitas vezes chamado de caprichoso. Nesta sociedade em que vivemos, a felicidade está à venda todos os dias, a preço acessível, em embalagem sedutora. Quem começa a sentir-se enganado com essa felicidade imediata, experimenta um desconforto estranho, que desconhecia até à data, porque até à data tudo parecia estar certo e agora começa a parecer errado. A vida, como estava organizada, começa a não fazer sentido, há peças que não encaixam mais. Mas aos olhos dos outros - e os olhos dos outros exercem muito poder nas nossas vidas - o querer mudar de caminho quando tudo está tão encaminhado, organizado, manipulado não passa de um capricho de quem já tem tudo.
O que lhes vou respondendo (em mente, enquanto trabalho e agora por aqui) é que mesmo que seja verdade que tenhamos muito em comparação com outros que nada têm, falta-nos também muito e é nossa obrigação ouvirmo-nos e procurarmos desde já mudar o que podemos mudar e trazer para casa aquilo que nos faz falta. Não é errado sentir que algo nos faz falta. É errado pensar que não devemos sentir que algo nos faz falta, seja qual for a razão. É raro o sentimento que está errado. Se daqui a uns tempos ele ainda lá está, essa é outra história. Mas se ele for verdadeiro, ele não se vai embora.
Talvez para surpresa de muitos, eu não aconselho ninguém a largar o emprego, a ir viver para o campo, a dedicar-se ao artesanato. Há pessoas que me escrevem com a ideia de que isto de fazer trabalhos manuais e vender pela internet é vida fácil. Primeiro custou-me a perceber o porquê desta ideia falsa mas depois percebi: os blogs podem dar uma imagem distorcida da realidade, mesmo que inconscientemente. As imagens bonitas enganam. Ninguém tem a vida perfeita, mesmo que seja melhor que a nossa em alguns aspectos. Eu não aconselho ninguém a mudar de vida de um dia para o outro (será possível?) - aconselho, sim, a mudar o dia. Só assim a mudança será sólida e duradoura. A vida são os dias. Façamos deles algo maior.


Reciclar uma fronha:

Mesmo sem máquina de costura, é fácil desmanchar uma fronha e transformá-la em algo diferente.
Não cortando o tecido, mas sim descosendo os pontos para que se  aproveite o máximo da peça  podemos fazer lençóis pequenos para bebé, fraldas de pano, individuais para a mesa ou guardanapos de pano. Depois de descosida a fronha, corta-se o tecido no tamanho desejado (no caso dos lençóis basta cortar em dois) e fazem-se umas bainhas, à máquina ou à mão.
Se for o primeiro projecto de costura é normal que não fique perfeito, mas será um prazer utilizar peças feitas por nós no dia-a-dia da família. Acreditem.