Fico muito contente em saber que não estou sozinha - os vossos comentários ao post anterior provam que existem muitas mulheres com vontade de chegar mais até si, de mudar de vida de modo a se sentirem mais genuínas e que é urgente mudar mentalidades. Comecemos então por nós próprias.
Eu não tenho nada a ensinar. Posso partilhar apenas aquilo que tenho aprendido. E gostava muito que, com comentários aqui no blogue ou deixando links para os vossos próprios blogues, este espaço fosse um espaço de partilha, útil a todas nós.
Começo por partilhar algo que descobri há muito pouco tempo: que a felicidade não é aquilo que me ensinaram. Sempre ouvi dizer que a felicidade é "contentar-se com pouco". Que aquele que se contenta com pouco, é feliz. Percebi que isso não é verdade, de forma alguma. É impossível ser-se feliz ao tentar contentar-se com pouco.
A felicidade, como a vejo agora, é pôr em prática quem somos interiormente, a nossa natureza. A felicidade é ser quem somos - nem pouco, nem muito, mas o todo.
" É feliz porque não pede muito", dizem. Que erro! Aquele que é feliz, que sente felicidade dentro (e fora) de si está cheio - tão cheio que parece que transborda. Ele não se contenta com pouco, ele contenta-se com muito. Muito, muito, muito!
Pode, aos olhos dos outros, ter pouco - talvez não tenha uma grande casa, nem carro, não ande vestido com as últimas modas, talvez viva sozinho, talvez repita todos os dias a mesma rotina. Mas se esses dias forem o espelho do que está dentro desse indivíduo, se a sua natureza se poder manifestar em tudo o que faz, então o seu contentamento é genuíno e enorme e esses dias serão certamente dias de celebração.
Ninguém se contenta com pouco. Só se esse pouco for muito.