pelos países baixos

casa de pescadores

solha fumada

areia.sabão.soda

casa de sapateiro


Na Holanda não faltam museus abertos. São espaços bem aproveitados onde a história se mostra ao vivo, onde o passado ainda está lá, de boa saúde.
O Zuiderzeemuseum é um dos mais conhecidos. Uma ilha/aldeia recuperada, onde as velhas casas abrem portas a quem as quiser visitar e na vida do dia-a-dia participar. Todo o museu/aldeia está tão bem montado que as pessoas mais crentes (como eu) são capazes de acreditar que tudo aquilo é real, que aquelas famílias ali se deitam todas as noites, depois de um longo dia de pesca e de afazeres domésticos.

Tivesse eu dinheiro e fazia o mesmo em Portugal. Aldeias abandonadas não faltam. Fica aqui a dica. 

terra

a ser

a tecer

a viver

a crescer


O Blogger esteve grande parte do dia com problemas e decidiu eliminar o meu último post, sem mais nem menos. As fotos, reponho-as; o texto, já não o sei.
Espero que não se volte a repetir.

"É quando tiro os pés do apartamento que sinto a (minha) vida a pulsar.
Tenho a certeza de uma coisa: se todos trabalhassem a terra para garantir o seu alimento, o mundo estaria muito melhor. E se, no lugar de casas construídas umas em cima de outras, as habitações permitissem o contacto directo com a terra, por poucos metros que fossem, a sociedade não andava tão deprimida, confusa, irrequieta, obesa, solitária, perversa.
Querem tirar as famílias da frente da televisão? Ensinem o pai, a mãe e os filhos a pegar numa enxada, a semear a terra, a regar e a cuidar, a esperar, a ver crescer - a comer com prazer, com respeito, com humanidade"

O meu obrigada do fundo do coração à Ana e à Luísa, que me enviaram o texto. Assim já me sinto mais recomposta :)
Um bom fim-de-semana a todas(os)!

o rei vai nu

" (...) - Pronto - redarguiu o rei. - Que tal o fato novo? Fica bem?
E virou-se mais uma vez defronte do espelho, principalmente para fingir que dava os últimos retoques no conjunto.
Os camareiros, que deviam segurar o régio manto, levaram as mãos ao chão, como para apanhar a ponta e levantá-la. E seguiram de braços erguidos, pois não queriam dar a entender que não estavam a ver nada.
Assim desfilou o cortejo, com o rei debaixo do pálio, e toda a gente a dizer, nas ruas e nas janelas:
- Que lindo fato novo leva o nosso rei! Que esplêndida cauda, como faz belo efeito!
Ninguém, é claro, desejava confessar que não via esse traje tão gabado, visto que, de outro modo, se provaria falta de inteligência ou incapacidade para desempenhar as funções respectivas. Nenhum dos fatos anteriores do rei obtivera tamanho êxito.
Ouviu-se então uma criança exclamar inocentemente:
- Mamã, o rei vai nu!
Foi altura de todos murmurarem aos ouvidos do vizinho que a criança decerto tinha razão.
- Vai nu... vai nu...
O rei sentiu um arrepio, pois não ignorava que diziam a verdade. Mas, como monarca, achava que devia prosseguir até ao fim e tomou uma atitude ainda mais majestosa. Os camareiros seguiam-no solenemente, erguendo o manto, embora soubessem que não existia peça nenhuma daquele traje tão famoso."

in Contos de Andersen II, Relógio d'Água


(... onde é que eu já vi isto?)

fruta da época

fruta da época

fruta da época

fruta da época

fruta da época

fruta da época

fruta da época

É o meu alimento preferido - a fruta.
Para além de nos presentear com algo tão saboroso, escolhendo aquela que mais precisamos na devida altura, a natureza decidiu fazer da fruta uma verdadeira obra de arte. Cada uma mais bonita que a outra.
Quanto a mim, é impossível dar uma dentada sem observar primeiro, maravilhada.