manta



Acabei-a. Estou satisfeita com o resultado. Simples, rústica e bonita.
E caminhar no campo com uma manta aos ombros tem algo de mágico - perde-se a noção de lugar e tempo, o peso de ser quem somos - surge uma sensação de abrigo, de fronteira erguida entre o nosso mundo interior e o mundo exterior. E este parece-me um sentimento tão antigo quanto nós, o mesmo que procuramos desde que nascemos - o mesmo que acompanha a humanidade desde os seus primeiros tempos.

Primavera




A chegada da Primavera traz consigo a vontade de trabalhar na terra, do contacto directo com a natureza - é lá que me sinto verdadeiramente feliz, de coração a transbordar.
No passado sábado, dia de limpar Portugal, fomos sujar um pouco as mãos ao pedaço de terra da minha avó. Porque se queremos mudar o mundo devemos começar por nós, pela nossa casa. Parece que está na moda ser voluntário mas apenas fora de casa - por dentro, da casa, da família e da pessoa em si, não há voluntariado nem altruísmo que o valha, na maioria dos casos.
Três adultos e duas crianças limparam ervas-daninhas que chegavam aos joelhos, cortaram galhos que impediam passagens, pisaram lama, subiram árvores, riram, transpiraram - e fizeram a diferença.
Tenho andado para fotografar uma data de sacos que fiz mas ainda só consegui tirar a estes.

Alice no País das Lebres


O conto mais psicadélico da era moderna, contado por uma lebre de pano.

Agora tenho de ir, que já estou atrasada.

Le Chat Parti

Fui recentemente convidada a colaborar num projecto que muito me agradou, a loja Le Chat Parti.

Uma loja de brinquedos originais, cuidadosamente escolhidos pelo potencial educativo, ética de fabrico e qualidade dos materiais utilizados, situada em Bellefontaine, no sul da Bélgica.

Para aqueles cuja visita in loco fica um pouco fora de mão, existe um catálogo online e também a possibilidade de seguir as novidades através do facebook.

Neste momento, é possível adquirir na Le Chat Parti, a Framboesa




e a Salsa.


Pelo que sei, o Azul foi raptado pela filha da proprietária :)






hoje


percebi que gosto mesmo destes tecidos,
e que quero mesmo pintar a casa de branco.
Mesmo.

fantoche de mão


Pediram-me para fazer um fantoche. Achava que seria fácil mas enganei-me. Fazer um fantoche, com forro, nas medidas certas para que sirva a qualquer mão é mais difícil do que parece.
Mas valeu muito a pena e em breve farei mais.

workshop de sashiko e patchwork japonês


O sábado passado foi especial. Fui aprender a fazer sashiko e patchwork japonês com um grupo de amigas, aqui. Adorei conhecer a Luísa, pessoa que queria muito conhecer desde que me iniciei por estas andanças, e apaixonei-me por Sashiko.
Sashiko é uma técnica de bordado japonesa, inicialmente usada para reforçar as peças de vestuário, juntando por vezes várias camadas de tecido de modo a obter uma camada mais quente e resistente. Com o tempo, as mãos que bordavam esses pequenos pontos foram percebendo que o que faziam também era bonito para além de necessário e assim o sashiko tornou-se uma arte decorativa.
Eu descobri um bordado mais ou menos livre, meditativo, simples, lindíssimo. Sempre que tiver um pouco de tempo livre vou praticar. E o Miguel também.


noussnouss



A Alice fez com que eu enfrentasse o espelho num dia particularmente menos bom.
Sentia-me mal comigo mesma, era um dia daqueles. Por isso mesmo, por sentir-me mal comigo - a única pessoa de quem não posso fugir - obriguei-me a enfrentar o espelho.
Primeiro estranha-se, o olhar que sai e volta ao mesmo lugar, que bate, reflecte-se, e depois o que se faz com o nosso próprio olhar?
Olho, nem sei quem é aquela que vejo ali - mas continuo, enfrento e obrigo-me a fazer as pazes. Inspiro. Afinal não é assim tão mau. Aquela até posso ser eu, se nos entendermos. Fecho os olhos e abro novamente. Que patetice. Se sou aquela, que assim seja. E sai-me um sorriso. E o sorriso bate no espelho e retorna a mim. E fazemos as pazes.
O dia mudou. Já não estou zangada comigo. Digo-lhe que até é bonita quando se arranja. Digo-lhe para tratar bem de si. Digo-lhe que aquela gola é mesmo bonita.

Obrigada, Alice.

Agenda do Lar




Um verdadeiro achado, a "Agenda do Lar - 1972", da Editorial O Século. Encontrei-a no meio de tantos outros livros, numa loja de artigos em segunda mão. Está como nova, sem qualquer rabisco ou cheiro.
Como agenda que é, vem repartida em meses, semanas e dias.
Cada segunda-feira é brindada com um "Rol da Lavadeira", onde se encontra uma lista exaustiva de todas as peças de vestuário a lavar naquele dia.
No fim de cada mês, encontra-se a " Estatística do Lar", onde se enunciam as despesas do mês e se podem comparar com as do mês anterior, calculando o " saldo em caixa para o mês seguinte".
Para além disso, umas páginas dedicadas às taxas postais dos correios, lista muito detalhada e informativa, onde fiquei a saber que na altura, as taxas postais para Espanha e Brasil eram iguais às do serviço nacional.
O preço que me custou? 0,50!