Obrigada

Para quem não sabe, o autor do nome deste blog é o meu filho Miguel.
Ao deitar, na tentativa de fazer demorar um pouco mais a derradeira hora de sucumbir ao sono, ele dizia-me o quanto me amava. Eram tantos os algarismos que um dia decidiu arrematar por mil milhões. Amo-te mil milhões, mãe.

* da Zélia

Antes disso pensei em chamar o blog de Canção de Roda. Porque a imagem de um grupo de pessoas de mãos dadas a cantar e a dançar comove-me. Porque a canção de roda está a desaparecer entre as crianças. Porque Canção de Roda é, para mim, uma metáfora para a vida.



* da Rita Leal

Passado um ano de blog, mais coisa menos coisa, vejo-me dentro de um grupo de mulheres criativas e generosas que se ajudam entre si, que trocam experiências, que investem nos seus sonhos e objectivos e que, acima de tudo acreditam num mundo bom. É a tal Canção de Roda.
* da Diane
Aquela que costumava ser uma confissão íntima entre mãe e filho à hora de deitar, com a palavra que tanto custa dizer em português, depressa começou a andar de boca em boca entre a família mais próxima. A princípio o Miguel estranhou, eu estranhei, mas logo senti que era algo positivo. Há coisas, que mesmo que nos pareçam íntimas, podem e devem sair, deixando que tomem o seu rumo.
Estes belos presentes já deviam ter sido apresentados. Mas tal como na vida real, muitas vezes aquilo que não devemos adiar é o que mais espera. Não podia passar de hoje.
E já que falo na verdadeira felicidade que é participar neste círculo de artesãs que se apoiam mutuamente, vejam o que os nossos botões andam a fazer!
Um grande viva a estas e outras mulheres que não baixam braços e fazem do dia-a-dia algo simplesmente maior!


do que sai de mim



Nasceu mais uma lebre, ainda sem nome.
Há muito que queria iniciar um guarda-roupa para estas pequenas lebres que começam a espalhar-se pelo país. Já que vão viajar, que o façam bem compostinhas! Esta, que por acaso é um este, veste umas jardineiras (macacão para os brasileiros?) na sua cor preferida. Olho para ele e acho-o sábio, parece-me que sabe mais do que as outras lebres. O seu coração é tão grande que é visível a olho nu.
Alguém o quer baptizar?

to whom it may concern




É imensamente significativo quando você começa a sentir uma agitação no seu coração, pois o seu coração é muito mais valioso do que a sua cabeça. O que existe na sua cabeça é tudo emprestado, não contém nada que seja inteiramente seu; porém, o seu coração ainda é seu. O seu coração não é cristão nem hindu - é apenas existencial. Ainda não foi corrompido nem poluído.

O seu coração ainda é original.

Há um grande salto quântico a dar entre a cabeça e o coração. Um passo mais, entre o coração e o ser, e terá chegado a casa. A peregrinação terá terminado.

Ninguém pode passar directamente da cabeça para o ser. Eles são estranhos um para o outro, não estão de maneira nenhuma ligados. Nem sequer foram apresentados!

(...)

O coração é a ponte. Parte do coração conhece a cabeça e a outra parte do coração conhece o ser. O coração é a estação que fica a meio do percurso entre os dois. Se viaja em direcção ao ser, então terá de pernoitar no coração.



Osho

para brincar ao faz-de-conta


Brincar é uma actividade instintiva. É uma necessidade provinda do interior.
O brincar ao faz-de-conta é tão antigo quanto o ser-humano e deve ser encorajado. Durante o "eu agora digo isto e tu depois dizes aquilo" a criança liberta-se, deixando passar através de si os seus receios e desejos, tornando-se mais leve.
E é com o faz-de-conta que se faz música, que se escrevem livros, que se constroi um jardim inteiro, que se ama perdidamente, que se projectam objectivos.
Eu digo: viva o faz-de-conta!

do meu fascínio pelas multidões


Todos juntos fazemos a terra tremer.

Alfazema, a Lebre


Apresento-vos a Alfazema. É uma lebre serena, que gosta de olhar o luar. À noite, quando todos dormem, sai da toca de mansinho e põe-se a cantar.

fim da pausa



Sem dar por isso, a pausa durou uma semana. De blog, não de vida real.
A manta, que está quase pronta, foi posta de lado por uns dias. Era ela ou eu. O carrinho de linhas de um quilómetro está a chegar ao fim, graças à minha tendência para me perder no entusiasmo do trabalho.
Por pausa entendo alternar. Ficar parada é cansativo, as minhas pernas ficam inquietas, não consigo. O verdadeiro descanso, para mim, vem quando pouso um trabalho que já tenho em mãos há demasiado tempo e começo um novo. Sabe tão bem. É como quando um filho pára de chorar e, como se nada fosse, sorri e fala e brinca. Até nos levar à exaustão, de novo.
A luta renhida entre mim e a manta, qual das duas a mais teimosa, foi suspensa. E depois de um trabalho daquelas dimensões, onde os músculos dos braços que puxam e seguram o tecido enquanto a máquina tenta seguir a trajectória desejada ficam doridos, nada melhor do que pôr as mãos em algo pequeno e leve, completamente diferente.
Assim, e a pensar no fim das aulas e no que o M. poderia oferecer à professora e às auxiliares como gesto de agradecimento por mais um ano escolar, fiz estes pequenos corações para pendurar na porta do quarto.



Logo a seguir, surgiu uma pequena bolsa feita do mesmo tecido de algodão, perfeita para meninas sonhadoras que têm sempre tanto que transportar.
A lebre já estava feita mas ainda não tinha sido fotografada. Gostou da bolsa e por lá quis ficar.

Logo mais, quando todos estiverem a dormir, eu venho cá colocar tudo nas prateleiras da loja.




do dia da criança em família



O Dia da Criança foi comemorado durante todo o fim-de-semana.

Não foi preciso ir longe. O enorme relvado do parque aqui perto, a nossa segunda casa, já contava connosco.

Consegui juntar uma pequena parcela da família num piquenique à boa moda portuguesa (sem panela ou garrafão) e o resultado foi uma tarde muito bem passada! Quando fazemos o próximo?