fruta da época



Há os que se escondem.
Há os que se encontram.
E há os que se entendem.




E há os que teimam em acreditar em finais felizes.

Obrigada



ao que acredita e luta e faz a diferença.


25 de Abril 1, 2, 3 e 4.


boneco



Eu sei que os meus coelhos têm cara de cão. Ou talvez sejam cães e eu teime que são coelhos. Que diferença faz?

mais um




Não quero que este blog fique conhecido como o mais lamechas das redondezas. Devo avisar que tenho mau feitio, não tenho paciência para muita coisa e sou dura de roer. A culpa é toda dos bonecos, que aparentemente já me conhecem e tiram partido do momento.

reciclar


Este avental era para estar pronto há mais ou menos um ano. Por pouco já não lhe servia.
Foi feito a partir de uma camisa do pai. Aproveitei as costas da camisa e acrescentei-lhe o bolso que pertencia à parte da frente. Se fosse mais organizada e o tivesse acabado o ano passado ainda podia aproveitar as mangas para fazer uns calções.

o coelho que sonhava voar


Todas as noites ele sonhava que sabia voar. Ao acordar, saltitava de um lado para o outro na esperança de não regressar ao chão...



Um dia, encontrou uma grande mão e deixou-se ir, confiante.

eu 10 vezes

em resposta a este post:

  1. tenho medo do escuro
  2. a perfeição tenta-me a toda a hora
  3. adoro frutos do bosque pelo sabor e pela cor
  4. mantenho conversas imaginárias comigo mesma
  5. costumo sonhar com chineses
  6. sou super-hiper-mega sensível
  7. não gosto de roupa a combinar
  8. gosto de não planear
  9. o meu sonho é morar no campo
  10. queria ser aquela menina que corre colina abaixo no genérico da casa na pradaria
Agora passo o testemunho a ti.

de hoje






des frutar





São duas horas e trinta e três minutos da manhã. O M. dorme, mais calmo. A Primavera prega-lhe sempre umas partidas de mau gosto e não há como fugir ao pólen que anda no ar. As férias da Páscoa passam-se assim em casa, e ele não se importa nada.
O blog tem andado um pouco repetitivo. A julgar pelas fotografias parece que ando a sair pouco de casa. E é verdade. Quando o local de trabalho é em casa, a vida lá fora passa-nos um pouco ao lado. E isso não é necessariamente mau.
Ainda agora, ao tentar organizar um pouco os ficheiros de fotografias, fui-me dando conta de como a minha vida mudou neste último ano. Todas as pequenas peças aparentemente sem nexo foram encaixando numa peça só, e aquilo que em mim pareciam sonhos e ideias abstractas eram afinal imagens de mim, partes de mim que procuravam a todo o custo chegar à minha consciência.
Cada vez mais me apercebo que todos os dias somos bombardeados por pequenas grandes mensagens interiores. Reclames interiores. Uma atrás da outra, ao longo de um dia, o nosso subconsciente vai enviando mensagens que acabam por ficar por ali, num meio termo, num lugar neutro, num limbo à espera de descodificação. E com o tempo, com muito silêncio, com muitas noites à máquina de costura, vamos aprendendo a ouvir essas desesperadas mensagens que mandamos a nós próprios.
E assim, olhando as centenas de fotografias tiradas neste último ano, percebo a mudança que começou a acontecer em mim desde que parei de tentar ser a pessoa que acreditava que devia ser. Inevitavelmente, sempre com a sensação de não pertencer, de não conseguir, de não prestar. E assim sempre será, enquanto um ser vivo tentar se passar por outro.
Pergunto-me se os outros animais passarão pelo mesmo, já que é tão comum entre nós.
No ano passado, por esta altura, iniciava um novo ciclo. Para mim e para a minha pequena família. Porque connosco arrastamos sempre aqueles com quem partilhamos os dias, seja para cima, seja para baixo. E a responsabilidade de nos ouvirmos a nós próprios torna-se ainda maior quando temos por perto um ser maravilhoso ávido por aprender que nos tem como modelo para a vida.
E não foi num ano que consegui chegar à verdade de mim - tenho trinta e dois anos para desaprender. A minha luta continua: recuperar aquilo que me foi retirado e devolvê-lo a quem mais amo.
Boa Páscoa

cá estou!

Pronto. Já passou. Prometo que agora só para o ano é que volto a mentir. Aquela que ao princípio parecia a mentira perfeita para um blog, começou a pesar na consciência. Não tenciono abandonar este espaço por muito tempo.



As lebres estão a tomar conta de mim. Passo o dia com elas, parte da noite é com elas que estou, e quando durmo - é com elas que sonho. As últimas que fiz já foram embora, e com elas foi também um bocadinho meu. Mas, como ouvi uma vez, aquilo que criamos deixa de ser nosso assim que o deitamos para fora. A única verdadeira posse é a ideia, a vontade, a necessidade. O resto é de todos. E é uma verdadeira lavagem à alma, quando o fazemos honestamente, genuinamente, sem apegos nem medos. Seja uma canção, um boneco, uma palavra, um jantar.
A descoberta da semana. Porque quando deixamos caír as armas, o mundo se transforma.
E o meu muito obrigada a todas. O sentimento é recíproco. :)

ai ai ai

não aguento mais!... Está bem, eu rendo-me!

Feliz dia das mentiras!!!
Eu lá ia deixar-vos!
Fica assim provado, para quem restavam dúvidas, que eu sou totalmente incapaz de aguentar uma surpresa por muito tempo.... bolas.

A todos

A vida tem destas coisas. Aquilo que conhecemos como certo, pode não o ser.
Este blog teve quase um ano de existência. Nasceu, deu os primeiros passos sem saber bem para onde caminhar, cresceu sem avisar.
Agora, por razões que não vale a pena explicar, chega ao fim.
A todos aqueles que por aqui passaram, o meu muito sentido
Obrigada.