Castelo de Almourol










Não há certezas sobre o momento do lançamento da primeira pedra para o Castelo de Almourol. A pesquisa arqueológica remete para vestígios do tempo romano, no século I antes de Cristo. Especula-se mesmo sobre um muito mais antigo castro pré-histórico naquele lugar. O que é indiscutível é que, antes da Reconquista Cristã, Almourol foi fortim para alanos, visigodos e mouros.

É daqueles lugares que todos os portugueses deviam visitar pelo menos uma vez na vida. Ir, com merenda, máquina fotográfica e todo o tempo do mundo.
Infelizmente não é isso que vejo acontecer. Embora locais como este sejam constantemente visitados, a maioria fica-se por olhar da margem de cá e tirar a bela da fotografia de grupo. Sinceramente, não percebo.
A olhar para o castelo, um grupo pergunta-me:
- Olhe, o que é que há aqui para fazer?
Apontando para a paisagem magnífica à nossa frente, disse:
- Tem o barco que vos leva à ilha. Lá tem o castelo que pode visitar... e a ilha que é bonita...
- Ahh... vale a pena?
- Claro! e já que chegaram até aqui...! 
-Ahh...
E os que foram de barco ver o castelo faziam a visita a correr porque lhes foi dito que tinham meia hora para o fazer. Ora, se o barco vai e vem o dia todo, e se quisermos pensar um pouquinho, logo chegaremos à conclusão que aquela meia-hora é facultativa. Se quisermos confirmar, perguntamos ao barqueiro que nos diz: - Eu estou cá o dia todo, podem ficar quanto tempo quiserem.
E assim fizemos.

Broas de Milho


de Trás-os-Montes

300g de farinha de trigo; 150 g de farinha de milho (fina); 200 g de açúcar; 3 ovos; 1 c. de chá de canela em pó; 1c. de chá de erva-doce em pó; 1 1/2 de azeite fino; 1 cálice de vinho do Porto; farinha para tender


Num alguidar de barro misturar bem os dois tipos de farinha e o açúcar. Juntar os ovos, a erva-doce e a canela. Misturar tudo. Adicionar, aos poucos, o azeite e o vinho do Porto.
Amassar tudo muito bem, até a massa ficar homogénea. Deixar em repouso durante cerca de 30 minutos, coberta com um pano.

Com as mãos enfarinhadas, tender pequenas broas. Colocá-las em tabuleiros de folha polvilhados com farinha. Levar ao forno, até as broas ficarem firmes e douradas.



O prometido é devido. O pai chegou mais cedo e levou o filho ao parque. A mãe ficou a costurar e como que se sentisse culpada por não ir brincar também ao parque, prometeu que ao chegar, fariam bolinhos de partir os dentes, como carinhosamente lhes chamamos. Porque estas broas são muito fáceis de fazer e deliciosas mas assim que arrefecem tornam-se verdadeiras rochas. Mesmo assim, são das preferidas cá de casa.

Esta semana passámos bons momentos com a prima M. Com 4 anos de diferença, ela persegue-o por todo o lado, achando a maior graça a tudo o que ele faz, enquanto ele foge dela a sete pés quando ela insiste em se despedir com um beijinho. Imagino-os daqui a uma pequena década, a darem os primeiros passos nas grandes descobertas da vida mas logo sacudo a cabeça e afasto os pensamentos porque daqui a uma pequena década... eu terei aquela idade que assusta muito. Mas quando essa idade chegar, quero olhar para trás e ver que fiz muito, andei muito, cresci muito e celebrei a minha vida. E depois, quando essa idade chegar, vou perceber que ainda sou a mesma menina que acredita nos seus sonhos, mais que na própria realidade.
Contagem descrescente para o primeiro dia de aulas. O meu filho já vai entrar para a primária. Uma nova vida ganha forma.

feito à mão







Assim que a escola começar, tenho que pôr mãos à obra. Tenho andado a pesquisar sobre bordados tradicionais e estou a gostar cada vez mais.
Entretanto a minha mãe trouxe-me uns lindos bordados de Viana, juntamente com um pião para o M. Adorámos.
E, finalmente, a Tête de Nègre, da Maman Xuxudidi. Já chegou e sente-se em casa. Muito bonita e com acabamentos perfeitos, mostrando bem que é feita com carinho, o que faz toda a diferença. Obrigada, D.! Aqui fica uma foto de grupo, com as compras deste verão, tudo feito artesanalmente - da Feira Medieval de Silves. Deixo aqui um link de uma loja que descobrimos por baixo do Castelo de Silves, onde a paixão pela história e geologia fala quase tão alto como as peças raríssimas que lá se encontram, quase todas vinda do Saara: Pangeia.




Just suddenly,

I find out

that I know

nothing.



Let's keep it that way.

está um homenzinho




- Estou bonita?


- Siiim!... Nem pareces tu!




Está ou não está um homenzinho?




help

Ajudem-me por favor. É que não percebo muito disto: se apagar um dos meus blogs, não apago todos os 3 que tenho na mesma conta, pois não?
Help.

Certeza




Não, mas gostava.

Mafra









Da Tapada de Mafra, para amantes da natureza. Fizemos 4 Km a pé, e fazíamos ainda mais.
Aprendemos a distinguir os diferentes tipos de pegadas e a fazer silêncio... paaaaiiii, ssshhhhh....



das maçãs







Deve ser do tempo que está para mudar. Parece que parte de mim anseia pelo Outono, secretamente, para que não ordenem decapitação pública, que isto de não ter o Verão como estação preferida é uma aberração.
Gosto muito do calor, nasci no calor e adoro sentir o sol na pele. Mas a minha natureza é muito mais primaveril e outonal. E gosto muito dos primeiros dias em que sentimos que a estação vai mudar.
Decidi surpreender os rapazes cá de casa com uma tarte de maçã (com maçãs da casa da avó, claro) sem saber bem como fazer porque quando vou para a cozinha só me apetece inventar! Tenho uma ligeira deficiência a seguir regras, receitas, instruções o que pode resultar bem mas também pode, muitas vezes, resultar mal.
Mas resultou bem (!!!) e por isso quero mostrar-vos a minha Tarte Rústica de Maçã, como decidi chamar-lhe:
Para a massa: 240 g farinha; 120 g manteiga (eu decidi derreter); 30 g de açúcar (usei menos); 2 colheres de sopa de água (que me esqueci!)
Para o recheio: 500 g de maçã; 100 g de açúcar; raspa de limão (ignorei); canela (abusei)
Coloca-se a farinha sobre a bancada e faz-se uma cova no centro ( fiz tudo dentro de uma tigela, embora não seja tão giro). Junta-se o açúcar (dado que o recheio já levava açúcar suficiente, usei muito pouco) e a manteiga. Acrescenta-se a água (não sei como não vi esta parte!), amassando rapidamente e formando uma bola. Deixa-se descansar um pouco (não lhe dei essa oportunidade).
Entretanto prepara-se o recheio (que eu já tinha feito um dia antes e foi a razão da tarte): descascar as maçãs, cozê-las e reduzi-las a puré, juntando o açúcar, a raspa da casca do limão e uma colher (de chá) de canela.
Estende-se a massa com o rolo e coloca-se na forma para tarte. Enche-se com o puré. Com o resto da massa cortam-se tiras de 1,5 cm de largura, dispondo-as sobre a tarte, formando um quadriculado (aqui é que tive que puxar pela criatividade porque não me tinha sobrado massa nenhuma. Olhei para o lado e vi a massa para a pizza que ia fazer para o jantar e roubei-lhe um nico, como diz a minha mãe).
Leva-se a cozer em forno moderado (eu achei que devia ser bem quente) durante 30 a 40 minutos.
E como quase sempre acontece, foi a parte improvisada que lhe deu toda a graça, porque a massa da pizza, não sendo doce e ficando bem estaladiça deu-lhe um toque final delicioso. Foi um sucesso!
Mais tarde, foi a vez do M. fazer a sua pizza, que adorou (fazer e comer). E o cheirinho que ficou cá por casa...!!!
Tenho algo a declarar. A De Mãe em Mãe não vai continuar: percebi que é necessário mais tempo do que aquele que tenho. Custa-me porque detesto desistir, mas sinto que não vou conseguir dar-lhe a devida atenção como, aliás, se tem visto.
As roupas já estão embaladas para serem levadas às suas novas casas, onde espero virem a ser muito úteis a quem mais precisa: A Casa da Criança, em Tires e a Associação REMAR, em Cascais.
A quem adicionou a De Mãe em Mãe aos seus favoritos nos respectivos blogs, o meu muito obrigada.

da terra





Só eu sei a felicidade que me atravessa nestes momentos que tento cultivar ao máximo.
Ele sabe o que é uma horta, um pomar, sabe o que é semear e o que é plantar. Sabe que a terra precisa de tempo, de água, de sol e de amor (foi ele que me ensinou!). Gostaria de pegar mais vezes na enxada, se a mãe deixasse, e adora carregar o carrinho-de-mão e andar com ele de um lado para o outro. De vez em quando diz que está farto, que quer ir para casa ver desenhos, mas eu sei que o que hoje semeamos, um dia dará frutos. Porque, como li não sei onde, bem gostaria de lembrar, não é necessário estarmos conscientes de todo o processo - a semente que caiu na terra não está à vista, mas que está lá, está. E um dia, surpreende-nos.
E eu acredito que tenho aqui um lindo ser humano em casa. Amo-te mil milhões.

Incerteza

... será?

móveis móveis ou a dança dos móveis

Cama nova para o quarto do M.
Estante da sala volta para o quarto do M.
Estante do quarto do M. vai para o escritório.
Estante do escritório vai para a sala.
Escrivaninha nova para a sala. Mesa do hall para a sala.
Mesa da sala para o hall.
Mesinha da sala para o quarto do M.
Mesa de cabeceira do quarto do M. para o escritório.


Tinha escrito uma longa história sobre a nossa odisseia dos últimos dias mas tive pena de quem pudesse vir a ler... Isto tudo para dizer que só me apetece limpar, limpar, limpar...

Da vida



Andam cá por dentro umas palavras a querer sair, mas eu vou guardando-as, porque não quero magoar ninguém e porque o que lá vai, lá vai. Mas está-me aqui no estômago, a querer explodir, a cimentar-me as paredes... E o que mais quero é abrir as janelas e deixar o ar passar.


Surpreenderam-me com um lindo post hoje de manhã. Palavras que vieram acabar com qualquer dúvida que tinha sobre a proximidade das pessoas. As pessoas não se conhecem bem ou mal por estarem fisicamente próximas. As famílias vivem juntas a vida toda sem se conhecerem uns aos outros. Vejo isso na minha, vejo isso nas dos outros. A solidão do ser humano vem muitas vezes dessa mesma proximidade inventada, porque está ali ao lado, e ninguém sabe o que lhe vai na cabeça. É fascinante.


"Não há passos divergentes para quem se quer encontrar". Obrigada por me ouvires. Porque ainda ontem adormeci a perguntar a mim mesma porque é que dei tantas voltas para aqui chegar.


Todas estas voltas que tenho dado foram mesmo necessárias. Doeu muito, magoei muito, mas levantei-me. E as tais palavras que cá estão dentro a amadurecer para serem colhidas são mais ou menos estas:


a criança cresceu e percebeu que era tudo vosso. O medo era vosso, a raiva era vossa, a frustração era vossa, as palavras foram vossas, os gestos foram vossos, as vozes eram vossas.


Era inevitável o caminho, mas fi-lo sozinha, pelos meus pés. E hoje olho-vos e pesa-me ver-vos tão infelizes, tão enganados, tão sozinhos.


E eu podia ter perdido tudo, mas não. Consegui chegar a casa antes que ela se fechasse.



Obrigada Rita, pelo empurrãozinho.


Nunca é meia-noite Dr. Nobre



Domingo à noite sentei-me no sofá com um corneto de morango na mão, recompensando-me com mais uns milímetros em cada anca, não quero saber de nada, agora sou só eu. O zapping ia começar mas durou pouco: na rtp2 passava a cara de um dos homens mais bonitos, a meu ver. Não era o Paulo Pires, nem o Mia Couto. Esses são os outros dois. Era o Dr. Fernando Nobre, fundador e presidente da AMI.


Ainda existem homens nobres, de palavra, humildes, infinitamente generosos e humanos, de uma serenidade e segurança que dá vontade de olhar, ouvir, admirar.



É chamado de politicamente incorrecto, mas não se incomoda, porque só assim pode ser humanamente correcto. Nunca recusa uma ida a uma escola porque acredita que poderá despertar aquele que um dia virá a mudar o mundo. E as suas filhas têm-lhe uma enorme admiração, porque para além de ter estado na linha da frente em mais de 150 países, fazia questão de conduzir Lisboa-Algarve para as poder levar à escola às 7 da manhã. E no fim confessa a razão da minha profunda admiração: é um místico, um religioso sem religião.



Abriu-me os olhos, chamou-me a mim, porque às vezes parece que vou adormecendo nesta vidinha estéril e me esqueço do que realmente vim cá fazer. É pena que eu leve tanto tempo a aprender...



ainda das férias


Aqui.
Quando for grande quero ser escultor!

porque sim


Vou conseguir. Acho que estou a conseguir. Devia lembrar-me disso todos os dias. E que juntos somos mais fortes. É só querer.
Um abraço a todas as mães que me lêem, que são os pilares da sociedade. Bem hajam.

Estamos de volta



Uma semana lenta, onde o tempo levou o seu tempo, ao sabor do calor, muito calor, seco, muito seco. Ali as moscas reinavam, indiferentes a quem lhes cruzasse o caminho. As cigarras calavam-se depois de terem a certeza que todos já dormiam, o silêncio absoluto era impensável. Acordava-mos com o nascer do sol nos gritos das araras, podia até jurar que estava no Amazonas, mas não. Estava a duas horas e meia da capital, em pleno Algarve rural.



O M. está contentíssimo por estar em casa: Não quero nunca mudar de casa! Nem mesmo quando for adulto! Quero ficar aqui para sempre!

Sim, esta é a nossa casa, o nosso cheiro, o nosso ar. Mas a terra ficou lá, a lua cheia lá é maior, as estrelas, o cheiro das alfarrobeiras e figueiras ao sol... Não sei se a minha casa é esta. Esta parece-me emprestada.



Aqui vou voltar ao Cuidado que te molhas!, ao Cuidado que te sujas!, Cuidado que partes isso! e não é isso que quero fazer da minha vida, muito menos à do meu filho.



Vou lutar por um pedaço de terra onde possa levar a vida natural que tanto me faz falta. Só de pensar que me vão olhar de cima abaixo quando sair de casa já me sinto doente. Quero sair daqui.


pequenas parcelas do universo






Encontrei uma forma de sobreviver às multidões: ao observá-las, separo-me delas. O espectáculo do ser humano é muito mais interessante que qualquer outro.

Raízes





Ainda sobre a Feira Medieval de Silves - o som e o ritmo podiam ser originários de várias partes do mundo. A mim, fazem-me sentir viva, desperta, levam-me para casa - o berço da humanidade. O ritmo é mais velho que as palavras.


( Era minha intenção colocar aqui um vídeo caseiro, mas parece que não é desta... )


O artista só "cria" na medida em que é o transmissor de um modelo pré-existente de natureza arquetípica. Neste sentido, o homem tradicional, porque imbuído de sacralidade, é um criador; ao passo que o homem profano "engendra" disformidades ao afastar-se da Natureza;



A imaginação procede da captação de um arquétipo, enquanto a fantasia é o reflexo do seu afastamento e, por esse motivo, é um acto estéril, inútil, que provém mais da vaidade como expressão da ignorância do que do apelo da necessidade;



O homem tradicional e, hoje, o que vive afastado do contágio urbano não fantasia porque vive de forma natural, quer dizer, de acordo com a Natureza. É, antes, um imaginativo sempre e quando obedece aos ritmos naturais;



O profano, como ente próprio não existe. Neste mundo de dualidade: bem-mal, vida-morte, dia-noite, masculino-feminino, branco-preto, etc., o profano é a ausência do sagrado na órbita espacio-temporal em que nos inserimos, e a sua manifestação obedece a uma euritmia cósmica a que está sujeita a própria ciclicidade histórica com os seus períodos alternantes de espiritualismo e de materialismo, que se traduzem na "cultura do sagrado" e na "cultura do profano";



A sociedade actual é profana porque está afastada da natureza interna das coisas. A sociedade tradicional é eminentemente sagrada porque nela toda a atitude, gesto, palavra reproduzem um modelo exemplar, arquetípico.



in Portugal Simbólico - Origens sagradas dos Lusitanos, Eduardo Amarante, Ed. Nova Acrópole






Quente






Pepe, o pónei e a catatua são os nossos vizinhos do lado direito. Do lado esquerdo, temos agora uma família que desconhece o botão do volume: tanto das cassetes-pirata como das conversas que mantém ao jantar.
Uma das vantagens de estar nos 30 é a de começar a perceber que
se não podes com eles, destaca-te


foi o que fiz hoje no meio de uma multidão sufocante e ensurdecedora. Amanhã mostro.
Estreia hoje a tradução instantânea deste blog - um grande achado - mas que como tudo o que é instantâneo, deixa muito a desejar...



feira medieval





Feira Medieval de Silves - segundo ano que a visitamos e continuamos a gostar. Entre bom artesanato há também aquele que não o é, mas o que mais me agrada é a mistura de culturas que se juntam nestes dias num local onde já foi uma das cidades mais importantes do reino, precisamente onde os antepassados dos que cá passam hoje deixaram a sua marca.
Silves já foi considerada mais importante que Lisboa e os seus habitantes falavam árabe puro.
O M. continua com saudades de casa...

constelações à noite





Descobrimos 50 m2 num Algarve escondido aos olhos dos invasores de Agosto. Sentados no baloiço do jardim contámos as estrelas e as suas constelações, só os três, no mundo.
Este lugar faz-me lembrar um acampamento hippie. Pode ser a proprietária inglesa que à noite vende as suas jóias na feira medieval, o seu carro pintado com mal-me-queres, os seus espelhos e bonecos espalhados pelo jardim/horta improvisado, os muitos pássaros, cães e pónei mimados como crianças.... O chuveiro não funciona, o calor é muito, temos que improvisar. Improvisar é bom, é um exercício à inteligência criativa, para termos a certeza que ainda não desaparecemos, que não fomos engolidos.

Apesar da piscina quase só para ele, o M. já tem saudades de casa.

- Hmm... mas quando ficas ao pé de mim as saudades desaparecem!...

Às vezes dizem-nos coisas tão lindas...!



P.S.: não há chuveiro mas há torneira e mangueira :)

Zzzzzzzzzzzzz

São precisamente duas horas da matina.
Pode parecer quase ridículo mas faz-me bem, diria feliz, encontrar tantos blogs de mulheres inteligentes, com sentido de humor, atentas, sensíveis, tudo o que as mulheres têm de melhor! Estou nisto há pouco tempo, daí as surpresas, talvez, mas fico mesmo contente em acompanhar estas vidas meio ditas, meio por dizer de pessoas tão diferentes e ao mesmo tempo tão iguais a mim!
Deixo sempre muito por dizer e isso sabe-me a pouco. Mas pela boca morre o peixe... e pela cauda se descobre o gato!
Vou dormir que o meu mal é sono! É das coisas mais maravilhosas que o ser humano pode fazer!
A quem não tive tempo de telefonar: vou de férias mas volto já! Abraço***

férias = holidays = vakantie



Mais duas encomendas prontas: um caderno forrado para a mãe escrever os seus pensamentos e um peixe para o bebé recém-nascido, que agradou ao meu crítico de palmo e meio, o que para mim conta mais que tudo.
Quando o M. nasceu comprei um caderno muito bonito, onde comecei a escrever-lhe cartas para mais tarde ele ler. Há sempre o que contar, deixar escrito, tentar explicar - as cartas escritas não podem entrar em extinção.

E agora chegou a minha vez de ir de férias, vou descansar, relaxar, meditar, ler, ouvir o silêncio. Ou melhor, vou tentar.

Monserrate





Monserrate - Sintra.
Os preços dos bilhetes não são baratos nos parques de Sintra, mas a verdade é que desde que se começou a pagar entrada ( muito protestei eu! ) muita coisa foi melhorada. Os curiosos e interessados já podem espreitar a recuperação do Palácio de Monserrate, que esperemos estar em boas mãos (e cabeças).

Mas ainda acho que os preços são demasiado altos. Não é que Sintra não mereça... é que as famílias portuguesas gostaríam de poder ir pra fora cá dentro!


Portugal é pobre com mania de rico.

para mães e filhos

Encontrei-o.

Foi sempre o meu preferido... e ainda me faz sonhar!


Nasci velha, morrerei criança.

10



Cedo tive que procurar um lugar para mim no mundo. Sem um pingo de medo, enfrentei os caminhos mais difíceis. O medo, vim a senti-lo só quando percebi que poderia ter-me enganado no caminho e que era possível ter que voltar atrás.
Assim que tomei a decisão de regressar, senti que algo caía no seu lugar. Estava certa. Não havia dúvida alguma dentro de mim.
Casa às costas, despedidas, a vertigem de um novo começo.
E tudo foi acontecendo tal como se tivesse sido previsto, todas as peças foram caindo no sítio certo, todo o emaranhado de situações sem nexo para mim foi se dissipando até começar a ver chão seguro, a reconhecer-me dentro da minha própria vida.
Durante toda esta viagem, houve uma pessoa que nunca deixou de me dar a mão. Apareceu vindo do outro lado do mundo e nunca mais me largou. Passá-mos os dois na mesma rua, no mesmo instante, olhá-mo-nos sem saber porquê e ainda hoje estamos juntos. Somos quase opostos um do outro, esforço-me por encontrar pontos em comum e no entanto parece que servimos um propósito acima de nós, ilustres sacrifícios em honra de deuses sedentos de sangue e vida, que nos vão usando em prol das suas vontades.

Por tudo o que já passámos e por ainda aqui estarmos, por tudo o que já construímos e por tudo o que ainda temos a aprender:

Parabéns a nós os dois, pelos 10 anos de casados.

PROcurar




Procura-se espaço para alugar para as próximas semanas, perto de praia, bom para crianças.
O plano A foi por água abaixo. Procuramos um plano B.

Esta semana fiz 10 anos de casada e depois de amanhã o meu filhote faz 6 anos.

Socorro!