Do jardim





No domingo estivemos todos a pintar: o pai, um móvel para o quarto do filho; o filho, um quadro por cima de um outro inacabado; a mãe, a relembrar como é bom brincar com as cores e deixar o sub-consciente voar.
Mais um saco acabado. Grande, com espaço para livros, toalhas, lanche... tudo o que o verão pede. Na loja.

Mães e filhas II



Não é que não pense em ti ou que nada haja para contar. Pelo contrário.
Os dias passam, e já lá vão meses. E nós aqui tão perto. Sempre muito perto.
Eu tenho uma mãe que tem muito para contar. E fá-lo sem palavras, directamente da alma.

Tempo de cerejas





Mais um saco com cerejas. A pedidos especiais posso repetir o tecido, mas nunca o modelo. Este é maior e tem um bolso grande da parte de fora.

Muito obrigada a todas por tornarem este sonho realidade. Hoje sou uma pessoa mais completa graças ao interesse que têm mostrado pelo que faço. Acreditem, os sonhos são para ser realizados.

Mães e filhas




Encontrei esta preciosidade e captei-a, para mais tarde servir-me dela. Intrigou-me, não a percebi. Já tenho olhado para ela, com olhos de mulher e tentei também com olhos de homem, se é que é possível - talvez a entendesse melhor. Mas nada. É uma frase muito masculina, não é?

Ó tempo, volta pra trás...


Temos computador novo. Silencioso, rápido, surpreendentemente rápido - pelo menos para mim que usava o mesmo há 10 anos. E agora neste tenho espaço para todas (todas mesmo?) as fotografias tiradas desde o nascimento do M. que, como para a maioria dos que têm filhos, é quando começam a aparecer centenas de fotos sem se dar por ela.
Agora fico com pena de não ter partilhado tantas dessas fotos - muitas viagens, muitos momentos que já lá vão... parece-me que vou ter que partilhar algumas, se bem me conheço :)
Esta foi tirada ainda o M. estava a aprender a andar. Foi tirada em Sintra, de mão dada com o tio E. O tempo passou, tão rápido... se eu soubesse que seria tão rápido tinha-o agarrado mais vezes, inalado aquele cheirinho doce e limpo mais e mais ... Esse bebé ainda existe, e existirá sempre. Para isso estamos cá nós, os pais babados.
Agora, antes que me perca, vou trabalhar. Só mais uma coisinha: R., obrigada.

Ainda do fim-de-semana






O Oceanário de Lisboa é para nós uma espécie de refúgio para os dias de grande calor. O M. não se cansa de lá ir e nós também não. Pensei que estaria quase vazio mas enganei-me redondamente. Mais uma vez me conseguiram surpreender pela negativa muitos portugueses pela sua falta de higiene, educação e interesse. Acontece-me todos os anos no verão - Portugal são muitos portugais...
Estou finalmente a dedicar-me ao De Mãe em Mãe. Vai levar muito mais tempo do que pensei, porque são tantas as roupas a escolher, fotografar, publicar... mas estará pronto antes de Agosto.
O que eu gostava mesmo é que este De Mãe em Mãe crescesse e se tornasse um círculo de mães que pretendem vender e comprar roupa em segunda mão entre si. Vamos ver o que acontece. Por enquanto está lá muito pouco, mas depressa estará mais completo.
Tenho vindo a dormir muito pouco, não consigo descansar, nem mesmo relaxar... e não serei nunca a pessoa que quero ser se assim continuar. Quero uma vida saudável e positiva, e tenho mesmo que começar por mim. Dormir, comer, um ritmo menos acelerado, sentir o ritual diário da natureza é um começo. Para não me perder a mim nem prejudicar ninguém.
A vida é sagrada.

REcriar


Limpeza de verão. Depois de lavado e seco ao sol, o blog ficou mais bonito.

Porque o verão está aí!


Bom fim-de-semana!


Summer clean up. After been washed and sun dried, my blog has become prettier. Because summer is out there!


Have a nice weekend everyone!

REcomeçar


Não sei bem o que dizer, o que tirar de cá de dentro... Sinto-me quase de luto.

A minha avó, matriarca da família, diz que arrepende-se de ter tido filhos. Custa ouvir. Mas deve custar mais ainda dizer. Porque ela ama os filhos apaixonadamente, capaz de matar ou de morrer por eles, como a maioria das mães.

Doi tão fundo que ultrapassa a alma, ver os filhos sofrer. Vê-los crescer e saír do caminho traçado, tão seguros que estavam quando ainda crianças.

Crianças já não são há muito. Mas continuam filhos. Filhos como os nossos, que aprendem agora as primeiras graças, que se iniciam na sua individualidade. São os mesmos filhos que lhe tiraram o sono, que levou a correr ao hospital nas maiores das angústias, outra e outra e mais outra vez.

Para mim são pais, mães, tios, tias. Sempre foram maiores que eu, já lá estavam antes de mim, e pareciam saber tudo.

Mas não. Não sabem tudo, e já tiveram vidas felizes e menos felizes, sonhos e planos e corridas ao hospital nas maiores das angústias com os filhos nos braços... Passaram a não dormir e se preciso a não comer, aprenderam uma nova vida e viveram-na como quem tudo sabe, como quem tudo viu e aprendeu a fazer. Os mesmos meninos que subiam às àrvores e a quem o mundo pertencia. Daí a verem os netos nascer foi um pulo. E é aí que deixo de saber o que escrever.

Porque as novas crianças parecem não ter avós.

Os avós de hoje ainda não venceram a luta da sobrevivência, ainda saiem de manhã e chegam só à noitinha, correm de um lado para o outro pelos dias e semanas e não chegam a ver os netos crescer. E os mais pequenos nem sabem o que é ter um avô que lhes constroi uma casa de bonecas ou uma avó que tem sempre mais uma história fantástica para contar.

Sinto-me de luto por isso, parece.

Porque o meu filho tem avós que nunca vê: uns porque vivem muito longe, num país onde todos falam uma língua estranha; outros que moram tão perto mas que foram apanhados pela merda da crise em que este país se meteu e que tentam sobreviver e desesperam dia após dia até ao fim do mês.

Posso ser ingénua mas acredito mesmo que vão conseguir. Os meus e os dos outros, que há muitos ainda em piores situações. Algo me diz que não se pode baixar os braços e que há que lutar muito, muito mas que um dia vão voltar a poder fechar os olhos e descansar. Um dia vão recuperar a sua saúde, as suas casas, a vida onde a deixaram. Tenho a certeza. E quero ajudar.

Mas até lá não há avós. E para muitos outros, nem pais há. Como será esta geração daqui a vinte anos?


E nisto, o M. acaba de entrar neste pseudo-escritório ondo me tento encontrar e prepara-se para usá-lo como casa-de-banho, tal é o sono. Sorrio. Apetece-me guardá-lo assim para sempre.


Não, venha o que vier, nunca me vou arrepender de ter tido um filho. E nunca vou esquecer as minhas raízes.


Natural





A palmeira é das árvores que mais me impressionam. Ainda mais quando a olho por este ângulo.
Duas novas bolsas na loja. 100% algodão, com fecho e forro. Acho-as tão bonitas que vou ter que fazer uma para mim!

Ás vezes...

" Nunca tive a noção do meu corpo, embora quando me olho ao espelho não torça o nariz. Talvez gostasse de ter o peito maior, mas somos todas um bocado assim, não é? Malditas porn stars, que nos fazem sentir pouco poderosas só porque se apresentam todas siliconizadas. Não me posso queixar; tenho uma cintura estreita e umas boas pernas. O rabo é pequeno e empinado. Os braços são finos, as costas são direitas. Mas nunca me considerei uma bomba. E agora estou na cama com um homem muito mais novo do que eu, que diz que sou melhor do que as míudas. Isto faz qualquer mulher feliz."

Não fosse a repugnância que a Margarida Rebelo Pinto gerou em mim com as poucas palavras que lhe consegui ler, continuaria a sentir-me frustadíssima com a pessoa que me ofereceu este "Português Suave". E porque sei que a sua intenção era boa, desculpo-lhe ter escolhido um livro pela capa. Mas não me conformo. Com tantos interesses que tenho, com tantos livros cá em casa que espelham aquilo que gosto, como é possível conhecer-me tão mal?

Para que tal episódio desapareça de uma vez da minha vida, preciso fazer uma coisa:



Assim tenho mais espaço para coisas bonitas.

Cerejas em Viena


Obrigada pelo souvenir! :) Saudades de todos nós!

Não me esqueci


Diz que quando for cientista que me inventa mais uns dois braços para eu ter tempo de fazer tudo o que tenho para fazer. Dois não, quarenta. Quarenta fica mal, oito, como um polvo. Já tinha pensado nisso...

Não chega. O dia não chega para nada. Quanto à noite, tenho andado a ver se a engano, mas não dá. Tenho dormido 5 horas por noite e se não me acostumei quando o M. era mais pequeno, acho que não vou habituar-me agora. Sou caranguejo, o signo que aparentemente mais precisa de dormir.

Não me esqueci da loja de roupa em segunda mão. Apenas não consegui fazer tempo para me dedicar a isso. Não passa desta semana, prometo (a mim mesma).

Hoje criei a loja. Há precisamente 3 meses que o estava para fazer. Ainda não está como quero mas já dá um ar mais organizado à divulgação das peças que tenho vindo a fazer. Para comprar pode enviar um email ou deixar um comentário.

Tenho encomendas para acabar antes das férias que por sinal ainda não estão planeadas. E assim é que eu gosto! :)

E amanhã faço 32 aninhos... não sei como passou tão depressa, só espero que os próximos passem bem mais devagar... Por dentro ainda sou a mesma menina. Por fora já tenho cabelos brancos.


a canção do verão

Primeiro comemos alfaces, agora vamos comendo tomates. Apanhando da terra, escolhendo os mais maduros, respeitando os que ainda não estão prontos.



As pêras já se podem comer não tarda nada e as melancias... diria que descobrimos um novo tipo: a mini-melancia. Talvez para comer à dentada!
Também temos figos, ginjas, pêssegos... as ameixas são deliciosas! E tudo isto completamente biológico, com muito respeito pela terra e por tudo o que a ela pertence. Sinto-me verdadeiramente feliz, caminhando pela pequena horta que criei, sentindo o cheiro das figueiras e ouvindo as cigarras.
Para mim, não há verão sem o canto da cigarra.

E tudo isto, toda esta paz natural juntamente com a vida de pessoas e animais é ameaçada quando menos se espera. Mal saio do portão deparo-me com um pequeno fogo. Vou a correr buscar água e quando lá chego já a água que levo não chega para nada. Vou a correr pedir ajuda e nestes momentos de aflição pedimos ajuda a quem quer que seja. Nestes momentos somos todos iguais. Estamos todos a ser ameaçados por um perigo e todos, sem excepção, pensam nas suas famílias e nas suas casas e vêm tudo que construiram durante a sua vida desaparecer em poucos segundos. Se não tivesse saído naquele preciso momento não teria visto a pequena chama. Se não tivesse dado importância, quando se apercebessem do fogo seria tarde demais. Tarde demais.
Por favor, não deixem de dar importância. Uma pequena chama e vento podem acabar com tudo em muito pouco tempo. Um grito na rua pode ser um pedido de ajuda. Todos os dias ignoramos. Preferimos ignorar. Porquê?

Como sempre, não se sabe como começou. Mas do que vi, deu para perceber que tinha acabado de ser posto. Ou deixado cair.

da vida, da morte e do apetite do meu filho




Pai: - Ontem o M. perguntou se é verdade que quando morremos há anjos que nos vêm buscar...

Mãe: - ... e tu? O que disseste??

Pai: ... que não!

Mãe: - É Sempramemacoisa!... Cada um diz uma coisa e blá blá blá, blá blá...

Filho: - ...

Mais tarde

Mãe: - O teu pai acredita que não há anjos, mas a mãe acredita que há... que cada um de nós tem um anjo no céu a olhar por nós e blá, blá, blá. Porque cada um pode acreditar no que blá blá blá

Filho: - ... sim... olha mãe, eu queria era comer uma bolacha...

Aos meus


Querida C., já temos saudades! Vai dando notícias!

Querido E., só ontem soube que estás tão doente... põe-te bom depressa. Gosto muito de ti.

Vou agarrar-me a esta família até que doa. Já chega de desencontros e faltas de tempo.

Manta Portuguesa Com Certeza


Acabei a manta. Foi trabalho intensivo para não fazer esperar muito. É difícil fotografar algo tão grande (150 x 170 cm), principalmente quando não temos ninguém por perto para a segurar. Aqui está em cima da mesa mas na verdade destina-se a uma poltrona, num escritório de uma senhora com um apelido de fazer inveja: Portugal.

Gosto do ar rústico que tem, é de certeza do campo. Ficaría muito bem na casa dos meus sonhos... :)

Ontem (que já era hoje) decidi colocar um pequeno mapa no blog que mostra em tempo real os países onde me visitam. Ainda sou uma novata nisto, ainda é tudo muito experimental, daí não conseguir entender como é que há pessoas do outro lado do mundo a ler o que escrevo ! Sendo assim, mesmo havendo a possibilidade de serem na maioria portugueses espalhados pelo planeta, vou tentar não me esquecer de escrever também em inglês. Porque também estive muitos anos num país estranho e sei perfeitamente o que isso é. E assim já não sou tão chata, já não há tempo, deixo-me de histórias :)


I've finished the quilt. It was intensive work so that it would'nt take long. It´s hard to take a picture of something as large as this (150 x 170 cm), specially when there's nobody around to hold it for you. Here it is laying on the table but it's actually for an armchair, which is in an office of a lady who has an enviable surname: Portugal.

I like the rustic look it has, it belongs to the countrylife, that's for sure. It would look great in the house of my dreams.... :)

Yesterday (it was actually today) i've decided to try out a little map that shows in real time where in the world people visit this blog. Because it's all so new to me, it's hard to understand how there are people from the other side of the world reading what I write! Because of that, and even if those people are mostly portuguese spread around the planet I will try to not forget to write in english as well. Because I've lived a loooong time in a different country too and know exactly what that's like. Therefore I won't be such a pain, there won't be enough time, I' ll stop telling (never ending) stories :)


Let me know where you are, what you have to say!

Portugal é


pão de mafra. salsa e coentros. abraçar e beijar. galão e torradas. crochet no comboio. figos com nozes. apanhar fresquinho. parar o carro e olhar o mar.

Finalista de palmo e meio

Sexta-feira foi dia de festa na escola. Ao contrário de todas as outras festas em que tinha que actuar frente a um público, o M. estava bastante entusiasmado. Guardou segredo, não lhe escapou nada do que ia fazer. Vi-o ensaiar sozinho mas de tão rápido que era a esconder os gestos, fiquei na mesma. Tão crescido. E tão independente. Quando aprendeu a andar não deixou que ninguém lhe desse a mão. Queria fazer sozinho. Ainda hoje, nunca quer ajuda. E eu digo-lhe que sou mãe, que ajudá-lo é o meu trabalho. E ele diz-me que não. E tem razão. A galinha tem que levantar as asas, por mais que lhe custe.
Enquanto os seus colegas mostravam ar de criança e não deixavam de ver tudo como uma brincadeira, o meu filho agarrava-se ao seu papel quase profissionalmente. Não deixou escapar o ritmo, não falhou um passo, não teve tempo para sorrisos. Quando acabou, respirou fundo, baixou a cabeça e deve ter pensado: Consegui.

No fim da festa foram chamados a receber um diploma de finalista. Cinco aninhos e já finalista! E o meu filho brilhou tanto quanto o sol, era difícil conter tanta felicidade e orgulho dentro da pele! Tanta satisfação que aquele menino sentiu ao receber o diploma que já há tanto tempo esperava!

Porque não me contaste nada? Podíamos ter partilhado a espera....

Sê criança, filho. Sê, devagarinho. Amo-te mil milhões.